Mercado Imobiliário 26/02/2016


Câmara aprova novo zoneamento em SP; texto vai para sanção de Haddad

Fonte: Folha, 26 fev. 2016

 

A Câmara de São Paulo aprovou nesta quinta (25) a nova lei de zoneamento. O texto, que deve ser revisto em 13 anos, determina o que pode ser construído e que tipo de atividade pode existir em cada rua da cidade.

Se for sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a cidade passará a ter mais áreas mistas (que juntam residência e comércio), prédios mais altos nas grandes avenidas com estrutura de transporte e mais terrenos voltados à construção de moradias para a população de baixa renda –previstas inclusive em áreas verdes da cidade.

O projeto também prevê a liberação de templos religiosos com capacidade para até 500 pessoas em ruas estreitas da cidade, além de permitir cultos a partir das 6h –a permissão hoje é a partir das 7h.

Também libera os chamados puxadinhos na periferia – em lotes de até 250 metros quadrados que misturem residência e comércio, passam a ser permitidos imóveis de até três pisos (comércio no térreo e mais dois andares residenciais).

Embora o conceito urbanístico geral do plano tenha sido mantido, uma série de alterações descaracterizou parte das medidas previstas no texto enviado pelo prefeito, em junho do ano passado.

Pelo menos 120 emendas de vereadores foram incorporadas ao texto. De um total de 250 enviadas ao relator Paulo Frange, após aproximadamente 80 audiências públicas ocorridas do ano passado para cá.

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A segunda votação teve 45 vereadores favoráveis e oito contrários ao projeto.

Agora, ele voltará às mãos de Haddad, que pode sancioná-lo ou vetá-lo. O prefeito ainda terá um prazo de 180 dias para enviar correções ao Legislativo.

Conforme a Folha revelou na semana passada, uma das principais mudanças no texto foi a proibição de bares e restaurantes nas regiões dos Jardins, Pacaembu e City Lapa, que são tombados (protegidos pelos órgãos de patrimônio histórico) por suas características urbanísticas e de vegetação.

A ideia do Executivo de incentivar maior diversidade de estabelecimentos comerciais em áreas residenciais foi o tema que mais gerou protestos desde que Haddad tornou público o projeto.

Diante das reclamações, a administração aceitou retirar o item que previa locais de reunião para até cem pessoas somente nessas áreas.

O benefício foi motivo de novos protestos de outros bairros: como Sumarezinho, Alto de Pinheiros (zona oeste), Jardim Marajoara, Jardim da Saúde, Planalto Paulista (sul) e da região da Cantareira (norte).

Desses, apenas o Marajoara conseguiu a extensão do benefício. Os demais foram parcialmente contemplados.

Por outro lado, no novo texto, ruas comerciais poderão ter prédios residenciais de até 5 andares. Um exemplo disso é a rua Sampaio Vidal, na região dos Jardins, que já tem imóveis com esse perfil.

Em zonas residenciais, escolas já existentes em situação irregular poderão ser legalizadas. Para a construção de novas, porém, será necessário o aval dos moradores.

Outra alteração de última hora permite que sejam construídos apartamentos maiores que os previstos anteriormente e com mais de uma vaga na garagem nas grandes avenidas de São Paulo que tenham estrutura de transporte público. Isso, porém, só será válido num período de três anos após a sanção da lei.

A mudança foi antecipada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” nesta quinta (25).

A novidade derruba uma importante característica do plano original, que previa justamente reduzir o número de garagens para colocar menos carros nas ruas ao longo das vias com corredores de ônibus e estações do metrô.

No texto original, a previsão era de uma vaga na garagem nessas áreas e empreendimentos de tamanhos menores e, por isso, de baixo custo.

No entanto, os vereadores da base aliada de Haddad cederam à pressão do mercado imobiliário, que pedia que os edifícios novos pudessem ser maiores e ter mais de uma vaga de garagem. Com isso, as construtoras poderão vender imóveis mais caros e com maior demanda de clientes.

 

CORINTHIANS

Uma emenda do vereador Milton Leite (DEM), incorporada ao texto, permite que o Corinthians possa construir uma arena multiúso em sua sede social, no Parque São Jorge (zona leste). O mesmo texto também abre brecha para que a área possa ser usada para a construção de torres residenciais.

A oposição diz que o texto suprimiu áreas verdes da cidade e manteve ruas comerciais no miolo de bairros estritamente residenciais.

Também que o projeto foi descaracterizado tamanha a quantidade de emendas apresentadas.

Os vereadores de oposição Andrea Matarazzo (PSDB), Gilberto Natalini (PV) e Ricardo Young (PPS) protestaram contras as mudanças. Eles entraram com uma representação no Ministério Público para tentar barrar a votação.

 

JUSTIÇA

 

Natalini também pediu à Justiça um mandado de segurança para tentar interromper a votação. Até a noite desta quinta, não havia decisão judicial.

“Foram mais de 60 emendas não debatidas. Não podemos fazer uma votação no escuro de um projeto descaracterizado”, disse Matarazzo, líder do PSDB e pré-candidato à prefeitura nas eleições deste ano.

Segundo o líder de Haddad na Câmara, o vereador Arselino Tatto (PT), o debate foi na Câmara foi transparente.

“Mesmo que viesse um projeto do Papa Francisco, eles [oposição] seriam contra. É lamentável. É mentira que não houve transparência. Foram mais de 80 audiências públicas e a cidade vai ganhar um plano ótimo para a cidade crescer ordenadamente”, disse Tatto.

 

Em bairro residencial da zona sul, sobrados disputarão espaço com lojas

Fonte: Folha, 26 fev. 2016

 

Em um sobrado da avenida Ceci, no Planalto Paulista, zona sul de São Paulo, o comerciante Nicolau Rabay, 55, espera pelo dia em que poderá regularizar sua loja de telefonia, no bairro há 18 anos.

Tradicionalmente residencial, a região de pouco comércio deve mudar com a nova lei de zoneamento, aprovada pela Câmara Municipal nesta quinta (25).

De acordo com a proposta, a avenida Ceci deve virar um corredor comercial. “Eu trabalho com celular e a tecnologia mudou muito. O bairro também precisa mudar”, afirma o lojista.

Mas nem todos no bairro são favoráveis à mudança. “Aqui é residencial, tem que manter essa característica ou vai virar um Itaim Bibi”, diz Marisa Nakaozi. Ela acredita que o local já tem infraestrutura suficiente, mas precisa ir para outros bairros quando procura por lazer.

No cruzamento entre as avenidas Ceci e Afonso Mariano Fagundes, os moradores encontram poucas lojas. A partir daí, as ruas se tornam uma sucessão de sobrados, alguns deles ostentando placas que refutam a nova lei.

Em uma dessas casas mora Antônio Gutierrez, opositor das mudanças.

“Eu acho que alguns bairros deviam ter densidade baixa, como esse. O zoneamento é prejudicial, porque aumenta o movimento”, diz ele.

Para a advogada Angela Kayatt, as pessoas que se opõem às mudanças têm “cabeça fechada”. “Nós precisamos ter coisas perto de casa. Aqui nós só temos um mercado, então eles cobram o que querem”, desabafa.

De acordo com ela, um dos problemas no bairro é a prostituição. “Aqui existem muitas casas grandes à venda. Como não têm iluminação, servem como ponto de prostituição”.

 

NOVA LEI

 

Com 45 votos favoráveis e oito contrários, os vereadores aprovaram em definitivo a nova lei de zoneamento da cidade. O texto determina o que pode ser construído e que tipo de atividade pode existir em cada rua da cidade.

Se for sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a cidade passará a ter mais áreas mistas (que juntam residência e comércio), prédios mais altos nas grandes avenidas com estrutura de transporte e mais terrenos voltados à construção de moradias para a população de baixa renda —previstas inclusive em áreas verdes da cidade.

O projeto também prevê a liberação de templos religiosos em ruas estreitas da cidade, além de liberar os chamados puxadinhos na periferia – em lotes de até 250 metros quadrados que misturem residência e comércio, passam a ser permitidos imóveis de até três pisos (comércio no térreo e mais dois andares residenciais).

 

Com mudanças de última hora, vereadores aprovam zoneamento

Projeto confirma ampliação de corredores de comércio nos bairros e liberação de vagas de garagem em vias com oferta de transporte

Fonte: Estadão, 26 fev. 2016

 

SÃO PAULO ­ Após nove meses de debates, quatro versões do texto e muitas mudanças de última hora, o novo zoneamento de São Paulo foi aprovado nesta quinta­feira, 25, com apoio de 45 dos 55 vereadores. O projeto final confirma a ampliação de corredores de comércio nos bairros e a liberação de apartamentos maiores e com mais de uma vaga de garagem por unidade em vias com oferta de transporte público, na contramão do Plano Diretor. A oposição promete ir à Justiça.

 

A votação ocorreu sob protestos dos parlamentares que fazem oposição à gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) e de moradores de zonas estritamente residenciais (Zers) – um grupo chegou até a ficar nu na frente do Legislativo. A oposição tentou barrar a aprovação  da lei na Justiça, mas não obteve resultado a tempo. Para o vereador Gilberto Natalini (PV), a Casa votou no escuro. Segundo ele, 90% dos parlamentares não sabiam o teor do texto, tantas foram as modificações na versão original.

 

Ao longo do dia, pedidos de correção de mapas, alterações de texto e revisão de parâmetros que contrariam o Plano Diretor, como o aumento de vagas de garagem, foram apresentados mesmo por vereadores que compõem a base aliada. Milton Leite (DEM) só aceitou votar a favor depois de receber o compromisso do governo de acatar suas reivindicações. Entre elas, está uma mudança no zoneamento do Parque São Jorge, na Marginal do Tietê, a fim de permitir ao Corinthians derrubar parte do estádio para construir uma arena multiuso no local.

 

Essas e outras mudanças de última hora foram criticadas por vereadores como Ricardo Young (PPS), que disse faltar transparência ao processo. Ele e Natalini querem agora contestar a lei na Justiça.

 

Já o líder da gestão Haddad, vereador Arselino Tatto, ressaltou que foi dada publicidade a todos os textos, por meio de publicação do Diário Oficial da Cidade. “A oposição, mesmo que viesse um projeto do papa Francisco, seria contra. Mas este plano é muito bom para a cidade.”

