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Mercado Imobiliário 19/11/2015


Situação do mercado imobiliário requer atenção do investidor, diz especialista

Fonte: InfoMoney, Imóveis, 09 nov. 2015

 

O investimento em imóveis sempre foi associado a aplicação segura, por representar uma reserva patrimonial que tem a tendência de se valorizar em médio e longo prazo. Contudo, o cenário atual do mercado imobiliário, depois de uma explosão de preços nos últimos anos, se mostra bastante desafiador. Os preços já perdem feio para a inflação e em algumas cidades o valor dos imóveis já começa a cair nominalmente.

 

“Para evitar surpresas, é preciso que o investidor tome alguns cuidados, mantendo-se atento à dinâmica do mercado, que pode apresentar boas oportunidades de negócios mesmo em períodos de retração”, diz Flavio Figueiredo, diretor da Figueiredo & Associados e conselheiro do IBAPE/SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo). “Para realizar um bom investimento, a pessoa deve, em primeiro lugar, ter um objetivo bem definido. É preciso diferenciar a compra de imóveis para o uso próprio, para venda com lucro ou para obter rendimentos com aluguel. Também é preciso avaliar se vale mais a pena construir ou comprar um imóvel pronto”, acrescenta.

 

Contudo, qualquer que seja o objetivo, o investidor precisa entender que há preceitos básicos que devem ser seguidos, como observar a perspectiva de evolução da região nas questões urbanísticas e de valores, evitando assim localidades deterioradas e nas quais os investimentos de infraestrutura estão estagnados.

 

No caso de investir para aluguel, é preciso verificar, além da qualidade do imóvel, as perspectivas de rendimento do mercado de locação, checando por meio de estudo prévio o patamar de oferta e procura. “Também não se deve analisar a rentabilidade do investimento com cálculos baseados somente na renda bruta aplicada. Esse é um erro que pode levar a prejuízo”, explica Flavio.

 

Um dos paradigmas comuns que o mercado imobiliário estabelece diz que construir para vender é mais rentável do que comprar o imóvel pronto e revender. No entanto, em momentos de alterações no mercado, é indicado reavaliar alguns modelos de investimento, já que, quando a oferta é grande, construir pode se tornar mais caro do que comprar um imóvel pronto, explica Figueiredo.

 

Para o especialista, não há razões para que turbulências do mercado tirem do investimento imobiliário sua principal característica, que é a segurança patrimonial de longo prazo. No entanto, é necessário que o investidor tenha muito mais cuidado neste momento de baixa do mercado imobiliário, para evitar fazer negócios precipitados e acabar com prejuízos futuros.

 

A hora de comprar um imóvel é agora

Fonte: O Globo, 19 nov. 2015

Nos dias 28 e 29 de novembro, das 10h às 22h, a Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, será palco da 3ª edição do Hiper Imóveis. O evento, realizado pela maior imobiliária do Rio de Janeiro, oferece oportunidades para quem quer concretizar o sonho da casa própria, mudar para um imóvel maior ou fazer um investimento. Para o presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, essa é a hora de aproveitar as ofertas do mercado e comprar um imóvel.

– Com certeza esse será o maior evento imobiliário e o mais importante de todos. A crise que o país está vivendo fez com que as construtoras ficassem sem caixa – garante Vasconcelos. Segundo ele, esse cenário reflete oportunidades de negócios tentadoras. – Vamos oferecer imóveis abaixo do custo.

Rubens lembra que o mercado imobiliário é feito de oportunidades. E, em tempos de crise, a oferta é maior e a negociação se torna mais flexível. O comprador leva vantagem porque compra barato um imóvel que certamente ganhará valor em pouco tempo.

– Observamos o olhar de fora completamente focado no Brasil, aguardando essa situação política se resolver, para que todos possam investir. O Brasil está em liquidação mesmo – diz.

O Hiper Imóveis reunirá as 12 principais construtoras e incorporadoras do Brasil. No total, estão à venda cerca de 30 mil unidades de 60 empreendimentos residenciais, corporativos e comerciais, em todas as regiões do Rio de Janeiro.

– O cliente deve colocar em prática o sonho da casa própria e aproveitar as oportunidades oferecidas em todas as regiões. O momento de comprar e investir é agora, na baixa. Para isso, basta ter em mãos comprovante de renda e de residência, CPF e RG – recomenda.

Confiante no sucesso da edição 2015, Rubens pretende movimentar R$100 milhões com o evento e transformar a Cidade das Artes em Cidade do Imóvel. Além dos bons negócios, os clientes serão recebidos com alguns mimos. Uma concessionária vai avaliar e comprar o automóvel dos presentes por uma tabela VIP – o comprador ganhará um voucher que servirá como parte de pagamento para compra de qualquer empreendimento.

– Vamos ofertar também armários embutidos de graça para os primeiros 65 compradores e dois banheiros e cozinhas para imóveis acima de R$ 500.000 mil. Daremos também voucher de mudança, entre outros – destaca.

Quem for evento poderá visitar ainda o Barra Gastronomia, espaço com cinco restaurantes e oito food trucks.

 

Se nada mudar, sairemos do mercado, diz presidente da Camargo Correa, Vitor Hallack

Fonte: Folha

 

Depois de acordos de leniência que vão custar R$ 804 milhões em indenizações e da malhação em praça pública, a Camargo Corrêa diz ter fechado o cerco, internamente, para não mais compactuar com esquemas de corrupção como os investigados pela Operação Lava Jato.

 

“Posso te assegurar”, disse à Folha o presidente do conselho de administração e principal executivo do grupo, Vitor Hallack, 62, que fala pela primeira vez sobre o tema.

 

O executivo afirma que, depois da Lava Jato, situações toleradas no passado, como falta de transparência e relações espúrias, não são mais aceitas. “Se, com tudo isso, nada mudar, estamos fora do mercado.”

 

Única das grandes empreiteiras a admitir participação nos esquemas de cartel e propina na Petrobras e no setor elétrico, a Camargo fez acordos de leniência com o Ministério Público e com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e agora procura acertar sua vida com a CGU (Controladoria Geral da União).

 

Nesta entrevista, Hallack fala sobre a decisão de fazer os acordos, das medidas tomadas para fortalecer os controles internos e a respeito dos negócios do grupo, que deve faturar R$ 27,6 bilhões neste ano.

 

Folha – Das grandes empreiteiras da Lava Jato, vocês são os únicos a admitir pagamento de propina e participação em cartel. Por que desistiram de se defender na Justiça como outros estão fazendo?

 

Vitor Hallack – Dois de nossos ex-executivos fizeram delação premiada e reconheceram os erros. A gente podia brigar contra as evidências e ficar negando eternamente, dizer que era coisa deles.

 

Ou podíamos assumir os fatos. Nossos ex-executivos falavam em nome da construtora e reconheceram desvios. Por que a gente ia ficar dando murro em ponta de faca? Preferimos assumir, indenizar e corrigir para o futuro.

 

Vocês cogitaram abandonar o mercado de obras públicas depois da Lava Jato?

 

Não. Nossa construtora já virou a página. Acertamos as contas com a Justiça, vamos pagar R$ 804 milhões em indenizações e estamos reforçando os controles para evitar que os erros se repitam.

 

A questão não é se a obra é publica ou privada. Há muitos projetos públicos redondos. O que queremos são obras que nos permitam trabalhar com transparência.

 

Mas dá para trabalhar com o setor público sem propina?

 

Dá. A Lava Jato, o amadurecimento das instituições, os fatos recentes, tudo isso propiciou um grau de conscientização muito grande.

 

Se, com tudo isso, nada mudar, estamos fora do mercado. Uma coisa posso te assegurar: em qualquer situação que venha a aparecer novamente [parecida com as da Lava Jato], nossa decisão vai ser não compactuar.

 

O sr. acha que as coisas vão mesmo mudar?

 

Quando digo que, se não mudar, estamos fora, estou ecoando o universo de investidores que apostam no país. Coisas toleradas no passado não são mais aceitas, como falta de transparência e relações espúrias.