 

Segundo o relator, Paulo Frange (PTB), a lei votada contempla as principais demandas recebidas da sociedade e também dos vereadores. Ele afirma que cerca de 120 emendas parlamentares serão incorporadas ao texto final. Fazem parte desse pacote a redução da área passível de verticalização nas Vilas Beatriz e Jataí, por exemplo, e a eliminação das zonas comerciais nos Jardins Marajoara e das Bandeiras, resultado de protestos dos moradores. As queixas ainda fizeram atividades de alto impacto, como baladas e grandes restaurantes, serem vetadas nos bairros tombados de Pacaembu, City Lapa e Jardins.

 

Anistia. Elaborada pela Prefeitura, a lei que revisa os tipos de uso e ocupação do solo permitidos na cidade também regulariza uma série de atividades consideradas hoje irregulares, como igrejas em vias estreitas e com torres altas, indústrias em bairros residenciais e imóveis da periferia usados ao mesmo tempo como comércio e residência. Pressionados pelos setores do comércio e do mercado imobiliário, Prefeitura e Câmara ainda aceitaram criar eixos secundários de verticalização em 8% do território da capital, onde a altura máxima dos prédios dobrará de 8 para 16 andares, e afrouxar as regras da fiscalização de estabelecimentos irregulares. Um bar aberto após 1h, sem isolamento acústico, passará a pagar multa de R$ 8 mil – valor 80% menor que o atual.

 

E os níveis permitidos de ruído ainda foram ampliados na lei votada nesta quinta. Em todas as áreas classificadas como zona mista, que corresponde basicamente ao miolo dos principais bairros, como Vila Madalena e Pinheiros, o limite máximo passa de 40 para 50 decibéis.

 

O mapa final só deverá ser publicado pelo Executivo 180 dias após a sanção do prefeito.

 

Debate: Nova lei de zoneamento vai trazer avanços?

 

Texto foi aprovado na Câmara dos Vereadores após nove meses de debate e muitas mudanças de última hora

 

SIM. Temos a mesma Lei de Zoneamento desde 1972. Uma lei antiga deveria ser uma vantagem, e é. Mas se mostra problemática quando muitas vezes suas revisões são feitas pontualmente ao sabor de interesses e articulações momentâneas. Este é, talvez, o maior mérito desta versão: conseguiu fugir desta armadilha e foi feita por meio de um processo participativo que, se não foi ideal, foi importante o suficiente para se tornar perene. Foi longamente discutida e votada em horário comercial, com a luz acesa. Ela operacionaliza pontos do Plano Diretor como a zona rural, incentivo a construções sustentáveis, valorização de áreas privadas de uso público e a associação entre densidade e infraestrutura, e isso significa avanço. Reconhece parcelas importantes da cidade real e isso também significa avanço. Tenta superar contradições e desequilíbrios dos processos de fiscalização e licenciamento. Mais avanços ainda. Muitos gostariam de ver avanços mais significativos, estruturais. Mas não foi assim. Esta foi a lei possível, fruto de um processo negociado.

 

VALTER CALDANA É COORDENADOR DE URBANISMO DO MACKENZIE

 

NÃO. Em um flagrante retrocesso urbanístico com a eliminação do Planos Regionais introduzidos em 2002, o território do município de 1.500 km² e 11 milhões de habitantes está sendo tratado como se fosse uniforme. São Paulo abriga pelo menos 31 cidades médias em seu território. A Subprefeitura da Sé, por exemplo, tem mais de 500 mil habitantes. Equivale à cidade de Santos, que detém o maior porto do país. Não tem cabimento administrá-­la e planejá-­la centralizadamente a partir do Viaduto do Chá. A população bem sabe a cidade que quer e, certamente, é diferente deste palco de negócios imobiliários que lhe querem impingir. Este projeto de lei tem recebido alterações constantes no seu texto sem que saibamos claramente sua origem e pondo por terra a transparência exigida dos atos dos governantes e, da forma como se encontra, retira o direito do cidadão morador desta metrópole em manter seus bairros com um planejamento adequado e equilibrado, com a devida coesão social e territorial que lhe dá segurança e identidade.

 

LUCILA LACRETA É DIRETORA DO MOVIMENTO DEFENDA SP

Incorporadoras reforçam promoções de estoques

Fonte: Valor, 26 fev. 2016

 

A busca de redução dos estoques de imóveis prontos e a necessidade de as incorporadoras buscarem liquidez neste ambiente de crédito restrito têm resultado no reforço das campanhas de desconto de preços e de facilidades de pagamento neste início de ano. Na avaliação de analistas, as dificuldades de vendas prosseguem, e já se espera que os lançamentos imobiliários tenham nova queda anual ou, no máximo, fiquem em patamar semelhante ao de 2015. Já os distratos vão continuar contribuindo para engrossar estoques.

O reforço de caixa pela venda de estoques se faz necessário, principalmente, por incorporadoras com alavancagem mais elevada, como a PDG Realty. Mas a adoção de iniciativas para acelerar a comercialização tem sido buscada também por parte das que têm endividamento em menor nível, como a Even Construtora e Incorporadora, que oferece desconto de até 50% e aceita o carro do comprador como entrada, ou até mesmo caixa líquido, caso da

EZTec, com campanha focada em oportunidades e condições facilitadas.

Para incentivar vendas de estoques e unidades em construção, a Trisul tem, em curso, campanha de recompra garantida dos imóveis por 90% do valor pago pelo comprador. Segundo o presidente da Trisul, Jorge Cury, as unidades são “produtos finitos”, pela dificuldade de reposição viável nas regiões em que se encontram, as quais passaram a possibilitar menos aproveitamento devido ao novo Plano Diretor de São Paulo.

O momento é de preservar recursos, e a tendência é que as empresas sejam cautelosas na distribuição de caixa. Além de pressionar as margens das incorporadoras, a concessão de descontos na venda de unidades prontas embute o risco da remarcação informal de preços de todo o estoque, segundo um analista. Na prática, o comprador de um imóvel pode desistir do negócio ao se deparar com preços mais baixos, no mesmo empreendimento, do que o valor que fechou a aquisição com a incorporadora. Por isso, parte das empresas prefere não admitir, diretamente, que oferece abatimentos, mas dizer que concede descontos pontuais.

Os distratos voluntários, ou seja, por iniciativa dos compradores, ocorrem também como resultado do medo de perda do emprego ou pela dificuldade de conciliar o que seria o novo valor das prestações após o repasse com um orçamento já apertado.

Nos últimos anos, enquanto o volume de entrega de empreendimentos aumentava, os cancelamentos de vendas cresceram significativamente, com a negação de crédito por bancos para uma parcela dos compradores. Há volume significativo de prédios ficando prontos em 2016, embora menor do que o do ano passado, o que tende a contribuir para que mais unidades prontas retornem aos estoques das incorporadoras.

Não há expectativa de melhora do cenário de crédito, à medida que os recursos da caderneta de poupança ­ principal fonte de financiamento imobiliário ­ continuam em queda. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) estima que os financiamentos com recursos de poupança terão retração de 20,6% neste ano, para R$ 60 bilhões, após o recuo de 33% em 2015.

Há quem diga, no mercado, que como as taxas de juros cobradas pelos bancos já estão próximas do teto permitido para empréstimos com recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) ­ originados da poupança ­, pode haver, caso os níveis de inadimplência e atrasos de pagamento se tornem fontes de preocupação, novo corte na fatia máxima do valor do imóvel para a qual o crédito é concedido. Na hipótese de isso ocorrer, haveria mais distratos potenciais e, consequentemente, mais pressão sobre os estoques.

Por enquanto, o que se espera é que bancos sejam mais conservadores na concessão de crédito para as empresas do que para clientes. Um novo ciclo de expansão do mercado imobiliário e, possivelmente, de intenção dos bancos em serem mais agressivos na oferta de crédito tende a começar quando houver redução efetiva dos estoques e retomada do crescimento do país.

O ajuste de oferta, que começou em 2012, continua na ordem do dia das incorporadoras. Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) apontam que, no ano passado, os lançamentos imobiliários tiveram queda de 38,6% na cidade de São Paulo ­ maior mercado imobiliário do país ­, para 20.218 unidades. Não há nenhuma razão para se esperar expansão em 2016.

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Mercado Imobiliário 22/02/2016


Projeto libera prédio em estação de metrô

Alteração no texto da Lei de Zoneamento também afetará terminais de ônibus; ideia da Prefeitura e do Estado é fechar PPPs para construções

Fonte: Estadão, 22 fev. 2016

 

As estações de trem e metrô e os terminais de ônibus da cidade de São Paulo poderão receber grandes prédios residenciais e comerciais, como shoppings, faculdades e hospitais. O novo texto do projeto da Lei de Zoneamento, publicado pela Câmara Municipal sábado no Diário Oficial da Cidade, permite novas construções nesses locais com área até quatro vezes maior do que a do terreno. O projeto volta a ser discutido nesta terça­feira no Legislativo.

A liberação vale tanto para as áreas operacionais, ou seja, sobre as estações e terminais já construídos, como para as áreas que ainda estão ociosas. Segundo o vereador Paulo Frange (PTB), relator do projeto, a medida foi inspirada em um modelo adotado na Espanha e discutida em conjunto com a gestão Fernando Haddad (PT) e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

A ideia é que Estado e Prefeitura, donos dessas áreas, fechem Parcerias Público ­Privadas (PPP) para que o mercado faça novos empreendimentos nesses locais conforme a necessidade da região. Frange cita como exemplo a construção de 3 mil apartamentos sobre a Estação Bresser­ Mooca, da Linha 3­ Vermelha do Metrô, que já está em discussão, e de prédios comerciais na Estação Itaquera, na mesma linha. Áreas das Estações Jabaquara e Tucuruvi (Linha 1­Azul), Barra Funda (Linha 3), e dos terminais de ônibus Varginha (zona sul) e Vila Nova Cachoeirinha (norte) são consideradas promissoras.

“São espaços nobres onde hoje predomina a insegurança por causa da escuridão que há. Com esse modelo, você consegue levar moradia para áreas de serviços, com grande oferta de empregos, como a região do Brás, e comércio e indústria para regiões onde as vagas de trabalho são insuficientes. Com isso, você estimula a ocupação e aumenta a segurança na região central à noite e diminui os deslocamentos na cidade”, diz Frange.

O texto define ainda que o equivalente a 10% da área construída nesses locais sejam doados para a Prefeitura no próprio empreendimento ou em outro imóvel na mesma região para o programa de habitação de interesse social. O vereador disse ainda que pretende incluir no projeto nesta semana a exigência de que outros 5% da área construída sejam destinados para a instalação de um equipamento público, como creche ou posto de saúde.

Operação urbana. A nova versão do projeto também retirou do mapa do zoneamento a marcação que ampliava em 647,6 mil metros quadrados o perímetro da Operação Urbana Água Espraiada, na zona sul, medida que beneficiaria grandes incorporadoras e estimularia a verticalização da região, com a permissão de construções acima do limite básico.

Na semana passada, o Estado revelou que diversos lotes haviam entrado no perímetro da operação urbana no mapa enviado pela gestão Haddad e aprovado em primeira votação na Câmara em dezembro. Arquitetos e urbanistas disseram que qualquer alteração nessa área  precisa ser feita com um projeto de lei específico. Questionada sobre o fato em outubro, a Prefeitura havia dito que se tratava de “erro de demarcação” que seria corrigido, o que não ocorreu em dezembro. “Agora, nós retiramos isso para não gerar nenhum dúvida”, disse Frange.

 

Alteração na lei de zoneamento prevê casas em áreas vazias do metrô em SP

Fonte: Folha, 21 fev. 2016

 

Espaços vazios de terminais do metrô e de ônibus em São Paulo podem, nos próximos anos, dar vez a prédios residenciais, faculdades e shoppings. Esta é uma das alterações no novo projeto de lei de zoneamento, publicado neste sábado (20), no “Diário Oficial” da capital.

Pelo texto, os novos empreendimentos poderão avançar para cima até quatro vezes mais em relação ao que já está construído nestes locais.

“Hoje só há vazio e escuridão na área operacional do metrô. Então, acho que é uma conquista”, diz o vereador Paulo Frange, relator da lei.

As construtoras, segundo a medida, terão que fornecer 10% dos apartamentos para o programa de habitação de interesse social. Na esteira da proposta, o Metrô estuda destinar espaço na estação Bresser-Mooca (linha 3-vermelha) para projetos habitacionais, segundo Frange. A iniciativa estaria sendo formatada nos moldes de uma PPP (parceria público-privada).

Áreas localizadas nas estações Itaquera, Jabaquara e Tucuruvi são as com maior potencial para a instalação de residenciais e comércio.

Outro ajuste no texto atende os novos projetos imobiliários nas zonas de eixo, onde estão as linhas de trem, metrô e corredores de ônibus.

Os apartamentos construídos nessas regiões poderão acrescentar uma vaga de garagem para cada 60 m² da área total do imóvel. Com vantagens: o proprietário não arcará com o adicional de construção e nem com o IPTU da garagem extra durante três anos.

 

POLÊMICA

O novo texto da lei não ampliou para outros bairros a maior polêmica em discussão: o veto a bares, bufês infantis, teatros, restaurantes e casas de show.

O benefício continua restrito a Jardins, City Lapa e Pacaembu (zona oeste) -todos tombados por suas características históricas, arquitetônicas e culturais.

“Novos bairros deverão entrar durante as discussões em plenário na terça-feira (23)”, afirma Frange. “A meta é que o texto final seja levado à prefeitura até março.”

 

Prédio pode substituir comércio em bairros da capital

Vereadores decidirão se liberam construções de até 4 andares em corredores de áreas residenciais

Fonte: Estadão, 21 fev. 2016

 

Um novo tipo de uso para imóveis localizados em Zonas Corredor (ZCor) pode ajudar a reduzir o impacto do comércio em bairros residenciais de São Paulo. Até a votação final da lei de zoneamento, prevista para ocorrer nesta semana, os vereadores vão decidir se liberam a construção de prédios baixos, de três e quatro andares, em trechos de vias comerciais que cortam ou margeiam Zonas Estritamente Residenciais (ZERs), como as Avenidas Bandeirantes, na zona sul, e Rebouças, na zona oeste.

A ideia é misturar os tipos de usos previstos para as ZCors, a fim de apaziguar os ânimos entre moradores e comerciantes, que travamuma batalha na Câmara Municipal contra e a favor da ampliação das atividades comerciais pela cidade. Estima­se que os predinhos  provoquem menos impacto que restaurantes e bares, por exemplo, já que não preveem valets nem ruído.

A proposta, no entanto, depende de uma mudança polêmica no texto em discussão. Segundo estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as construções só se tornam viáveis financeiramente se puderam alcançar ao menos 12 metros de altura, ou quatro andares. É aí que está o impasse: o gabarito máximo nas ZCors é de dez metros.

 

“Estamos estudando essa ideia, que consideramos boa para otimizar os imóveis ociosos dos corredores. O problema é mesmo o limite de gabarito dessas áreas e, de acordo com o bairro por onde passam, a convenção condominial. Há bairros planejados, por exemplo, que não permitem o uso multifamiliar dos lotes. Mas, para os outros, essa solução seria muito interessante”, diz o relator do projeto de lei que revisa o zoneamento, vereador Paulo Frange (PTB).

 

Quem defende a mudança argumenta que o uso residencial ajudaria a revitalizar corredores degradados e sem vida noturna. Na semanapassada, o Estado contou 37 casas para vender ou alugar na Avenida Indianópolis (zona sul), por exemplo. Para o vereador José Police  Neto (PSD), só a atividade comercial não recupera a via, que também sofre com pontos de prostituição.

“A tese dos prédios pode ser uma solução definitiva para esse caso e tantos outros, como a Avenida Washington Luís e a Avenida Dom Pedro I. Ela prevê o aproveitamento muito intenso dos lotes, mas sem atividade comercial. Lotes grandes, com característica unifamiliar, ainda têm um custo muito alto e, com a crise, acabam ficando parados”, afirma.

Police Neto usa como exemplo a Rua Sampaio Vidal, no Jardim Paulistano, zona sul. “Se lá, dentro do bairro, os predinhos funcionaram, por que não podem ser levados para fora dos bairros?” Caso não seja prevista no projeto, o parlamentar pretende propor a ideia como emenda ao texto final.

 

CONSENSO

 

Para o empresário Diogo Ribeiro da Luz, do Movimento Ame seu Bairro, a tese dos predinhos deveria ser mais trabalhada até a votação. “Acho bastante sensata essa proposta. A Avenida Rebouças, por exemplo, poderia ser melhor aproveitada dessa forma. Existe um equívoco em achar que só o comércio pode recuperar os corredores da cidade”, diz.

Segundo Luz, é preciso ouvir os moradores antes de aprovar uma lei que vai afetar o cotidiano dos bairros. “Em São Paulo, uma região é muito diferente da outra. Não dá para pensar que apenas três tipos de ZCors vão atender a cidade como um todo. Nas ZERs, não dá para liberar tudo”, ressalta.

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A tese é defendida também pelo vereador Andrea Matarazzo (PSDB), que tem se posicionado contra os corredores em bairros residenciais.

 

Mercado Imobiliário 19/02/2016


Apartamentos menores ganham cada vez mais destaque na capital paulista

Fonte: G1, 16 fev. 2016

 

Com os valores dos imóveis cada vez mais caros nas grandes cidades, os imóveis compactos, os chamados apertamentos, têm ganhado cada vez mais destaque na estratégia das construtoras. Aliada à demanda, principalmente, de casais ou solteiros fizeram com que a oferta de compactos aumentasse entre os lançamentos na capital. A venda costuma ser rápida e a localização também conta na hora de as construtoras escolherem por esse tipo de projeto.

“As novas gerações mudaram bastante. Antigamente, no mercado imobiliário, você tinha grandes apartamentos, com grandes áreas, sala de jantar para receber muitas pessoas. Hoje isso já não é mais visto como o desejado. Os conceitos mudaram, são mais simples, e geram facilidade na vida cotidiana. Se formos fazer um comparativo, antigamente tínhamos o desktop como item de desejo quando falávamos em tecnologia. Hoje as pessoas querem ter o celular com tudo a mão, querem ter mobilidade. No nosso mercado o que acontece é similar: não mais o conceito de muitas vagas de garagem, plantas enormes de imóveis. Acredito muito em conceitos como mobilidade, simplicidade, otimização de espaços, serviços compartilhados, tornar a vida mais simples e mais moderna. Nossa proposta é reinventar a cidade. Propor às pessoas que moram perto do trabalho, perto do lazer e que possam desfrutar da vida e não ficar desperdiçando o tempo no caos do trânsito, com horas de deslocamento”, diz Alexandre Frankel, CEO da Vitacon Incorporadora e Construtora.

Em média, os apartamentos compactos têm cerca de 30 metros quadrados, mas há casos de unidades com apenas 18 m². “Em geral, são unidades produzidas para atender a novos perfis de consumidores que moram sozinhos ou que estão iniciando a vida a dois, ou à facilitação de deslocamento dentro das cidades, caso de executivos que moram perto do trabalho na semana (em um apartamento menor) e, nos fins de semana, moram com a família. Há, ainda, investidores que se interessam na aquisição desses apartamentos que possuem valores de investimentos pequenos para renda de locação”, diz Nelson Parisi Júnior, presidente da Rede Secovi de Imóveis.

 

Apesar de pequenos, se engana quem pensa que esses imóveis não têm todas as funcionalidades de uma unidade com tamanhos maiores. Há casos, inclusive, de apartamentos compactos com varanda gourmet. “Temos uma planta de 33m² em Osasco, que tem terraço gourmet, sala de jantar, sala de TV, quarto com banheiro. Neste caso, trata-se de um imóvel voltado para o Minha Casa, Minha Vida, porém, o fato é que esses apartamentos compactos podem ter todas as funcionalidades de um outro imóvel. No entanto, com o tamanho menor, mas bem divididos e para atender às necessidades do cliente”, afirma Dante Seferian, CEO da Danpris.

 

“Os compact homes (casas compactas) atraem variados perfis de clientes. Temos desde investidores, que sabem que imóveis são um investimento seguro, até moradores de outras cidades que quando vêm a São Paulo, optam por ter um ponto fixo e bem localizado na cidade. Além disso, temos obviamente solteiros que preferem uma opção de apartamento menor, de alto padrão, mas também mais acessível. Como somos bastante flexíveis em opções de planta e personalização, temos também famílias morando em nossas casas compactas, já que os apartamentos oferecem a flexibilidade de se adequarem a um padrão de studio, 1 ou 2 dormitórios, de acordo com as necessidades do cliente”, diz Flávia Matos, Marketing da Exto Incorporação e Construção.