 

Sem mudar, o país não vai conseguir atrair investimentos. O investidor quer regras claras e transparência. Combater a corrupção é importante, mas nossos problemas não são apenas esses.

 

Quais são?

 

A gente precisa profissionalizar o investimento público no Brasil. Criar as condições para ter planejamento com início, meio e fim, com projetos executivos aprovados por todos os órgãos antes de iniciar a contratação.

 

Você cansou de ver na Lava Jato que as obras começavam apenas com projeto básico, com agendas políticas e não econômicas.

 

Quando isso acontece, o projeto vai sofrer atrasos e vai haver aquilo que se lê como aditivos desnecessários, que geram aumentos de preços. Quem planeja mal, paga mais caro do que deveria.

 

Quais são as providências para evitar que tudo se repita?

 

Primeiro, treinamento em todos os níveis sobre regras, procedimentos, o que pode e o que não pode ser feito. É dar uma mensagem clara sobre tolerância zero.

 

Nesses treinamentos vocês ensinam que não se pode fazer cartel nem pagar propina?

 

Claro que sim. Às vezes a gente acha que essas coisas são tão obvias que não precisam ser ditas, mas precisam ser ditas. Para que não fique dúvida.

 

Além disso, criamos uma vice-presidência de “compliance” [controle interno] e contratamos para a presidência da construtora um executivo que veio da Embraer.

 

Repare que não promovemos ninguém na empresa, nem no grupo, nem procuramos ninguém dessa indústria. Trouxemos um executivo de fora, com um olhar novo para esse setor.

 

Fornecedores da construtora dizem que vocês passaram a fazer exigências que antes não havia.

 

Precisamos conhecer todos os nossos fornecedores. Saber quem são os sócios das empresas, que tipo de pendências eles têm, com quem mais trabalham. Não basta mais atestado de que nada consta contra a empresa.

 

Em 2010, vocês foram alvo da Operação Castelo de Areia. Embora a investigação tenha sido derrubada na Justiça, não houve indícios que servissem de alerta?

 

Claro que houve. Daí nossa surpresa de ter tomado conhecimento dos fatos [da Lava Jato] mesmo depois da Castelo de Areia. Não era para ter acontecido.

 

Depois daquela operação, reduzimos drasticamente nossa participação em obras públicas.

 

Vocês colocaram à venda a Alpargatas e procuram sócio para a Intercement [cimenteira, o principal negócio do grupo]. Estão encolhendo por causa da crise?

 

Investimos R$ 9 bilhões lá atrás para comprar a Cimpor [cimenteira portuguesa, que virou a Intercement]. Foi uma opção estratégica para aumentar nossa presença internacional e dobrar de tamanho no Brasil.

 

Isso aumentou o endividamento, que esperávamos equacionar com desinvestimento [venda de ativos], dívida e a geração de caixa dos próprios negócios.

 

Mas, com a retração econômica, nossas previsões não se confirmaram e a isso se somou o aumento dos juros.

 

Estamos com um grau de alavancagem mais alto do que a gente gostaria, mas isso é circunstancial.

 

Como somos um grupo financeiramente conservador, podemos lidar com o endividamento vendendo ativos ou alongando dívidas. Temos patrimônio sólido.

 

De quanto é a dívida?

 

A dívida líquida gerencial é R$ 24 bilhões. A de curto prazo era de R$ 2 bilhões para os próximos 12 meses, mas renegociamos com os bancos e agora o prazo médio é de cinco anos e meio.

 

O que pode e o que não pode ser vendido?

 

Não existe o que pode ou o que não pode vender. Tudo depende das oportunidades e dos objetivos.

 

Na Alpargatas, se vier um preço que a gente ache adequado vamos considerar. Na Intercement, é a mesma coisa, mas queremos manter o controle. A CPFL [energia] e a CCR [concessões na área de transporte] não estão à venda.

 

*

 

RAIO-X

 

Vitor Hallack, 62

Origem Juiz de Fora (MG)

Cargo Presidente do Conselho de Administração do grupo Camargo Corrêa

Carreira Foi executivo da Embraer, do Grupo Bozano, Simonsen e da Vale

 

Grupo Camargo Corrêa /2015

Faturamento R$ 27,6 bilhões

Ebitda R$ 4,5 bilhões

Dívida líquida R$ 24 bilhões

Principais concorrentes Odebrecht, Andrade Gutierrez e OAS

 

Crise afeta resultado da Camargo Corrêa

Fonte: Valor

 

O grupo Camargo Corrêa, mais conhecido por sua origem e atuação no setor da construção pesa da e engenharia, encerra o ano sob o impacto da crise econômica brasileira. A receita líquida prevê crescimento em torno de 6%, porém o resultado operacional consolidado projeta uma queda de 4% a 5%. “Além da retração de alguns segmentos, como construção pesada e imobiliária e cimento, todos os negócios foram pressionados em suas margens de ganho”, diz Vitor Hallack, presidente do conselho de administração da holding Camargo Corrêa S.A. O conglomerado paulista está presente, além de engenharia e construção, em companhias de infraestrutura, geração e distribuição de energia, calçados e vestuário, cimento, têxtil, construção naval e incorporação imobiliária. As principais empresas são InterCement, a construtora Camargo Corrêa, CPFL Energia, Alpargatas e CCR. Esse grupo respondeu por 90% da receita consolidada da companhia em 2014.

 

Desde 2014, com o desfecho da Operação Lava­Jato, que investiga pagamentos de propina em contratos de obras da Petrobras, o grupo enfrenta o pior período em sua história. Sua construtora foi uma das empresas envolvidas no escândalo e teve executivos presos. Fez vários acordos com os órgãos da concorrência e da Justiça, arcando com pesadas indenizações e assumindo compromissos de adoção de compliance.

 

Hoje há uma outra frente de ataque na companhia: equacionamento do endividamento, agravado pelo impacto do câmbio sobre uma grande parte dos vencimentos em moeda estrangeira ­ dólar e euro. A alavancagem financeira prevista para o fim do ano é de 5,4 vezes a geração do Ebitda, que deverá fechar em R$ 4,52 bilhões. Portanto, a dívida líquida vai superar a faixa de R$ 24 bilhões.

 

Hallack observa que é uma fotografia do perfil financeiro hoje, com impacto de R$ 2 bilhões de variação cambial. Mas ressalva que isso pode mudar, me um ou dois anos, com o câmbio se estabilizando em patamares de R$ 3,50 a R$ 3,70. Ele informa que a dívida de curto prazo (360 dias) acaba de ser equacionada com empréstimo de 5,5 anos de prazo e dois de carência. “Estamos tranquilos quanto a isso”, diz. A dívida total tem prazo médio de cinco anos e meio.

 

O executivo, à frente do conselho da holding desde 2006, reforça que esse perfil é resultado de uma estratégia adotada lá atrás, tendo como premissas vários indicadores de crescimento do país que acabaram atropelados na crise por pressão nas margens dos negócios, taxa de juros e alta dependência de operações no país.

 

“Estamos saindo de um ciclo de investimento maciço de 2009 para cá”, exemplifica Hallack. “Naquele ano, adotamos um plano de investir R$ 27 bilhões até 2013. Fizemos R$ 19,3 bilhões, diretamente. E, de lá para cá, a média anual ficou em R$ 2 bilhões”.

 

Grande parte da dívida é fruto dos aportes feitos na aquisição da cimenteira portuguesa Cimpor, o que tornou a Camargo um player internacional desse setor. O grupo também triplicou sua participação na CPFL. Houve também um dispêndio alto no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que até hoje não trouxe nenhum retorno aos seus acionistas. A Camargo chegou a ter 45%; hoje são 33% do capital do EAS.

 

No atual cenário, com os impactos nos negócios e com o atual nível de endividamento, o grupo impôs um forte rigor nas decisões de investimento, diz o executivo, lembrando que, em outras condições, poderia estar investindo mais.