 

A localização desses imóveis também têm aspecto importante. De acordo com especialistas, muitas vezes o cliente busca um imóvel em uma região de alto padrão, mas só consegue adquirir um apartamento compacto neste local. Por outro lado, têm aqueles que querem imóveis próximos a região mais central, com bom transporte público e com infraestrutura melhor. “É um público muito variado, que vai desde o alto padrão até as pessoas que querem morar perto da faculdade, por exemplo”, considera Seferian.

 

Além disso, há diversos benefícios ao se investir em um imóvel compacto. “O primeiro deles é o tíquete médio mais baixo, o que aumenta muito a quantidade de pessoas que teriam acesso à compra de um apartamento. A praticidade também é um fator relevante, já que um imóvel menor requer menos cuidados e manutenções”, afirma Flávia.

 

Abrainc projeta lançamentos e vendas estáveis

Fonte: Valor, 19 fev. 2015

 

Os lançamentos e as vendas de imóveis devem se manter, em 2016, no mesmo patamar registrado no ano passado, segundo o vice­presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Renato Ventura. Assim como ocorreu em 2015, o setor espera lançamentos inferiores às vendas. “As indefinições

Segundo o representante da Abrainc, durante o ano, pode haver sinais positivos da economia, o que possibilitará o início de retomada do setor.

No ano passado, os lançamentos do setor de incorporação caíram 19,3% ante 2014, para 60.274 unidades, segundo o índice Abrainc­Fipe, que incluiu dados de 19 empresas. “A queda reflete baixa confiança dos compradores e dos empreendedores”, afirma Ventura.

O indicador é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas (Fipe) em parceria com a entidade que representa as incorporadoras.

Em um ano em que as incorporadoras deram prioridade à redução de estoques, as vendas tiveram queda em proporção menor, de 15,1%, para 108.906 unidades. Na avaliação de Ventura, a redução da comercialização em patamar inferior à dos lançamentos indica também que existe certa “resiliência por parte da demanda”.

As entregas de imóveis tiveram redução de 25,3%, para 126.804 unidades. Isso reflete a diminuição do número de lançamentos desde 2012.

O distratos ­ cancelamentos de vendas ­ aumentaram 20,2%, para 12.850 unidades. A partir deste levantamento, a Abrainc passa a divulgar a proporção de distratos em relação a vendas por safra de lançamento desde o primeiro trimestre de 2014. O indicador de distratos considera dados de 13 empresas.

As rescisões em relação às vendas dos lançamentos de janeiro a março de 2014, por exemplo, ficaram em 16,8%, a maior taxa da série histórica. Já a proporção referente à safra de outubro a dezembro de 2015 foi de 0,1%.

 

Ventura diz esperar que os distratos continuem relevantes neste ano, mas tenham redução em número absoluto, considerando que o volume de entregas está menor. “Boa parte dos distratos ocorre em compras efetuadas até 2012 e 2013, quando ainda havia expectativa de crescimento. Depois, o cenário tornou­se mais realista”, diz. Em relação a preços, o representante da Abrainc avalia que haverá manutenção dos valores, com reajustes pela inflação.

 

No quarto trimestre, as incorporadoras lançaram 17.794 unidades, 29,6% a menos do que no intervalo de outubro a dezembro de 2014. As vendas caíram 19,8%, para 25.648 unidades.

 

No fim de dezembro, 109.398 unidades estavam disponíveis para compra. Se considerado o ritmo de venda do quarto trimestre de 2015, a oferta corresponde a 14,4 meses de comercialização.

 

Curtas da Construção

 

Esperança estrangeira – O alto nível de estresse no mercado imobiliário comercial brasileiro acendeu um sinal de alerta aos estrangeiros. Mas não do tipo que avisa a respeito de um perigo. Trata-se, na verdade, da indicação sobre uma rara e, provavelmente, limitada janela de oportunidades. Para os investidores locais, se esse interesse de fora concretizar-se em negócios efetivos, poderia significar uma luz no fim do túnel do atual sofrimento do setor. O estudo “Global Market Outlook 2016”, da EY (antiga Ernst & Young), avalia que “para investidores internacionais que entendem o mercado imobiliário brasileiro agora pode ser a melhor oportunidade de compras em, pelo menos, uma década”. (Valor, 17 fev. 2016).

Valores de locação comercial começam a se acomodar – A diferença entre o preço pedido por metro quadrado locado de escritórios comerciais das classes A e A+ e o valor fechado – que ficou entre 20% e 30% em 2015 – tende a diminuir, na avaliação da presidente da consultoria Newmark Grubb Brasil, Marina Cury. No quarto trimestre, o preço médio pedido por metro quadrado nas regiões pesquisadas pela consultoria foi de R$ 101,90, acima dos R$ 99,90 do fim do terceiro trimestre, devido à entrada de novo estoque. (Valor, 17 fev. 2016).

BR Properties diz que será menor, mas mais rentável –  A BR Properties será, em 2016, uma companhia menor do que nos últimos anos, mas ainda “bastante grande e expressiva”, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores, André Berenguer. O portfólio da empresa de propriedades comerciais é avaliado em R$ 7,028 bilhões. A companhia vendeu ativos para a Brookfield e a Blackstone, no valor total de R$ 3 bilhões. (Valor, 17 fev. 2016).

Mercado Imobiliário 18/02/2016


You estima lançar até R$ 700 milhões em 2016

Fonte: Valor, 18 fev. 2016

 

Depois de lançar R$ 600 milhões no ano passado, a You Inc Incorporadora e Participações poderá apresentar, em 2016, R$ 700 milhões em novos projetos, considerando os terrenos já adquiridos e as opções de compra de novas áreas. O foco da incorporadora são apartamentos compactos de dois e três dormitórios, destinados às faixas de renda média e média­alta na cidade de São Paulo. As unidades têm preço médio entre R$ 300 mil e R$ 700 mil.

Em 2015, a maior parte dos lançamentos da You se concentrou no último trimestre. A incorporadora revisou alguns de seus projetos para enquadrá­los às regras do Novo Plano Diretor de São Paulo, que elevou o potencial construtivo de áreas no entorno dos chamados eixos estruturantes ­ proximidades de metrôs e corredores de transportes públicos. A atuação da You é concentrada, justamente, em áreas próximas a estações de metrô e grandes vias de acesso.

A incorporadora captou recursos, em dezembro, para financiar seus investimentos em 2016 e no próximo ano. Fundos da gestora americana Paladin Realty Partners se comprometeram a investir US$ 75 milhões. O valor comprometido pela brasileira Vista Investimentos Imobiliários foi de R$ 50 milhões. A Paladin detém 20% da You, por meio de fundo que tem participação prevista até 2020. A gestora americana e a Vista já eram parceiras da incorporadora em projetos.

“Não temos nenhuma necessidade de recursos agora, mas queremos mais liquidez”, diz o diretor de relações com investidores, Eduardo Muszkat. Segundo o executivo, quando o mercado permitir, a You poderá levantar recursos no Bovespa Mais, plataforma da BM&FBovespa que possibilita captações menores.

Na avaliação de Muszkat, enquanto houver excesso de estoques de imóveis de qualidade, os preços de lançamentos estarão pressionados. Esse estoque está terminando, no entendimento do executivo da You, e a reposição dos empreendimentos será mais cara do que o valor pelo qual as unidades têm sido comercializadas no mercado.

Pontualmente, a companhia tem concedido descontos na venda de unidades concluídas. Os estoques prontos correspondem a 3% do total de lançamentos já realizados pela incorporadora. O total lançado pela You soma R$ 2,2 bilhões, do primeiro projeto, em novembro de 2010, até o fim do ano passado. A You foi fundada por Abrão Muszkat, ex­sócio da Even Construtora e Incorporadora.

 

Novo zoneamento muda fiscalização de comerciantes

Câmara Municipal estuda mudanças nos artigos que permitem multa e interdição de estabelecimentos sem licença de funcionamento

Fonte: Estadão, 18 fev. 2016

 

O comércio irregular de São Paulo deve ganhar um prazo maior para se enquadrar nas regras definidas pela Lei de Zoneamento. Pressionada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a Câmara Municipal estuda mudanças nos artigos que permitem multa e interdição de estabelecimentos sem licença de funcionamento. Segundo o relator do projeto, vereador Paulo Frange (PTB), os comerciantes fora da lei não mais poderão ser multados imediatamente nem correrão o risco de ver seus imóveis lacrados, como permite a norma vigente.

A proposta prevê, segundo o parlamentar, novas “formas e prazos” para a regularização do comércio flagrado sem licença. A primeira diz respeito ao caráter da fiscalização. O texto final da Lei de Zoneamento deve assegurar que a primeira visita do agente vistor tenha “natureza exclusivamente orientadora”. Ele só poderá notificar as irregularidades detectadas e orientar o infrator sobre os procedimentos necessários à sua correção, sendo vedada a multa imediata.

Já os prazos para regularização poderão ser ampliados de cinco para, no mínimo, 60 dias. É o que diz emenda do vereador Ricardo Nunes (PMDB). O parlamentar quer assegurar no texto que a segunda visita do agente só aconteça dois meses após a fiscalização orientadora. Neste caso, se constatada a continuidade da falta, o comerciante será multado e notificado de novo para regularizar a situação.

Segundo Nunes, a ideia não é flexibilizar a fiscalização, mas combater a corrupção. “Temos de encarar a cidade real. Hoje, a estimativa é que 92% dos estabelecimentos funcionem sem licença. O zoneamento pode fazer essa transição, da cidade ilegal para a cidade legal.”

 

Novo zoneamento ‘desprotege’ 3,2 milhões de metros quadrados

Comparação de mapas mostra ‘clarões’ que permitirão construções, incluindo 1,4 milhão de m² em mananciais

Fonte: Estadão, 18 fev. 2016

 

Enquanto o foco de discussões na Câmara Municipal sobre a nova Lei de Uso e Ocupação do Solo está na liberação de comércio em zonas residenciais, os vereadores de São Paulo se preparam para retirar cerca de 3,2 milhões de metros quadrados de áreas marcadas como zona de proteção ambiental da cidade e liberar a construção civil em 1,4 milhão de metros quadrados de áreas de proteção aos mananciais.

A votação da nova Lei de Zoneamento deve ocorrer na semana que vem. A minuta final do projeto, para a segunda votação, deve ser liberada para revisão dos parlamentares amanhã.

A comparação entre arquivos de georreferenciamento liberados pela Prefeitura e pela Câmara para as discussões da lei mostra “clarões” em áreas marcadas pelo Executivo como Zonas de Proteção Ambiental (Zepam) territórios que sumiram dos arquivos da Câmara. São ao menos 22 áreas, que, somadas, têm cerca de 3,2 milhões de metros quadrados.

A maior parte dos terrenos fica na zona sul, próximo do Rodoanel Mario Covas. Mas esses clarões estão também no extremo leste da capital e em partes da Serra da Cantareira, na zona norte da cidade.

A sobreposição dos mapas mostra ainda aumento da quantidade de espaços destinados à Zona Especial de Interesse Social 4 (Zeis 4, que destina a edificação lotes nas Áreas de Proteção aos Mananciais das Represas Billings e do Guarapiranga). A comparação entre os arquivos mostra ainda que os vereadores acrescentaram 552 mil m² à Zeis tipo 2, que são caracterizadas por lotes não edificados em áreas sem infraestrutura urbana completa.

Outra mudança entre o projeto original e o que vem sendo discutido agora, segundo os mapas, foi a retirada de 148 mil m² das chamadas Zeis 5. As zonas de interesse social tipo cinco são aquelas onde existem construções ociosas em áreas dotadas de infraestrutura. A classificação como Zeis 5 as obriga a se tornar habitações populares. Sem a classificação, os terrenos podem ser usados livremente para especulação.

Para a arquiteta e urbanista Lucila Lacreta, ex­integrante da Câmara Técnica de Legislação Urbanística, as mudanças que os arquivos revelam são nocivas por dois aspectos. “As ocupações das áreas de mananciais são feitas sem cuidado, é uma ocupação predatória. Além disso, é daquela região que o vento do mar chega à cidade. Com uma barreira de prédios ali, seremos sufocados”, afirma.

“Já o aumento das Zeis 4 é um contrassenso. A Prefeitura quer criar as zonas de estruturação (outra mudança do projeto, que busca trazer mais gente para morar perto dos meios de transporte), achando que a população de baixa renda conseguirá morar nas áreas centrais, mas facilita a construção de moradias nas periferias”, aponta.

Números. O vereador Paulo Frange (PTB), relator do projeto de revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo, afirmou não ter conhecimento dos números informados pela reportagem. “Esses números estão errados. Não os conheço”, disse. Depois, perguntou como o Estado havia conseguido. Informado que os mapas, em arquivos no formato kmz, próprios para visualização em programas como o Google Earth, estavam Câmara e da Prefeitura, o vereador se acalmou. Depois, uma de suas funcionárias ficou de checar os arquivos.

Líder do governo na Câmara, o vereador Arselino Tatto (PT) disse que as mudanças foram feitas apenas para aprovação da lei em primeira votação. “Se não aprova em primeira, trava. O que foi acertado é que a minuta final será enviada para o prefeito e só com a aprovação dele para as mudanças é que o texto será colocado em votação. E ele vai mudar o que não achar correto”, disse. A Prefeitura foi procurada nesta quarta­feira, mas não comentou as mudanças até as 21 horas.

 

Zoneamento vai permitir pequenas indústrias nos bairros de SP

Mudança no texto visa a assegurar a manutenção de serralherias, marcenarias e oficinas mecânicas, por exemplo, em toda a cidade

 

Fonte: Estadão, 18 fev. 2016

 

Após pedido do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf (PMDB), o projeto de lei que revisa o zoneamento da cidade vai permitir a permanência de atividades industriais de pequeno impacto em zona não industrial, como bairros residenciais e áreas de zona mista, onde há comércio e residências. A mudança no texto visa a assegurar a manutenção de serralherias, marcenarias, oficinas mecânicas e marmorarias, por exemplo, em toda a cidade.

De acordo com a Fiesp, uma emenda sugerida ao relator da lei na Câmara Municipal, vereador Paulo Frange (PTB), dá o aval para esse tipo de atividade não apenas nas Zonas Predominantemente Industriais (ZPIs), como prevê a proposta de lei original, enviada à Câmara ela gestão Fernando Haddad (PT). “O conceito de indústria é muito complexo. As de baixo impacto funcionam quase como serviços, atendendo uma população local. E geram empregos, renda. Se não houver essa mudança, a atividade ficará inviável”, diz o assessor para assuntos estratégicos da presidência da Fiesp, André Rebelo.

Frange explica ainda que o texto final da lei estipulará uma série de regras para as indústrias não provocarem impacto fora das ZPIs. A ideia é dar um prazo de dois anos para redução de ruído e odor, por exemplo. “Tratamos isso com a Fiesp e também com vários vereadores aqui. Cada um nos mostrou uma indústria em seu bairro, muitas instaladas há 30 anos.”

O relator afirma, no entanto, que as mudanças não significam anistia, mas regramento. A partir dele, indústrias poderão funcionar ainda em vias com menos de 12 metros de largura.

Periferia. Até a data da votação, prevista para ocorrer na semana que vem, novas regras para uso de imóveis situados em vias estreitas,com declive e em lotes com menos de 125 metros devem ajudar a regularizar a situação de pequenos comércios na periferia. Pleiteada pelo vereador Milton Leite (DEM), a mudança também facilitará a construção de prédios em terrenos acidentados, mas com limite de altura. Em lotes com mais de 30% de declividade, o projeto só poderá receber oito andares.

Mercado Imobiliário 11/02/2016


Em SP, preços de terrenos se mantêm altos

Fonte: Valor, 11 fev. 2016

 

O mercado de terrenos está praticamente parado na cidade de São Paulo. Na carteira das incorporadoras, o estoque de imóveis prontos continua alto, o que desestimula lançamentos e a busca de terrenos para futuros empreendimentos. Empresas como PDG Realty e Rossi Residencial estão colocando parte de seus bancos de terrenos à venda, para gerar caixa e reduzir endividamento. No entanto, os preços médios dos terrenos não caem, dizem fontes do setor.

 

Ronny Lopes, sócio da Arquimóvel, que representa incorporadoras na aquisição de áreas, diz que os proprietários de imóveis ainda não se conscientizaram de que é preciso reduzir preços para fechar negócios. “Quem precisar vender terá de baixar os valores”, afirma.

 

Poucos negócios no mercado de terrenos na capital paulista

 

Fonte: Valor, 11 fev. 2016

 

O mercado de terrenos está praticamente parado na cidade de São Paulo. A baixa liquidez nas negociações de compra e venda de áreas resulta da queda de demanda e da diferença de expectativa de preços das áreas entre vendedores e compradores. O estoque de unidades prontas continua elevado na carteira das incorporadoras, o que desestimula tanto lançamentos quanto a busca de matéria­prima para a produção de novos imóveis. Ainda assim, os preços médios dos terrenos continuam estáveis, conforme fontes do setor.

Há nove anos, a corrida pela expansão dos bancos de terrenos foi o primeiro efeito do processo de abertura de capital de incorporadoras. Anos depois, com a retração do mercado, o estoque de áreas de parte das empresas tornou­se desproporcional aos novos patamares de lançamentos. Além da redução acentuada das aquisições, algumas companhias passaram a buscar compradores para parcela de suas áreas. “Parte do banco de terrenos das incorporadoras tem de ir a mercado”, diz o presidente da Brasil Brokers, Silvio Almeida.

Algumas incorporadoras já divulgaram essa intenção, pois a chamada monetização de ativos é uma das estratégias para gerar caixa e reduzir o endividamento. A PDG Realty, por exemplo, que tinha a maior alavancagem do setor no encerramento do terceiro trimestre, fechou acordo não vinculante de venda de R$ 1,58 bilhão em ativos ­ terrenos, projetos e empreendimentos prontos ­ para o Banco Votorantim e para a BV Empreendimentos e Participações (BVEP). A Rossi Residencial, outra empresa muito alavancada, informou, em novembro, que pretendia vender de 20% a 25% da parte própria de seu banco de terrenos.

Comenta­se, no mercado, que há incorporadoras de capital aberto com situação menos apertada de caixa que também estão vendendo áreas, mas a preços considerados não atrativos. Segundo fontes, esses valores elevados se baseiam nos preços nominais que foram pagos pelas empresas no período de crescimento do setor, ainda que haja queda real se comparados à inflação.

“Existe uma diferença de percepção de valor muito grande entre quem tem terrenos e quem quer comprar áreas. Há poucos negócios no mercado”, afirma o presidente da Related Brasil, Daniel Citron. Na avaliação do executivo, aquisições só fazem sentido, neste momento, se os terrenos forem considerados “muito bons”, se não houver necessidade de aporte expressivo de caixa ou caso seja possível que a incorporadora compradora tenha alguma renda associada à área.

Levantamento do Secovi­SP, o Sindicato da Habitação, sobre a intenção de compra de terrenos, neste ano, por parte de 70 incorporadoras aponta que 60% dos entrevistados informou as categorias “péssima e ruim”, 30%, classificação “regular” e 10%, “boa”. Na prática, de acordo com o vice­presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi­SP, Emilio Kallas, 60% das empresas não pretendem comprar quase nada, em 2016, e as que têm intenção de adquirir áreas querem fechar a maior parte do negócio em permuta e parcela pequena em dinheiro.

“As incorporadoras não querem investir, pois estão assustadas com a economia, com o Plano Diretor de São Paulo e com a Lei de Uso e Ocupação do Solo”, diz Kallas. O representante do Secovi­SP ressalta que, com a mudança da regulamentação, o custo de produção de novos empreendimentos supera o valor pelo qual as unidades em estoque estão sendo vendidas. Segundo Kallas, os preços de terrenos estão estáveis, mas pode haver descontos elevados por proprietários com necessidade de venda.

Ronny Lopes, sócio da Arquimóvel, empresa que representa incorporadoras na aquisição de áreas, diz que proprietários de imóveis cujos terrenos podem ser utilizados para incorporação ainda não se conscientizaram que é preciso reduzir preços para realizar a negociação. “Quem precisar vender terá de baixar o preço”, afirma Lopes.

O diretor de incorporação e comercial da Trisul, Arturo Rondini, conta que, na formação de terrenos a partir da aquisição de casas, já há queda de preços, além de mais aceitação de permuta como forma de pagamento. A Trisul busca terrenos nos chamados eixos estruturantes ­ proximidades de metrôs e corredores de transportes públicos, onde o potencial construtivo aumentou com o novo Plano Diretor ­ e nas regiões de Operações Urbanas, que possuem flexibilidade quanto aos limites de construção mediante pagamento de contrapartidas.