 

Hallack diz estar tranquilo e garante que não há um pacote de ativos à venda para fazer frente aos compromissos. Na estratégia de crescimento lá atrás, relembra, foi mencionado que poderia se desfazer de alguns ativos que nãon ão fossem mais estratégicos, como ocorreu: Usiminas, banco Itaú e Cavo. É hoje o caso da Alpargatas, a fabricante das sandálias havaianas. “Vai depender da oferta. É uma joia, a maior marca brasileira. Se houver proposta interessante, vamos reagir”, afirma.

 

O grupo tem um adviser para coordenar as ofertas. Segundo informações de fontes próximas, há vários interessados e uma negociação deve ser fechada até meados de dezembro. A Camargo tem o controle, com 67%. Do capital total, tem 44%. “É possível, mas não é certo”, comenta Hallack.

 

Quanto a CPFL e CCR, diz não haver nenhum plano de desmobilização de suas participações. Já a InterCement mantém um processo de busca de investidor minoritário, uma vez que a Camargo detém mais de 95% das ações da empresa. “Filosoficamente, somos um grupo associativo”, diz.

 

É na companhia de cimento, que tem operações na Argentina, Paraguai, Brasil, Portugal e alguns países da África, que está concentrada parte significativa da dívida consolidada do grupo, expressa em dólar e euro. O Brasil, que era a região mais rentável desse negócio, perdeu peso: o Ebitda, de 50% no ano passado, vai para cerca de 30% em 2015. A receita líquida, de 44% para 33%.

 

“Com acordos, construtora vira página”

 

Fonte: Valor

 

Após o fechamento de acordos com a Justiça e com órgãos da concorrência, a construtora Camargo Corrêa avalia que está virando uma página em sua história e, em breve, já estará apta ­ dentro dos compromissos firmados, de ética e transparência nas atividades ­, voltar à atuar sem restrições no Brasil e em outros países no exterior, onde tem e poderá desenvolver operações.

 

A empresa foi uma das várias envolvidas nas investigações da Operação Lava­Jato, da Polícia Federal, sobre pagamentos de propina em contratos de obras da Petrobras, lançada mais de um ano e meio atrás. A construtora, que participou de obras como a refinaria de petróleo Abreu e Lima, em Pernambuco, teve vários executivos presos, que acabaram fazendo delação premiada com a Justiça e assumindo ações ilícitas e em desacordo com as normas de conduta.

 

Vitor Hallack, presidente do conselho de administração da Camargo Corrêa S. A., holding do grupo, afirmou ao Valor ontem que já no fim de 2014 a construtora, após as prisões dos executivos, tomou decisão de fechar um acordo de leniência, o qual não prosperou. “Já havíamos aberto auditorias internas de investigação. Mas isso não foi suficiente”.

 

Com os acordos firmados neste ano, que impuseram penalidades financeiras totais de R$ 804 milhões e compromissos de compliance e atuação ética a partir de então ­ incluindo colaboração plena com o curso das investigações ­, a empresa considera que o atendimento de todas as medidas traz um diferencial expressivo para o futuro da empresa.

 

A construtora Camargo Corrêa, que no ano passado teve receita líquida de R$ 6,3 bilhões ­ o correspondente a 24,2% do total do grupo ­, fechou acordo de leniência referente ao contrato da usina nuclear de Angra 3, um Termo de Cessação de Conduta com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e um acordo com o Ministério Público Federal (abrangente a todos os termos da Lava­Jato). O valor de indenização com o MPF foi de R$ 700 milhões; com o Cade, de R$ 104 milhões.

 

No momento, informa o executivo da holding, está em aberto um pleito de acordo com a Controladoria Geral da União (CGU). O processo encontra­se em andamento. O acordo de leniência de Angra 3, por ter sido ela a primeira fazer, foi isento de penalidades financeira e consequência penal.

 

No balanço de 2014, a construtora fez provisão de indenizações para a Lava­Jato de R$ 730 milhões. Segundo o executivo, o demonstrativo do meio deste ano já veio sem ressalvas da firma que audita os balanços da empresa. Isso terá impacto no resultado final do ano da construtora, que também sofre retração no desempenho: a receita líquida vai recuar em torno de 30%, para R$ 4,2 bilhões em 2015. Para 2016, está prevista uma nova queda, na faixa de 25%. “Não há novas obras. Nem públicas nem privadas. Estamos consumido a carteira de contratos lá de traz”, afirma Hallack.

 

No exterior, o envolvimento com a Lava­Jato gerou preocupações dos contratantes. Para o executivo, os acordos devem mudar essa percepção e vencer as restrições. “A reputação é fundamental nos quatro cantos do mundo”. Na avaliação de Hallack, com os acordos, a Camargo Corrêa (construtora) passa a ter posição privilegiada e a sociedade já percebeu isso.

 

Todavia, avalia que o Brasil continuará à margem do mundo enquanto não endereçar suas questões fundamentais. Nem vai conseguir atrair empresas de construção e engenharia se não adotar condições cruciais nos contratos, como projeto executivo das obras e regra do direito assegurado nos contratos. “Poderão vir uma ou outra, mas não será sustentável. A maioria delas têm regras de compliance”.

 

Após o reconhecimento dos problemas relativos à Lava­Jato e s firmar os acordos, a empresa contratou três executivos de fora do grupo e do setor da construção. O novo presidente Artur Coutinho, o vice­presidente de compliance e o diretor de Recursos Humanos são ex­executivos da fabricante de aviões Embraer. “Vieram de uma companhia que atua globalmente em um setor altamente sofisticado”, diz Hallack.

 

Mais de 300 imóveis

 

Fonte: Meia Hora, Imóveis, 19 nov. 2015

 

Mesmo com as vendas mornas, pelo menos quatro construtoras vão lançar seis empreendimentos, entre comerciais e residenciais, até o mês que vem. As novas unidades ficam em diferentes bairros, como Cachambi, Engenho de Dentro, Piedade e Recreio.

 

A Living, do Grupo RJZ Cyrela, vai lançar este mês o residencial Living Choice João Pinheiro, na Piedade. Serão 172 apartamentos de dois e três quartos. Os futuros moradores vão poder escolher o estilo de quatro espaços de lazer e como eles serão ambientados. Na academia, por exemplo, a escolha ficará entre o crossfit e o treinamento funcional. Na brinquedoteca, será possível optar por florestinha ou cineminha.

 

Já a Calçada vai lançar dois empreendimentos neste fim de ano. Um deles é a segunda fase do Stadio Residencial, com 70 apartamentos, em frente ao Engenhão, no Engenho de Dentro. As unidades serão entregues com porcelanato nas salas, varandas e área de circulação. Os quartos terão piso laminado. “O Stadio Residencial vem para atender as famílias que buscam mais qualidade de vida, sem precisar sair de onde gostam e já vivem, porém em um condomínio com lazer, segurança e sustentabilidade”, diz João Paulo Matos, diretor-presidente da Calçada.

 

Outro empreendimento da construtora é o Summer Maui Unique Life Residences, no Pontal Oceânico, bairro planejado que está sendo construído no Recreio. Serão 72 unidades de dois e três quartos, com lazer completo.

 

A Mozak prepara dois lançamentos: um prédio comercial no Leblon e um residencial no Humaitá, com 20 apartamentos. Já a Even vai lançar no Cachambi.

Mercado Imobiliário 18/11/2015


Black Friday dos imóveis promete descontos de até 50%

Fonte: O Estado de S. Paulo, 18 nov. 2015

 

Construtoras e incorporadoras pegam carona nas ações do varejo, mas juros altos e financiamento escasso

podem não compensar o abatimento

 

Com as vendas em queda e de olho no 13º salário, o setor imobiliário decidiu pegar carona nas ações do varejo e entrou de vez na Black Friday. A megaliquidação, inspirada no evento dos Estados Unidos, está marcada apenas para o dia 27 de novembro, mas construtoras e incorporadoras já anteciparam as ofertas.

 

Parte das empresas montou plantões online, com vendedores especializados e prontos para fechar quase toda a compra virtualmente. Os descontos prometidos nos “black feirões” chegam a 50%, mas a maioria fica bem abaixo disso e é preciso atenção aos custos dos

financiamentos.

 

Antes de aproveitar as ofertas, é necessário ter o financiamento pré­aprovado pelo banco, pois nem todas as construtoras fazem avaliações de crédito na hora da venda. “Caso o banco não aprove o pedido depois da compra, o consumidor pode ter dificuldades para resgatar o dinheiro pago antecipadamente à empresa”, afirma Marcelo Tapai, advogado especialista em direito imobiliário.

Para as empresas, o momento é de unir forças. Pela primeira vez, grandes representantes do setor lançaram uma plataforma única de ofertas. Batizado de Feirão Black Friday do Brasil, o site reúne cem empreendimentos das construtoras Eztec, PDG, Tecnisa e Camargo Corrêa. Os descontos valem para diversas partes do País, mas se concentram na região do ABC e na capital paulista.

 

“Esperamos gerar R$ 350 milhões em oportunidades de negócios”, diz Victor Vieira, diretor de marketing do evento. O maior desconto do feirão, que vai até o dia 29 de novembro, é de R$ 364 mil em um apartamento da Camargo Corrêa em Curitiba ­ o que representa um abatimento de 30%.

 

Apesar da ação conjunta, a , com descontos de até 40% até o final do mês. Para driblar a escassez de crédito, a construtora financia os imóveis diretamente com os clientes, em até 120 meses. Mas isso só vale para as unidades comerciais. No caso das residenciais, a empresa garante a devolução completa do valor pago caso o financiamento não seja aprovado pelo banco.

 

Cuidados. Mas os especialistas alertam: não existe negócio imperdível que justifique a compra por emoção, é necessário um planejamento financeiro criterioso. Quanto maior a entrada, por exemplo, melhor para o bolso, já que o pagamento de juros será menor. O consumidor também não deve comprometer mais de 30% da renda líquida mensal (já descontados os impostos) com todas as dívidas, incluindo a imobiliária. Para quem precisa de muito crédito, o especialista em finanças Rafael Seabra destaca o que chama de ilusão dos preços menores. “Como o financiamento imobiliário tem prazo muito longo e estamos com uma taxa de juros bem maior do que há três anos, o preço final às vezes não muda muito (nessa base de comparação).”

 

Além do endividamento, é preciso atenção ao movimento dos preços. Segundo cálculos do pesquisador Eduardo Zylberstajn, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os valores já voltaram ao patamar de 2012. “E acredito que ainda há um ajuste (para baixo) a ser feito, mas nada drástico.” Ele lembra que os juros altos são um incentivo para adiar a compra e deixar o dinheiro rendendo. Para o negócio valer a pena com uma Selic de 14,25% ao ano, portanto, os descontos devem ser superiores a 10%.

 

A campeã das ofertas é a , plataforma que conecta incorporadoras a clientes. As promoções vão até o dia 30, em mais de 60 cidades, e o abatimento chega a 50% do preço. “Tem imóveis que estão saindo por R$ 100 mil”, comenta Lucas Vargas, vice­presidente da empresa.

 

Com foco maior em estandes físicos e descontos de R$ 15 mil, em média, a construtora MRV também engrossa o grupo dos “Black feirões”. As promoções são oferecidas em estruturas montadas em shoppings, estacionamentos de supermercados e plantões de vendas, que atendem até o próximo dia 22 em algumas cidades (veja na tabela abaixo). A maratona de descontos, porém, vai até o próximo dia 30 no . A maioria dos imóveis pode ser financiada pelo programa Minha Casa Minha Vida.

                DATA                                 LOCAL

Feira de Santana (BA)        13 a 22/11              Loja da Getúlio Vargas

Salvador (BA)                   13 a 20/11              Loja do Salvador Norte Shopping

Uberaba (MG)                   20 a 22/11              Praça Shopping

Cuiabá (MT)                      19 a 21/11              Várzea Grande Shopping

Americana (SP)                 13 a 22/11              Tivoli Shopping

Araras (SP)                      13 a 22/11              Av. Augusta Viola da Costa, S/N – Bairro Costa Verde

Cajamar (SP)                   13 a 22/11              Av. Tenente Marques, 4965

Guarulhos (SP)                  13 a 22/11              Loja JK: Av. Juscelino Kubitschek de Oliveira, altura do 4000, em frente ao terminal Pimentas; Loja Salgado Filho: Av. Salgado Filho, 1048

Piracicaba (SP)                  13 a 22/11              Av. Rio das Pedras, 2201 – Piracicamirim

  1. José do Rio Preto (SP)    21 e 22/11              Riopreto Shopping

Santo André (SP)              13 a 22/11              Rua Teixeira de Freitas, 30

Sorocaba (SP)                  13 a 22/11              Loja Campolim: Av. João Wagner Wey, 1565; Loja Ipanema: Av. Ipanema, 2920

Vila Nova Conceição e Itaim concentram quadras mais caras de São Paulo

Fonte: Folha, 18 nov. 2012

 

Um levantamento feito pelo portal Properati, de venda e aluguel de imóveis, detectou as 20 quadras mais caras de São Paulo.

 

Os quarteirões com preços mais elevados estão próximos da avenida Faria Lima e do parque Ibirapuera.

 

O bairro Vila Nova Conceição, no distrito de Moema, é o que tem mais quadras caras (14), seguido pelo Itaim Bibi, que tem cinco quarteirões entre os mais caros da capital.

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Em destaque, as quadras com o metro quadrado mais caro de São Paulo, segundo levantamento do portal Properati

 

Também é na Vila Conceição o primeiro lugar do ranking. Um metro quadrado entre as ruas coronel Artur de Paula Ferreira, Monte Aprazível, Gararu e professor Martins Santana sai em média por R$ 14.795 –valor bem mais alto do que a média da cidade, que em 2014 era de R$ 9.191, segundo a consultoria Geoimovel.

 

A região dos Jardins aparece em destaque no mapa, mas não se encontra no top 20 dos quarteirões mais caros da cidade, de acordo com o levantamento.

A pesquisa do Properati foi baseada em 200 mil imóveis da capital cadastrados no site.

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Cores mais quentes representam metros quadrados mais caros. As quadras do top 20 aparecem destacadas em verde

 

Confira abaixo a lista completa das 20 quadras mais caras de São Paulo, seguidas do valor médio do metro quadrado.

 

1º – Ruas Cel. Artur de Paula Ferreira, Monte Aprazível, Gararu e Prof. Martins Santana – Vila Nova Conceição (R$14.795)

2º – Avenidas Horácio Láfer e Henrique Chamma e ruas Jusseape, Leopoldo Couto Magalhães Jr. e Prof. Geraldo Ataliba – Itaim Bibi (R$14.791)

3º – Avenidas Juscelino Kubitschek e ruas Leopoldo Couto Magalhães Júnior, Prof. Geraldo Ataliba, Minas da Prata, Miriti e Fernandes de Abreu – Itaim Bibi (R$14.786)

4º – Ruas Marcos Lopes, Monte Aprazível, Valois de Castro, Cel. Artur de Paula Ferreira – Vila Nova Conceição (R$14.747)

5º – Avenidas Quarto Centenário e República do Líbado e Rua Afonso Braz – Vila Nova Conceição (R$14.726)

6º – Avenidas Rep. do Líbano e Quarto Centenário e ruas Diogo Jácome e Vasco Crevatin – Vila Nova Conceição (R$14.697)

7º – Av. Rep. do Líbano e ruas Escobar Ortiz e Prof. Filadelfo Azevedo – Vila Nova Conceição (R$14.638)

8º – Av. Quarto Centenário com rua São Giusto – Parque Ibirapuera (R$14.577)

9º – Av. Horácio Lafer e ruas Napoleão Michel, Brig. Haroldo Veloso e Salvador Cardoso – Itaim Bibi (R$14.561)