A Trisul avalia que há oportunidades de aquisição e que a disputa por essas áreas ficará mais acirrada no momento de retomada do mercado. “Isso ocorrerá em três anos, na pior das hipóteses”, afirma Rondini.

O diretor da You Inc Incorporadora e Participações, Eduardo Muszkat, afirma que os terrenos dos eixos estruturantes, na cidade de São Paulo, já estão demandados. “Quem considera lançar empreendimentos em 2017 tem de comprar terrenos”, diz Muszkat. Segundo o executivo da You, o estoque de imóveis prontos considerado de qualidade está terminando. “Estamos no ponto de inflexão. A reposição do estoque bom virá mais cara”, afirma.

A Rodobens Negócios Imobiliários, que foca seus projetos no interior do Estado de São Paulo e do Centro­Oeste, tem atuação pontual no mercado paulistano, que responde, atualmente, por menos de 10% do seu banco deterrenos. “Hoje, o mercado de [cidade de] São Paulo está complicado. Há excesso de oferta, e são praticados descontos”, diz o diretor de novos negócios e incorporações da incorporadora, Alexandre Mangabeira.

As aquisições de área pela Rodobens têm se concentrado no Centro­Oeste e ocorrido com a maior parte do pagamento em permuta. A companhia paga pequena parcela em dinheiro, inicialmente, e um aporte mais expressivo é feito após a aprovação do projeto imobiliário.

 

Demanda é maior no segmento de baixa renda

Fonte: Valor, 11 fev. 2016

 

No segmento de imóveis para a baixa renda, enquadrados nas faixas do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida financiadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o mercado de compra e venda de terrenos está ativo. MRV Engenharia e Tenda contam que têm investido na aquisição de áreas e conseguido melhores condições de compra em um ambiente de menos competição.

A MRV, maior operadora do programa habitacional, desembolsou R$ 250 milhões em compra de terrenos no ano passado e estima que o valor destinado à compra de áreas será um pouco maior neste ano. “Vamos reforçar os  terrenos de alta qualidade com ciclo de legalização mais curto”, diz o co­presidente da incorporadora, Rafael Menin, citando São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre como cidades em que a empresa está aumentando o estoque de terrenos.

O executivo da MRV conta que, de 2009 a 2012, houve forte expansão de incorporadoras com tradicional atuação na média renda para o segmento de baixa renda nas cidades de maior porte. A companhia optou por se expandir em cidades menores neste período e tornou­se mais agressiva na busca por áreas em cidades de médio e grande porte a partir de 2014.

Desde o ano passado, a MRV paga as aquisições sendo metade em permuta e metade em dinheiro. A menor competição pela busca de áreas possibilita que a fatia paga em dinheiro possa ser parcelada, segundo Menin. O preço pedido pelas áreas “caiu um pouco”, de acordo com o executivo.

A Tenda pretende elevar, em 2016, a participação de permutas nas aquisições, de acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores, Felipe Cohen, em São Paulo e nos outros mercados de atuação. A empresa já tem negociado fluxos de pagamento mais alongados. “Nos últimos meses, conseguimos fechar alguns negócios interessantes em São Paulo, com pagamento em dinheiro e alongamento dos prazos”, diz o executivo. Na capital paulista, é mais difícil fechar aquisições por meio de permutas.

Segundo Cohen, a Tenda está ativa tanto na venda quanto na compra de terrenos. A companhia comercializa áreas de seu estoque que estão fora das seis regiões metropolitanas que definiu como foco de atuação. Há menos liquidez na venda de áreas do que no passado, conforme o executivo.

A Tenda lançou R$ 613,3 milhões em 2014 e R$ 1,088 bilhão no ano passado. “Ainda vemos muita oportunidade na faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida devido à baixa competição e à demanda bastante robusta”, diz o diretor de  relações com investidores.

 

Lançamentos caíram 38,6% em São Paulo em 2015

Fonte: Valor, 11 fev. 2016

 

Os lançamentos imobiliários tiveram queda de 38,6% na cidade de São Paulo, no ano passado, para 20.218 unidades, conforme dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Em 2014, o volume lançado chegou a 32.930 unidades. “A demanda por novos empreendimentos está estagnada, e o estoque do que já foi produzido está elevado”, afirma o diretor da Embraesp, Reinaldo Fincatti. Os lançamentos devem se manter, neste ano, no mesmo patamar de 2015, na avaliação de Fincatti.

Em 2015, a área total lançada na capital paulista foi de 2,052 milhões de metros quadrados, o que representa redução de quase 47%, patamar superior à queda do número de unidades.

O valor médio por metro quadrado dos apartamentos lançados na cidade de São Paulo caiu 8,51% no ano passado na comparação com 2014, de R$ 9.186 para R$ 8.404, conforme levantamento da Embraesp. Fincatti diz esperar manutenção da tendência de queda do preço médio do metro quadrado lançado.

O representante da Embraesp ressalta que há menos procura por imóveis, os distratos continuam a ocorrer, e as incorporadoras já possuem bancos de terrenos. Nesse cenário, só há opção por novas aquisições de áreas se a oportunidade for considerada “muito atraente”, e poucos negócios tem sido fechados. De acordo com Fincatti, o mercado de terrenos está favorável ao comprador, e há “leve tendência de queda dos valores”.

A Embraesp não acompanha vendas. A última projeção do Secovi­SP, o Sindicato da Habitação, para 2015, era de redução de 20%, na cidade de São Paulo, para 17,3 mil unidades vendidas.

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Mercado Imobiliário 04/02/2016


Haddad libera espigões sem limite de altura ao redor de estações

Decretos que autorizam verticalização valem para entorno das estações das Linhas 5­Lilás e 6­Laranja, ainda sem data de abertura

Fonte: Estadão, 04 fev. 2015

 

O prefeito Fernando Haddad (PT) liberou a construção de espigões sem limite de altura no entorno das futuras estações das Linhas 5­Lilás e 6­Laranja do Metrô, todas em obras e ainda sem data de abertura. Publicados no Diário Oficial da Cidade, os decretos que autorizam a verticalização prevista no Plano Diretor valem para alguns dos bairros mais nobres da cidade, como Alto da Boa Vista, Moema e Brooklin, na zona sul, e Higienópolis, Pacaembu e Perdizes, na zona oeste.

A medida tem como base a expedição das licenças ambientais de instalação das novas estações em construção ­ são 23, ao todo, somando os dois ramais. Os eixos por onde as linhas passam são considerados de estruturação urbana, dotados de opções de transporte público e, por isso, capacitados a receber novos moradores. Mas a liberação agora do potencial construtivo deve fazer com que os prédios cheguem antes do metrô nas regiões citadas.

“E quando essas linhas chegarem, elas já estarão saturadas porque a Prefeitura está aumentando a demanda. Isso sem falar na incoerência das ações municipais. Sem metrô, quem vai morar nesses futuros prédios são pessoas que têm carros”, diz a urbanista Lucila Lacreta, do Movimento Defenda São Paulo.

Segundo a arquiteta, a gestão Haddad está delegando à iniciativa privada o controle da cidade. “Essas áreas de eixo funcionam, na prática, como grandes operações urbanas, mas sem a contrapartida necessária para melhora da infraestrutura local. Como é possível  liberar tantos prédios sem elaborar um plano urbanístico? Isso sem falar que essa autorização faz a nova lei de zoneamento perder o sentido”, reclama.

Em discussão na Câmara Municipal, a nova lei de uso e ocupação do solo de São Paulo prevê a criação das chamadas Zonas de Estruturação Urbana Previstas (ZEUPs). Elas estão demarcadas justamente no entorno dos locais que receberão novas opções de  transporte, como os bairros que cortam as linhas 5 e 6.

As ZEUPs serviriam para ajudar o Município a calcular, com antecedência, o impacto que as novas construções provocariam na cidade,possibilitando um plano de ações urbanísticas adequado para cada área. O vereador Paulo Frange (PTB), relator do projeto de lei na Câmara, não foi encontrado nesta quarta para comentar as mudanças que serão feitas no texto após a publicação dos decretos. O  território de ZEUPs, que antes representava 3% da cidade, deverá ser alterado.

Crise. Apesar de favorável ao mercado imobiliário, a liberação do adensamento sem limite de altura ao redor das futuras estações de metrô não será bem aproveitado pelas construtoras. Ao menos por enquanto. É o que prevê o presidente do Sindicato da Habitação da  São Paulo (Secovi­SP), Claudio Bernardes. Segundo ele, a crise econômica adiará o aproveitamento das regras.

“A liberação do potencial construtivo ao longo desses eixos está na normalidade, já que as obras estão em andamento. O que não está na normalidade é a economia brasileira. Por causa da crise, o efeito (dos decretos) não será o desejado. Com estoque alto de unidades e lançamentos em queda, o mercado não tem como consumir essa oferta agora”, diz.

A Prefeitura informou que a publicação dos decretos segue determinação do Plano Diretor. De acordo com a lei aprovada em 2014, os parâmetros e incentivos urbanísticos específicos dos eixos de estruturação urbana devem vigorar após o licenciamento ambiental e emissão da ordem de serviços das obras do sistema de transporte publico planejado, condições que se verificam nos referidos decretos.

 

Governo não cumprirá meta de campanha do Minha Casa Minha Vida 3

Presidente Dilma admitiu que será preciso rever os valores do programa, mas prometeu entregar 2 milhões de moradias até 2018

Fonte: Estadão, 04 fev. 2015

 

“Nós estamos fechando agora o Minha Casa Minha Vida 3 e nós estamos calculando que vai ser… Nós tivemos de rever os valores. Nós também passamos por dificuldades. O Brasil passa por dificuldades. Nós estamos calculando que iremos fazer em torno de 2 milhões a mais de moradias até 2018”, discursou a presidente nesta quarta-feira, 03. Ela participou de cerimônia em Indaiatuba (SP), com entregas simultâneas em outras nove cidades.

A primeira vez que a presidente prometeu construir 3 milhões de moradias foi em julho de 2014, na véspera do início da campanha eleitoral. No Paranoá, em Brasília, Dilma falou do sonho que era para todo brasileiro conseguir conquistar a casa própria e se comprometeu a construir 3 milhões de residências no segundo mandato, caso fosse reeleita.