10º – Ruas João Lourenço, Diogo Jácome, Domingos Fernandes e Escobar Ortiz – Vila Nova Conceição (R$14.552)

11º – Ruas Afonso Braz, Gararu, Barra do Peixe e Cel. Artur de Paula Ferreira – Vila Nova Conceição (R$14.542)

12º – Av. Horácio Lafer e ruas Jusseape, Lopes Neto e Leopoldo Couto Magalhães Junior – Itaim Bibi (R$14.529)

13º – Ruas Diogo Jácome, Escobar Ortiz, Baltazar da Veiga e Afonso Braz – Vila Nova Conceição (R$14.504)

14º – Ruas Diogo Jácome, Brás Cardoso, Escobar Ortiz e Baltazar da Veiga – Vila Nova Conceição (R$14.481)

15º – Ruas Lourenço de Almeida, Baltazar da Veiga, Escobar Ortiz e Afonso Braz – Vila Nova Conceição (R$14.481)

16º – Ruas Inajobara, Euclídes Parente Ramos, Afonso Braz e Mainá – Vila Nova Conceição (R$14.453)

17º – Av. Rep. do Líbano e ruas Escobar Ortiz, Prof. Filadelfo Azevedo e João Lourenço – Vila Nova Conceição (R$14.391)

18º – Ruas Diogo Jácome, Domingo Fernandes, Brás Cardoso e Escobar Ortiz – Vila Nova Conceição (R$14.349)

19º – Avenidas Brig. Faria Lima e Juscelino Kubitscheke ruas Leopoldo Couto Magalhães Jr., Garimpeiros, Fernandes de Abreu e Miriti – Itaim Bibi (R$14.339)

20º – Av. Hélio Pellegrino e ruas Prof. Martins Santana, Gararu e Barra do Peixe – Vila Nova Conceição (R$14.304)

 

Falta de crédito e confiança afeta mercado de imóveis

Fonte: O Estado de S. Paulo, 17 nov. 2015

 

A conjuntura econômica é muito desfavorável ao mercado de imóveis. Não bastasse a recessão que afeta o ânimo dos compradores potenciais, muitas instituições financeiras já não têm recursos provenientes das cadernetas de poupança para oferecer empréstimos para a compra da casa própria. Em alguns casos, os bancos precisam se valer de instrumentos de captação de custo mais elevado, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), o que resulta em prestações mais altas, afugentando os mutuários finais. Essa situação está afetando quase todos os principais agentes de crédito.

 

A escassez de recursos – quase R$ 54 bilhões saíram das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) entre janeiro e outubro, dos quais R$ 2,8 bilhões no mês passado – é um dos fatores que explicam os dados negativos divulgados há alguns dias pelo sindicato da habitação (Secovi), sobre a Região Metropolitana de São Paulo.

 

Na capital, as vendas de imóveis novos caíram 13,3% entre agosto e setembro, para 1.392 unidades, e de 50,1% em relação a setembro do ano passado. Ainda que os dados tenham sido agravados pela sazonalidade, pois 2014 foi influenciado pela realização da Copa do Mundo, os números são muito ruins.

 

Segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio, foram lançados em setembro apenas 1.057 imóveis, queda de 39,9% em relação a agosto e de 74,3% comparativamente a setembro de 2014. Na Região Metropolitana, excluída a capital, a queda das vendas entre os primeiros nove meses de 2014 e 2015 foi de 21,5% (de 11.847 unidades para 9.295). Mas os lançamentos fora da capital, com preços mais baixos, não só reagiram entre agosto e setembro, como a queda foi menor comparativamente a 2014.

 

No mercado paulistano, a maior demanda é por imóveis de dois dormitórios, típicos da classe média. É fato isolado a reação, em setembro, nos imóveis de quatro dormitórios, segmento onde a liquidez é menor.

 

O indicador mais positivo foi a diminuição do estoque de imóveis à venda, de 26.195 unidades, menor do ano – o estoque era de 28.118 unidades em maio. Mas a queda do estoque ainda é pequena e revela que o problema do excesso de oferta deverá persistir em 2016.

 

Não há soluções simples para a retomada do setor. Mesmo que os juros caiam se a inflação ceder e a situação fiscal melhorar, será preciso que os mutuários potenciais recobrem a confiança.

 

Mercado Imobiliário 17/11/2015


Cyrela mantém foco em venda de estoque sem afetar margem e em lançamentos seletivos

Fonte: Reuters, 13 nov. 2015

 

A incorporadora Cyrela continuará tendo como prioridade a venda de estoques sem prejudicar margens e sendo seletiva no lançamento de novos imóveis, diante de um cenário econômico de pouca previsibilidade. “O mercado ainda responde bem aos lançamentos. A gente tem feito poucos lançamentos, mas tem sido assertivo. Em 2016, com certeza, seremos seletivos nos lançamentos.

 

A cada trimestre temos que estar preparados para o que der e vier”, disse o co-presidente da empresa, Raphael Horn, em teleconferência com analistas. A incorporadora informou na véspera que teve lucro líquido de 131 milhões de reais no terceiro trimestre, queda de 26,7 por cento na comparação anual. Às 13h06, as ações da Cyrela exibiam alta de 1 por cento, a enquanto o Ibovespa mostrava recuo de 1 por cento. No fim do setembro, o estoque a valor de mercado da Cyrela era de 6,85 bilhões de reais, queda de 5,5 por cento ante junho. Já o estoque pronto caiu de 1,79 bilhão a 1,74 bilhão.

 

Disso, os 10 maiores projetos respondem por 27,5 por cento. A região Nordeste representa 31,6 por cento do estoque pronto. O executivo afirmou que ainda há bastante concorrentes ainda fazendo liquidação de preços, o que não é bom para o setor e não ajuda a trazer os preços para um valor mais justo. O preço médio do metro quadrado de apartamentos anunciados em 20 cidades brasileiras teve leve queda de 0,01 por cento em outubro na comparação com setembro, de acordo com o índice FipeZap. Em 12 meses, os preços subiram 2,16 por cento em outubro, diante de uma inflação de 9,93 por cento, de acordo com o IPCA. “A conjuntura não está fácil e não tem sinal de melhoras no curto prazo no cenário econômico. A gente vai tentar continuar vendendo estoques sem afetar margens”, disse do executivo.

 

Sobre as restrições ao financiamento imobiliário, o diretor financeiro e de relações com investidores da Cyrela, Eric Alencar, disse que, do lado corporativo, a empresa não tem restrição dos bancos, o que já acontece com alguns concorrentes. Para as pessoas físicas, por outro lado, está mais difícil obter um empréstimo, mas o financiamento direto ainda representa uma parte muito pequena. No terceiro trimestre foram cerca de 200 alienações fiduciárias, disse.

 

Após estimular venda com promoção, construtoras têm alta nos distratos

Fonte: DCI, Notícias, 16 nov. 2015

 

Após investimentos amplos em publicidade e estímulos para venda de imóveis em estoque, as construtoras – de todos os portes – têm sentindo um avanço no número de residências devolvidas. A pressão da inflação e a dificuldade de obtenção de crédito são os principais vilões para o dado.

 

“Houve um forte movimento de atração do consumidor. Eram propostas que facilitavam a entrada do imóvel, mas pouco se preocupavam com a condição do cliente de financiar os outros 80%”, disse ao DCI o professor de macro economia e especialista em finanças pessoais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Oswaldo Saldanha.

 

Após a euforia da compra, e conclusão do pagamento das entradas, muitos consumidores viram o sonho da casa própria virar pesadelo: com o crédito mais caro, e mais escasso, o financiamento do imóvel ficou mais complicado entre os bancos.

 

Além da falta de crédito para o financiamento, com o avanço da inflação, muitas quebras de contratos aconteceram antes mesmo de finalizar a entrada do imóvel. “As vezes, a entrada chega a ser dividida em três anos. Muitas pessoas que compraram o imóvel em 2012, estão chegando perto da entrega das chaves e não estão capitalizados”, completa o acadêmico.

 

Entre as grandes empresas da construção, a situação é alarmante: na MRV quase um terço da receita bruta da empresa foi de distratos no terceiro trimestre deste ano.

 

De julho a setembro, em relação às vendas de R$ 1,3 bilhão, o indicador de distratos foi de 32,2%, contra 29,8% do segundo trimestre e 21,3% de igual período de 2014.

 

Em valores absolutos, os cancelamentos de vendas da MRV Engenharia somaram R$ 421,5 milhões entre julho e setembro, e alta de 35,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Na Tecnisa, também houve alta dos distratos no terceiro trimestre (que atingiram R$ 171,2 milhões, avanço de 46,3% em relação ao mesmo período no ano passado). As desistências na compra do imóvel cortaram as vendas líquidas no período de R$ 306,2 milhões para R$ 134,9 milhões.

 

Na operação da Gafisa, as vendas líquidas chegaram a R$ 177,3 milhões e os cancelamentos de contratos foram de R$ 84,9 milhões. Já na Tenda – braço econômico da construtora -, as vendas líquidas atingiram R$ 126,6 milhões, e os distratos, R$ 66,3 milhões.

 

Em seu balanço operacional, a construtora afirma que “busca uma maior qualidade na análise de crédito de suas vendas, de modo a alcançar sempre um menor volume de distratos ao longo do ciclo de construção e entrega”.

 

Na PDG o número de contratos cancelados também avançou. No terceiro trimestre foram R$ 515 milhões em distratos. No mesmo período de 2014, o volume foi R$ 195 milhões. “74% dos distratos do trimestre foram de unidades vendidas antes de 2013, quando a análise de crédito era menos criteriosa”, detalhava o balanço da empresa.

 

Entre os motivos apresentados para o cancelamento, a empresa cita que 71% dos casos foi insuficiência de renda. Sem revelar números exatos sobre a condição de cancelamento das vendas, a Eztec afirmou, em seu balanço operacional, que “o nível de distratos mantém-se estável em relação aos volumes lançados, mesmo em um período em que os clientes encontram maior dificuldade na obtenção do financiamento bancário”.

 

Entre as estratégias da companhia adota para segurar o número de cancelamentos está a adaptação do imóvel a realidade financeira do cliente. “Aproximadamente R$ 25 milhões das vendas realizadas nos nove primeiros meses de 2015 correspondem a clientes que trocaram de unidade dentro da companhia”, detalhava.

 

Pequenas e médias

 

Sem muito caixa para sustentar os distratos, as pequenas e médias construtoras são as que mais sentem o impacto da inadimplência. Na construtora potiguar Ser Construção, 25% dos contratos firmados nos últimos anos foram cancelados. “Estamos estudando, junto a um banco, a possibilidade de parceria para ajudar os clientes a conseguirem o crédito”, disse o presidente da empresa, César Algusto Montevianni.

 

O executivo lembra que, quando a inadimplência se dá ainda na entrada, a situação é pior. “Nesse caso, há a devolução do imóvel, porque nenhum banco dará crédito para alguém negativado”, completa.

 

Além da Ser, a construtora Mbigucci também enfrentou aumento no número de distratos. Sem revelar números, o diretor da empresa, Milton Bigucci Jr. diz que o prejuízo é grande. “Distratos nunca são bons, nem para o comprador, nem para a construtora. Estamos vendo caso a caso como lidar com clientes que não estão conseguindo arcar com os contratos”, disse.

 

Tchau, capital!

 

Fonte: Folha de S. Paulo, Especial Morar, 15 nov. 2015

 

Se a cidade de São Paulo é cada vez mais tomada por microapartamentos, no interior do Estado a regra é não passar aperto. Por lá, apenas 13 dos 349 prédios novos com unidades à venda têm imóveis com menos de 40 m².

 

Enquanto isso, só no centro da capital há 18 edifícios com apartamentos do tipo -o menor deles, anunciado recentemente, terá 14 m².

Os dados, da consultoria Geoimovel, incluem 17 cidades do interior do Estado: 14 na região metropolitana de Campinas, além de Sorocaba, Jundiaí e Ribeirão Preto.

 

“Os apartamentos de São Paulo são do tamanho das quitinetes de universitários daqui”, afirma o diretor da Faculdade de Economia da PUC-Campinas, Izaías de Carvalho Borges.

 

Quando a professora aposentada Dirce Medeiros, 63, decidiu trocar uma casa de 600 m² em Campinas por um apartamento, a área do imóvel foi determinante.

 

“Eu disse para o meu marido: ‘Não me venha com nada apertadinho, tem que ter pelo menos uma sacada'”, conta. Hoje, o casal vive em um apartamento de 163 m² do edifício Idylle Cambuí.

 

Para o diretor de negócios da incorporadora Cyrela, Eduardo Leite, o público do interior, acostumado a casas, de fato valoriza espaços maiores. “Eles dão importância a varanda, churrasqueira e quartos maiores”, diz.

 

A oferta segue a demanda: pelo menos 80 dos novos prédios da região oferecem imóveis com mais de cem metros quadrados, mas alguns vão muito além disso.

 

É o caso do apartamento de 1.033 m² do residencial Edimburgo, em Ribeirão Preto. São duas unidades à venda, com sauna, piscina e oito vagas de garagem.

 

Para os mais modestos, o prédio, da Chemin Incorporadora, também tem coberturas duplex de 586 m². Já o apartamento básico é de 381 m², com quatro suítes e sala com três ambientes.

 

“Só a varanda tem 48 m²”, diz um comprador, que prefere não se identificar. Ele morava com a esposa em um imóvel de 209 m² e quis ainda mais espaço para esperar a chegada do primeiro filho.

 

Mais Barato

 

De acordo com Borges, a oferta de imóveis grandes tem a ver com o valor do terreno, mais barato no interior que na capital. “Aqui, uma unidade de 100 m² é acessível para a classe média”, diz.

 

A oferta para quem quer morar sozinho é menor em comparação com São Paulo. Na região metropolitana de Campinas, por exemplo, apenas 4,74% dos apartamentos à venda são de um quarto, enquanto os com dois ou três dormitórios representam 93% dos novos imóveis.

 

Para o professor de arquitetura da Unicamp Lauro Luiz Francisco Filho, isso pode mudar no futuro.

 

“Hoje, a tendência no interior é o ‘padrão família’. À medida em que os terrenos se valorizarem, os apartamentos devem diminuir.”

 

Outro movimento importante, segundo ele, é a verticalização. “É um processo antigo nos centros históricos, mas bastante recente fora desses núcleos”, afirma.

 

Em Campinas, entre 2012 e 2015, 95% dos novos empreendimentos construídos foram prédios, de acordo com um levantamento feito por Borges. Grande parte do público que compra esses imóveis é formada por moradores que estão trocando suas casas por apartamentos.

 

Além de preço mais baixo, a busca por segurança também motiva a mudança. “Uma casa afastada parece ser mais vulnerável do que um prédio”, diz Francisco Filho.