De lá pra cá, o início efetivo da nova fase do programa foi adiado sucessivas vezes. Em setembro do ano passado, o governo desistiu mais uma vez de fazer um lançamento oficial. Em uma reunião com empresários e movimentos sociais, a presidente condicionou o anúncio de metas de contratação de novas moradias “à clareza do cenário fiscal”. Nessa terça-feira, 02, no Congresso, a presidente voltou a prometer a retomada do programa o mais breve possível.

Para compensar a redução na meta, a presidente disse que ao longo desses quase sete anos serão construídas quase 6 milhões de moradias, contando com as 4 milhões que foram contratadas nas duas primeiras etapas. Dessa quantidade, o governo entregou pouco mais de 2 milhões.

Neste ano, a Caixa começou as contrações das chamadas faixas 2 e 3 do MCMV, que beneficia famílias com renda mensal de até R$ 3,6 mil e R$ 6,5 mil, respectivamente, mas deixou de fora a população que mais precisa do programa de habitação popular, uma das principais vitrines do governo PT.

As contratações das faixas 1 e 1,5 não saíram do papel porque o governo não tem dinheiro para bancar os subsídios. A solução será jogar para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) uma parcela ainda maior da conta dos subsídios dos financiamentos do programa. Assim, haverá redução dos recursos do Orçamento para subsidiar a aquisição das unidades habitacionais.

A parcela de recursos públicos como contrapartida aos subsídios é atualmente de 17,5% e deve cair para 11%. Para compensar a queda, a parcela do FGTS deve subir de 82,5% para 89%. Não é a primeira vez que o governo recorre à estratégia de aumentar os subsídios do FGTS para financiar as casas do programa. Quando foi criado, em 2009, o Tesouro Nacional cobria 25% dos subsídios e o FGTS, os outros 75%.

A falta de recursos públicos para o governo compensar sua parcela nos subsídios dos financiamentos do Minha Casa não é recente, mas agora o governo está impossibilitado de usar o subterfúgio dos últimos anos.

O FGTS desembolsava 100% dos subsídios para que o Tesouro pagasse a sua parte depois. No entanto, essa prática foi condenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU ) por ser considerada também uma “pedalada fiscal”. No fim de 2015, o Ministério da Fazenda transferiu R$ 9 bilhões para quitar essa dívida.

 

Preço médio dos imóveis cai em janeiro, diz FipeZap

Fonte: G1

 

O preço médio dos imóveis teve queda de 0,08% no primeiro mês do ano, segundo o índice FipeZap de janeiro. Das 20 regiões pesquisadas, nove apresentaram queda nominal nos preços, enquanto as outras 11 registraram queda real (ou seja, tiveram alta abaixo da inflação no mesmo período).

As regiões que apresentaram queda nominal dos preços em janeiro foram Rio de Janeiro (-0,28%), Distrito Federal (-0,26%), Salvador (-0,65%), Recife (-0,34%), Curitiba (-0,29%), Vitória (-0,37%), Niterói (-0,35%), Campinas (-0,07%) e Santos (-0,27%).

Considerando os últimos 12 meses, o índice FipeZap registrou queda real de 8,71% dos preços. A média do valor do metro quadrado subiu 0,85% no período e, no mesmo período, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) esperada é de 10,48%, considerando projeções do mercado no boletim Focus.

O valor médio anunciado do m² das 20 cidades em dezembro foi de R$ 7.607. O Rio de Janeiro se manteve como a cidade onde o m² é mais caro, com média de R$ 10.401, seguido por São Paulo, com R$ 8.607.

Queda em 2015 – O preço médio de venda dos imóveis terminou o ano de 2015 com queda real de 8,48%. Houve avanço de 1,32% dos preços, a menor alta anual registrada pelo FipeZap, cuja série histórica foi iniciada em 2010. Em 2014,o aumento do preço médio foi de 6,7%, considerando as 20 cidades pesquisadas.

Assim, os preços dos imóveis chegaram ao final do ano com aumento em ritmo menor que os demais preços da economia – isto é, em queda real.

 

Preço de imóveis no Brasil sobe menos de 1% em 12 meses

Fonte: Exame.com

 

O preço dos imóveis no Brasil subiu menos de 1% nos últimos doze meses encerrados em janeiro deste ano. É o que aponta o índice FipeZap de janeiro, que acompanha o comportamento do mercado imobiliário de 20 cidades brasileiras.

Enquanto a valorização dos imóveis foi de apenas 0,85% nesses 12 meses, a inflação, medida pelo IPCA, deve encerrar o período com aumento de 10,48%, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central. Ao considerar o efeito da inflação, portanto, o índice mostra que os imóveis tiveram queda real de 8,71% no período.

A queda real acontece quando o aumento nos preços de um determinado bem ou produto, como é o caso dos imóveis, registra uma alta inferior ao aumento generalizado de preços, medido por índices inflacionários como o IPCA. Vale ressaltar que a variação real não é a simples diferença entre o preço dos imóveis e a inflação, para realizar esse cálculo é preciso dividir a variação dos preços pela variação inflação.

Todas as cidades que compõem o Índice registraram variações de preços inferiores à inflação nessa mesma base de comparação. Em Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, Recife, Niterói e no Distrito Federal, os preços registraram queda nominal nos últimos 12 meses encerrados em janeiro.

Nove cidades registraram queda de preços em janeiro – O preço médio dos imóveis no Brasil registrou leve queda de 0,08% em janeiro. Nove das 20 cidades que compõem o índice tiveram queda nominal (absoluta) de preços no primeiro mês de 2016: Salvador (-0,65%), Vitória (-0,37%), Niterói (-0,35%), Recife (-0,34%), Curitiba (-0,29%), Rio de Janeiro (-0,28%), Santos (-0,27%), Distrito Federal (-0,26%) e Campinas (-0,07%).

As demais cidades incluídas no índice tiveram aumentos de preços abaixo da inflação estimada para o período (1,06%). Florianópolis foi a cidade onde os imóveis registraram a maior valorização no mês: alta de 0,9%. Em seguida, o maior aumento no preço foi verificado em Santo André, onde o metro quadrado valorizou 0,6%; e Vila Velha, onde os preços subiram 0,5%.

Rio e São Paulo têm metro quadrado mais caro – O preço médio do metro quadrado dos imóveis nas 20 cidades do índice FipeZap encerrou janeiro em 7.607 reais. Rio de Janeiro e São Paulo continuaram a liderar a lista do metro quadrado mais caro. No Rio, o preço médio do metro quadrado terminou o mês a 10.401 reais. Já o valor do metro quadrado em São Paulo atingiu 8.607 reais em janeiro.

Goiânia e Contagem foram as cidades que registraram o preço mais baixo do metro quadrado no primeiro mês de 2016. Em Goiânia, o valor médio ficou em 4.204 reais e, em Contagem, 3.543 reais.

Veja na tabela a seguir a variação dos preços dos imóveis à venda nas 20 cidades acompanhadas pelo índice FipeZap em janeiro, dezembro de 2015 e nos últimos doze meses. A lista foi ordenada da maior para a menor variação no primeiro mês do ano.

O Índice FipeZap tem dados disponíveis sobre São Paulo e Rio de Janeiro desde janeiro de 2008. Para Belo Horizonte, a série histórica começa em maio de 2009. Para Fortaleza, em abril de 2010; para Recife em julho de 2010; e para o Distrito Federal e Salvador, em setembro de 2010.

Entre as cidades incluídas mais recentemente, que compõem o Índice FipeZap Ampliado, os municípios do ABC Paulista e Niterói têm dados disponíveis desde janeiro de 2012. Vitória, Vila Velha, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba têm séries históricas iniciadas em julho de 2012. O índice FipeZap Ampliado foi lançado em janeiro de 2013.

O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site de classificados Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290 mil unidades por mês.

Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Mercado Imobiliário 02/02/2016


Lopes espera novo encolhimento do mercado em 2016

Fonte: Valor, 02 fev. 2015

 

Após registrar, em 2015, lançamentos em patamar 30% abaixo de sua estimativa interna ­ feita a partir do que as incorporadoras sinalizavam, no início do ano ­, a Lopes espera novo encolhimento em 2016, quando a confiança do consumidor continua em baixa. “Sou um pessimista positivo. O mercado terá nova queda, e os fundamentos para o comprador estão piores. Mas fizemos um corte de custos, em 2015, e tomamos medidas para operar melhor”, diz o diretor financeiro e de investidores da maior rede de imobiliárias do país, Marcello Leone.

A redução de custos torna a companhia bem dimensionada para não precisar fazer nova rodada de cortes caso o mercado caia de 15% a 20% neste ano. Na avaliação do executivo, o ponto de inflexão para a retomada do setor imobiliário dependerá de algum evento que aponte para a estabilidade. “Pode haver uma definição depois das eleições”, afirma o diretor de relações com investidores.

Leone afirma que este será um ano de “boas oportunidades” para compradores de imóveis no mercado primário ­ de novos ­ e no secundário ­ de usados ­, com queda de preços nos dois segmentos. O cenário é de aumento dos estoque de imóveis prontos e de continuidade do crescimento dos distratos, segundo o executivo.

“Precisamos encontrar formas de obter resultados melhores neste cenário economico adverso. Vamos buscar, com foco no cliente, boas oportunidades de negócios, como imóveis com preços ou condições com vantagem, para que quem está em cima do muro tome a decisão de compra”, conta Leone.

Nos últimos anos, têm havido descontos de preços, principalmente, na comercialização de unidades novas.

Segundo o executivo, será “inevitável”, ao longo de 2016, a redução de preços no mercado de usados, como reflexo do aumento do desemprego. O mercado de usados está pouco líquido e, em 2015, as vendas da Lopes no segmento caíram mais do que as de novos.

Diante da prioridade das incorporadoras em vender estoques, a redução de lançamentos superou a queda de vendas no ano passado. No acumulado de janeiro a setembro do ano passado, o total de intermediações realizadas pela Lopes caiu 30%, para R$ 7,1 bilhões. Em lançamentos, a redução de vendas foi de 26% e, em usados, de 39%.

Para se adequar à retração da economia e ao encolhimento do setor, a Lopes diminuiu sua operação em 35% no ano passado. O número de lojas passou de 57 para 50 no país, o quadro de pessoal foi reduzido em 16%, de 1.132 pessoas para 949. Houve renegociação do aluguel dos imóveis de 18 lojas ocupadas pela Lopes, e oito sedes foram transferidas de local. A área ocupada pelas lojas também diminuiu.