 

Curtas da Construção

 

Lucro da Trisul sobe 55% no terceiro trimestre e soma R$ 6,86 milhões – O lucro líquido da Trisul cresceu 55% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 6,9 milhões. A receita líquida aumentou 36%, para R$ 120,1 milhões. As vendas contratadas da incorporadora subiram 31%, para R$ 68,3 milhões. A margem bruta caiu de 34,6% no terceiro trimestre de 2014 para 26,6% de julho a setembro. A geração de caixa medida pelo Ebtida cresceu 97%, para R$ 11,5 milhões. (UOL, 13 nov. 2015)

 

Prejuízo da Viver sobe 102% no 3º trimestre, para R$ 57,8 milhões – A Viver registrou prejuízo líquido R$ 57,8 milhões no terceiro trimestre, 102% superior ao do mesmo período do ano passado. A receita líquida caiu 4,5%, para R$ 45,7 milhões. A margem bruta foi de 23,5% negativos, ante o indicador também negativo de 7,1% registrado um ano antes. Segundo a companhia, o resultado bruto negativo decorre do impacto relevante de despesas financeiras e dos distratos. A Viver fechou a venda do terreno Parque do Carmo por R$ 29,2 milhões, o que vai contribuir para redução de sua dívida. (Reuters, 16 nov. 2015)

 

Comercial x residencial – O Censo de 2010 do IBGE apontou que há no Estado do Rio de Janeiro 1,06 milhão de apartamentos distribuídos em cerca de 30 mil condomínios (média de 35 unidades por edifício). Desses, 90% são residenciais, e o restante é classificado como comercial ou misto. Independentemente do perfil da edificação, uma coisa é certa: administrar é sempre uma tarefa complexa. De acordo com levantamento do Secovi Rio, grande parte dos condomínios está atenta, mas muita gente ainda prefere optar por outros modelos de gestão. Algo em torno de 54% não contam com a ajuda de uma administradora. (Revista Secovi-RJ, 13 nov. 2015)

 

Coberturas viram estrelas no RJ – As coberturas, que antes demoravam a ser vendidas por custar mais caro, agora são as primeiras comercializadas. Há casos até de fila de espera. Este cenário acontece porque em alguns bairros o preço de uma unidade deste tipo custa quase o mesmo valor de um apartamento padrão. Além disso, também é possível comprar uma cobertura utilizando o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Servio), desde que não ultrapasse o valor de R$ 750 mil. Algumas construtoras ainda oferecem benefícios como isenção das taxas de cartório, o que representa uma economia de quase R$ 40 mil. (O Dia, 16 nov. 2015)

 

800 unidades – A Caixa Econmica Federal acaba de entregar quase 800 unidades no Estado pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Os empreendimentos, destinados a famílias com renda de at R$ 1.600, foram construídos em Duque de Caxias, Nova Friburgo e São Gonalo. Nesta faixa de renda, o interessado precisa se cadastrar para ter acesso a uma das unidades. (O Dia, 16 nov. 2015)

 

Descontos de até 40% – Os descontos de até 40% oferecidos pela Odebrecht Realizações Imobiliárias terminam hoje. A ação contempla 41 unidades em cinco empreendimentos entre residenciais e comerciais no Rio. O evento acontece no Centro Empresarial Mario Henrique Simonsen, na Barra da Tijuca, das 9h s 19h. As salas são comercializadas a partir de R$ 210 mil, já as lojas têm preço inicial de R$ 234 mil e as unidades residenciais são vendidas a partir de R$ 388 mil. Os novos condomínios ficam nos bairros da Barra da Tijuca, do Centro e de Jacarepaguá. Vale lembrar que durante o evento será possível conferir as ofertas de todas as cidades participantes, além de ser possível comprar também pela internet, por meio do site http://www.realizaja.com.br. (O Dia, 16 nov. 2015)

 

Odebrecht quer mais prazo para pagar dívidas de empresas –  Os sinais de que a Odebrecht está tentando ajustar seus negócios têm atraído a atenção da praça financeira. Um enxame de especialistas em reestruturação e gestores de crise vem batendo à porta das empresas do grupo para oferecer seus serviços. Em duas das empresas do conglomerado, o trabalho já começou. A Odebrecht Agroindustrial, que produz e distribui etanol, tenta alongar os prazos de vencimento de uma dívida de R$ 9 bilhões com BNDES, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander. Debilitada pela crise que nos últimos anos devastou o setor de etanol, a empresa conseguiu dos credores uma trégua e ficará dois meses sem pagá-los. Assessorada pelo banco Rotschild e pela Virtus BR Partners, a Odebrecht Agro se comprometeu a apresentar um plano de reestruturação aos credores antes do fim deste período. A empresa de concessões Odebrecht Tranport é outra que tenta se acertar com os bancos. Uma de suas subsidiárias, a Embraport, dona de um terminal portuário em Santos (SP), iniciou conversas para renegociar uma dívida de R$ 2 bilhões. A Virtus, do ex-presidente do BNDES Eleazar de Carvalho, também auxilia a Odebrecht nas discussões com os bancos. (UOL, 15 nov. 2015)

 

GP-M desacelera no 1° decêndio – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou 1,31% no primeiro decêndio de novembro, que compreende o intervalo entre 21 e 31 de outubro. No mesmo período do mês anterior, a variação havia sido de 1,64%. O indexador é composto por outros três: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que registrou 1,73%; Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que variou 0,62%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que, no período, foi de 0,23%. (O Globo, 15 nov. 2015)

 

Brasileiro tem mais conta em banco, toma mais crédito, mas poupa pouco – A população brasileira aumentou o nível de relacionamento com os bancos, está tomando mais empréstimos, mas ainda poupa pouco dinheiro, aponta Relatório de Inclusão Financeira (RIF) do Banco Central. Segundo o documento, 84,5% dos adultos do País tinha algum contato com instituições financeiras em 2014, contra uma parcela de 74,3% em 2010. A quantidade de pessoas com conta corrente saltou de 56% para 68% no período analisado. De acordo com a autoridade monetária, o endividamento das famílias passou de 29% para 45,9%, entre 2007 e 2014. O BC destacou, contudo, que 27,9% do endividamento é formado por financiamento imobiliário que, na avaliação do regulador, é um crédito mais saudável, caracterizado por ser “mais longo, de menor custo, colaterizado (com garantias, no caso, o imóvel), e que forma patrimônio”. O crédito imobiliário possui esses atributos, mas os desembolsos, naturalmente elevados, implicam prestações altas, pesando sobre o orçamento das famílias. (DCI, 16 nov. 2015)

 

Brookfield já negocia aporte na Invepar

Fonte: Valor, 17 nov. 2015

 

Enquanto tenta sacramentar seu ingresso no capital da Invepar, a Brookfield já negocia alguns passos relevantes com os demais acionistas da empresa. Segundo duas fontes qualificadas, Brookfield e os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras), conversam sobre uma possível injeção de novos recursos na Invepar, ao mesmo tempo em que negociam alterações no acordo de acionistas da companhia.

 

Além do desembolso para ficar com a fatia de 24,4% da OAS na Invepar, a Brookfield gostaria de fazer uma injeção de capital diretamente na empresa de infraestrutura, para torná­la apta a avançar sobre novos projetos e

crescer. Conversas têm ocorrido nesse sentido, mas os fundos não demonstram a mesma disposição em aportar dinheiro novo na empresa.

 

Um aumento de capital seria uma das alternativas que avaliam. A leitura é que a companhia precisa resolver um descasamento de caixa apenas conjuntural e não estrutural. Os investimentos feitos têm perspectiva de gerar altos retornos, mas demandam uma injeção de recursos atualmente. Estruturas de financiamento ou venda de algum ativo são outras opções avaliadas.

 

Quanto ao acordo de acionistas, chama mais atenção a cláusula que determina que os sócios utilizem a Invepar como único veículo para investimentos na área de infraestrutura. A cláusula foi incluída no acordo a pedido dos fundos de pensão para pôr uma barreira à atuação da OAS como construtora. A Brookfield já tem outros investimentos na área e gostaria de eliminar a restrição. Os fundos, segundo apurou o Valor, não oferecem

grande resistência a esse desejo do futuro sócio. Mas a questão não é simples, segundo um interlocutor.

 

A Brookfield é sócia, por exemplo, da Arteris, do setor de concessões de rodovias. No caso de uma nova rodada de leilões, por exemplo, a Brookfield poderia tanto participar via Arteris quanto via Invepar e é esse tipo de conflito de interesse potencial que precisará ser dirimido pelo novo acordo de acionistas a partir da retirada da cláusula.

 

Essas tratativas ainda são muito preliminares. A entrada da Brookfield é bem vista pelas fundações, que têm disposição em negociar novos termos para a sociedade.