No último dia 27, a Lopes vendeu aos fundadores da LMinas Consultoria de Imóveis, os 51% do capital que detinha na controlada de Nova Lima (MG).

 

Cenário será próximo ao do ano passado, diz Brasil Brokers

Fonte: Valor, 02 fev. 2015

 

O cenário para o setor imobiliário, em 2016, será muito próximo ao ano passado, na avaliação do presidente da Brasil Brokers, Silvio Almeida, e lançamentos e vendas do mercado e da companhia tendem a ser similares aos de 2015. A rede de imobiliárias não tem metas operacionais formais. Almeida conta que, no começo do ano passado, havia expectativa de melhora do desempenho do setor ainda em 2015, mas, atualmente, se espera que as dificuldades sejam mantidas.

“Entramos em campo, no ano passado, muito mais otimistas do que em 2016”, diz o executivo. A companhia dará continuidade aos ajustes de custos, que ganharam força nos dois últimos anos.

Segunda maior rede de imobiliárias do país, a Brasil Brokers encerrou 2015 com estrutura de custos anualizada de R$ 175 milhões, valor 50% menor, em termos reais, na comparação com o de 2011, seu melhor ano. A empresa saiu de alguns mercados, como Pernambuco, revendeu duas operações em Brasília para os antigos sócios, renegociou contratos de locação de lojas, com redução de espaço e do preço pago por metro quadrado, e cortou parte dos funcionários.

Novos fechamentos de lojas e demissões podem ocorrer, mas em menor proporção, segundo Almeida, e a companhia continuará a buscar padronização de processos. “Não queremos um corte que possa impedir nossa capacidade de retomada”, diz o presidente da Brasil Brokers. As principais despesas da companhia são a de pessoal e de custo de ocupação. “A tendência é continuarmos com pontos comerciais menores e buscando estruturas mais baratas”, afirma.

Sem informar números, Almeida conta que, no ano passado, a diferença entre o volume de lançamentos previstos para serem feitos por meio da Brasil Brokers e o realizado foi “muito maior” do que a histórica. “Atualmente, estamos bem mais conservadores em relação à previsão de lançamentos.”

 

As vendas também ficaram abaixo do previsto. A prioridade do setor foi vender estoques. O executivo cita as altas das taxas de juros, a redução da oferta de crédito, o crescimento do desemprego e a piora da confiança do consumidor como os principais fatores para o desempenho abaixo do esperado em 2015.

 

Neste ano, ressalta Almeida, as atenções de potenciais compradores de imóveis estarão divididas também com os Jogos Olímpicos e as eleições municipais.

 

A estratégia de dar prioridade à venda de estoques e de atrelar cada lançamento ao desempenho do anterior, adotada no ano passado, será mantida. Há tendência de aumento, no total, da participação de projetos com unidades de menor valor. “Em 2015, o segmento econômico foi o que sofreu menos. Acredito que isso será mantido”, diz. O executivo diz ter expectativa que o mercado possa melhorar no segundo semestre. “Não dá para conviver com incertezas para sempre”, acrescenta.

 

Brookfield retira proposta por fatia da OAS na Invepar

Dias antes de a OAS publicar o edital do leilão da fatia de 24,4% que detém na holding de infraestrutura Invepar, a gestora de recursos canadense Brookfield Infrastructure retirou a proposta que havia feito pela participação. Não é a primeira vez que isso acontece. De qualquer forma, a participação da OAS vai a leilão.

Fonte: Valor, 02 fev. 2015

 

O Valor apurou que o problema não foi o preço, estipulado em R$ 1,35 bilhão, mas as conversas infrutíferas com os sócios da Invepar sobre um novo acordo de acionistas. A Brookfield teria considerado sem sentido aportar essa quantia na empresa sem ter garantido um mínimo de governança. Além da OAS, a empresa tem como acionistas os fundos Previ, Funcef e Petros que, juntos, detém 76% de participação.

Procurada, a Brookfield não se manifestou sobre a informação.

Antes da aprovação do plano de recuperação judicial, em dezembro, a insegurança gerada pela saída e depois retorno do fundo canadense à mesa de negociação fez com que a OAS optasse por desenhar diversos destinos para a Invepar. O plano aprovado prevê que ela pode ser vendida para a Brookfield, para outros interessados ou até passar para as mãos dos credores como pagamento das dívidas.

A proposta feita pela Brookfield, não vinculante, funcionaria como um primeiro lance para o leilão. Outros interessados poderiam participar pelo modelo de envelope fechado. Mesmo sem a obrigação de manter sua

proposta, o fundo canadense tinha o benefício de cobrir o melhor lance feito pelo ativo. Os fundos que já são sócios têm direito de preferência sobre a empresa. Se nenhum interesse for manifestado, a companhia passa para as mãos dos credores como forma de pagamento.

A Invepar é o principal ativo a ser vendido pela empreiteira no seu processo de recuperação judicial. A empresa tem atuação nos segmentos de rodovia, mobilidade urbana e aeroportos, entre eles o de Cumbica (SP). A avaliação do mercado é de que a Invepar é um bom ativo, embora esteja consideravelmente alavancada e precise de um aporte de capital se quiser entrar em novos projetos.

Além da Invepar, a OAS colocou à venda no processo de recuperação outros ativos menores, dentre os quais sua companhia de óleo e gás e a empresa de saneamento, que já foi parcialmente negociada.

A OAS teve seu plano de recuperação judicial homologado na terça­feira da semana passada pela Justiça. A dívida total é de R$ 10,2 bilhões, sendo R$ 7,4 bilhões de dívida financeira. Cerca de R$ 6,1 bilhões estão nas mãos de detentores de bonds da OAS Investimentos. Com esses credores, foi negociado um desconto de aproximadamente 80%. Credores locais não terão corte na dívida na largada.

 

Brookfield desiste de fatia da OAS na Invepar, mas construtora manterá leilão

Resistência de fundos de pensão, sócios majoritários na Invepar, para alterar acordo de acionistas levaram grupo canadense a retirar proposta de R$ 1,35 bilhão por 24,4% da companhia; OAS deverá publicar edital para leilão em até cinco dias úteis

Fonte: Estadão, 02 fev. 2015

 

A gestora de recursos canadense Brookfield retirou a proposta de compra da participação da construtora OAS na concessionária Invepar, administradora do Aeroporto de Guarulhos. A informação foi confirmada pela Brookfield e pela construtora, que está em recuperação judicial, e mantém o plano de vender sua fatia de 24,4% na Invepar.

A Brookfield ofereceu, no ano passado, R$ 1,35 bilhão por 24,4% da Invepar, uma proposta que já tinha recebido o aval dos credores da OAS. Pelas regras definidas no plano de recuperação da OAS, a fatia da empreiteira na Invepar seria oferecida ao mercado em um leilão, mas, na ausência de outros interessados, a Brookfield poderia comprar a participação pelo preço preestabelecido.

A OAS informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai dar continuidade ao processo de venda. O plano de recuperação judicial da empresa, aprovado em assembleia de credores no fim do ano passado, foi homologado no dia 26 de janeiro e publicado ontem pela Justiça de São Paulo. Agora, a OAS tem cinco dias úteis para publicar o edital para o leilão de sua fatia na Invepar. A empresa deve seguir o rito e agendar a concorrência para 30 dias após a publicação do edital.

A Brookfield desistiu do negócio por não conseguir chegar a um acordo com os fundos de pensão Petros (da Petrobrás), Funcef (da Caixa) e Previ (do Banco do Brasil), que detêm o restante das ações da Invepar. “A efetivação da oferta da Brookfield estava condicionada ao cumprimento de alguns requisitos. Um deles era a revisão do acordo de acionistas da Invepar”, explicou a Brookfield, em comunicado. Sem a alteração no acordo, a Brookfield teria poderes limitados na tomada de decisões referentes à Invepar.

A gestora canadense continua interessada nas concessões da Invepar. A empresa deverá vender ativos para melhorar sua capacidade financeira, apurou o Estado. “A Brookfield poderá comprar o controle das próprias concessionárias”, disse uma fonte de mercado. A Invepar detém participações em 12 concessionárias que administram rodovias, aeroportos e ativos de mobilidade urbana.

A presença dos fundos de pensão no bloco de controle da Invepar também gerou desconforto entre outros interessados. Além do grupo canadense, a empresa francesa Vinci, dona de aeroportos na Ásia e na Europa, e a gestora de ativos brasileira GP Investments, aliada à americana Cerberus, também avaliaram a fatia da OAS na Invepar, mas as negociações não avançaram, apurou o Estado.

“O cenário mais provável é que ninguém faça proposta no leilão. Nenhum grupo quer ser acionista minoritário no meio dos fundos de pensão”, disse uma fonte próxima à empresa. “O temor é que os fundos votem questões relativas à gestão da Invepar motivados por um viés político”, afirmou outra fonte da área de infraestrutura.

Recuperação. As ações da Invepar são, de longe, o principal ativo da OAS. Os demais ativos à venda devem render, no máximo, R$ 250 milhões aos credores, disse uma fonte ao Estado. Além de sua participação na OAS, o plano prevê a venda de outros seis ativos – OAS Empreendimentos, OAS Óleo e Gás, OAS Soluções Ambientais, OAS Arenas, Estaleiro Enseada e OAS Defesa. A intenção da empresa é voltar a se dedicar à área de construção civil.

Mesmo sem a proposta da Brookfield, o preço mínimo no leilão para a fatia da OAS na Invepar é de R$ 1,35 bilhão. Após o leilão, os fundos de pensão terão 30 dias para decidir se exercem ou não seu direito de preferência na compra das ações da Invepar. Do contrário, parte da dívida da OAS será convertida em ações da Invepar, que passarão a ser detidas pelos credores da empresa. “Não é o que eles querem. O melhor seria de fato os fundos exercerem a opção de compra”, disse uma fonte de mercado.

A crise na OAS começou após o grupo ser investigado no âmbito da Operação Lava Jato, que apura irregularidades nos contratos entre empreiteiras e a Petrobrás. A empresa sentiu restrições de crédito e sofreu com a retração do mercado, abalando sua capacidade financeira. Com dívida estimada em R$ 8 bilhões, apresentou em 31 de março de 2015 um pedido de recuperação judicial.