 

Representantes da OAS voltaram na semana passada de Nova York, onde se reuniram com credores internacionais e com a Brookfield para fechar as negociações da venda. O principal impasse era o valor ofertado pelo fundo, que estava abaixo do que os credores da empreiteira estavam dispostos a aceitar. O fundo canadense mostrou­se disposto a oferecer um montante maior pela fatia da holding, apurou o Valor. A expectativa é que o plano de recuperação judicial, mais a venda, sejam aprovados nesta quinta­feira, durante nova assembleia de credores.

 

Mercado Imobiliário 16/11/2015


MRV tem lucro maior no 3º tri e aguarda Minha Casa Minha Vida 3

Fonte: Reuters, Economia, 12 nov. 2015

 

A construtora e incorporadora MRV viu seu lucro líquido subir 5,2 por cento no terceiro trimestre na comparação anual, e trabalha sob expectativa de início da terceira fase do programa habitacional do governo Minha Casa Minha Vida.

 

O lucro da companhia foi de 142 milhões de reais no terceiro trimestre, ante 135 milhões um ano antes. A média das estimativas de analistas obtidas pela Reuters apontava para lucro de 125,8 milhões de reais.

 

Apesar do lucro maior, as vendas e produção da MRV caíram de julho a setembro.

 

“O primeiro fator foi que lançamos muita coisa no final do trimestre e isso atrapalhou um pouco as vendas, o que atrapalha a receita”, disse à Reuters o co-presidente da companhia Rafael Menin.

 

No terceiro trimestre, a receita operacional líquida total subiu 6,3 por cento ante 2014, mas caiu 7,8 por cento em relação ao intervalo de abril a junho deste ano, ficando em 1,205 bilhão de reais.

A empresa já havia divulgado em outubro que os lançamentos de imóveis pela MRV no terceiro trimestre subiram 13 por cento na comparação anual, mas as vendas caíram quase 11 por cento na mesma comparação, em meio a um ambiente de maior restrição de crédito pelos bancos.

De julho a setembro, as despesas comerciais da MRV subiram 22,9 por cento sobre um ano antes, enquanto as despesas gerais e administrativas cresceram 13,6 por cento no período.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 6,5 por cento na mesma base de comparação, a 171 milhões de reais.

No terceiro trimestre, a MRV viu a geração de caixa efetiva –quando entrega o imóvel e recebe o repasse do banco financiador– crescer 89,5 por cento sobre um ano antes, a 258 milhões de reais. A empresa pretende adotar uma postura conservadora quanto ao caixa.

 

“A geração de caixa recorde da companhia (no trimestre) fez com que nossa alavancagem se reduzisse ainda mais, para nós isso é muito importante neste momento em que o mercado de dívida é um pouco mais complicado”, disse Menin.

 

MINHA CASA MINHA VIDA 3

 

O executivo disse, ainda, que aguarda o início da terceira fase do programa habitacional do governo Minha Casa Minha Vida 3, ainda este ano.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou no fim de outubro elevar o teto do imóvel na terceira etapa do programa, assim como o valor máximo do subsídio.

Para as regiões metropolitanas do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, o preço do imóvel que pode ser contratado passou para 225 mil reais, ante 190 mil reais.

Segundo Menin, a MRV poderá enquadrar no programa habitacional produtos que estão em estoque. Além disso, em praças com terrenos mais caros, será possível vender imóveis a um preço um pouco mais alto.

“A elevação do teto vai resolver muito do meu problema em Brasília e também no norte fluminense”, disse.

 

Verticalização muda paisagem e perfil de Alphaville, que ganha mais comércio e serviços

Fonte: Folha

 

Quando se pensa em Alphaville, o bairro planejado entre as cidades de Barueri e Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, o que vem à mente é um condomínio de casas luxuosas. Mas não é mais assim. Hoje, para se ter uma boa vista do lugar é preciso olhar para o alto.

 

A região vive um processo de verticalização intensa -torres residenciais já ocupam a área onde antes predominavam loteamentos de casas. Só nos últimos cinco anos, pelo menos 21 edifícios do tipo foram erguidos no bairro.

 

Junto com o crescimento vertical, aumentou também o leque de serviços e estabelecimentos comerciais. E o que antes era um conjunto de casas foi ficando cada vez mais com cara de cidade.

 

Segundo a pesquisadora Mariana Guerra, que fez mestrado sobre o assunto na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, os incentivos da região à indústria foram determinantes. As leis para loteamentos também ficaram mais duras, o que tornou a construção de prédios uma opção mais atrativa.

 

“Em função do aumento da oferta de serviços e da saturação dos meios de locomoção, as pessoas que trabalham em Alphaville passaram a querer morar lá”, diz.

 

Os prédios fizeram o preço de morar por lá diminuir. Dos 44 empreendimentos com imóveis à venda na região (que inclui as cidades de Barueri e Santana de Parnaíba), 28 têm o perfil econômico ou popular (custam até R$ 399 mil), segundo a consultoria Geoimovel. Só três são classificados como de alto padrão.

 

“Isso tem relação com o valor do terreno e o maior aproveitamento da área construída”, diz Debora Bertini, diretora da construtora MPD. Segundo ela, é possível erguer na região, por preços econômicos, um empreendimento que em São Paulo seria de alto padrão.

 

O edifício Hit Alphaville, por exemplo, tem piscina, portaria blindada e unidades a partir de R$ 370 mil.

 

FILHOS PRÓDIGOS

 

Os alvos dos empreendimentos são, além de quem trabalha por lá, os filhos daqueles que se mudaram para Alphaville na década de 1970 e que agora não querem ir para longe da família.

 

Esses moradores, que foram para a região para fugir do caos de São Paulo e se habituaram ao clima recluso dos condomínios, estão tendo que se acostumar com o fato de que o bairro está ficando mais parecido com uma cidade pulsante.

 

“A razão de ser de Alphaville está mudando”, afirma Leonardo Raymundo, gerente comercial e de marketing da incorporadora PDG, responsável pelo Hit Alphaville. “Quem mora nos condomínios fechados foi para lá buscando um refúgio, e hoje o bairro cresceu.”

 

É o que também acha Marco Guilhermino, morador e presidente da Associação Residencial Tamboré 3. O desenvolvimento da região trouxe o trânsito, antes restrito ao acesso à Castello Branco, para dentro de Alphaville.

 

“As vias não estão preparadas”, opina. Ele acredita que bolsões de estacionamento próximos aos centros comerciais ajudariam.

 

Para Fernanda Barbara, professora de projeto da Escola da Cidade, o que ocorre hoje em Alphaville é a continuação de um “processo de expansão urbana desordenada” que já acontece em São Paulo ao longo de suas principais rodovias.

 

Mas, na opinião de Guerra, a população também têm a ganhar com a proliferação do comércio. “Antes eles eram dependentes da vida em São Paulo. Hoje, essa ligação não é mais necessária.”

 

Apesar da metamorfose do bairro, as incorporadoras asseguram que o espaço das moradias de alto nível continua garantido.

 

“A vocação de Alphaville é o alto padrão”, afirma Carlos Eduardo Fernandes, superintendente comercial da Brookfield Incorporações.

 

Prédio em SP terá miniapartamento de apenas 14 m²

Tamanho equivale ao espaço interno de duas Kombis e já há fila de interessados; metragem vem caindo na cidade nos últimos 10 anos

Fonte: Estadão

 

“Seu apartamento pelo preço de um carro: o menor e mais inteligente apartamento do Brasil”. É com essa premissa marqueteira que a incorporadora e construtora Vitacon prepara o lançamento de um edifício, no Bom Retiro, que terá unidades de 14 metros quadrados – oficialmente, o preço e a data de lançamento ainda não foram divulgados, mas corretores ouvidos pela reportagem cravam em valores a partir de R$ 89 mil e no início das vendas na próxima terça (17). Se o preço é de um carro, a área interna equivale ao espaço de duas Kombis. (Na foto acima, maquete do empreendimento.)

 

É uma tendência. Levantamento obtido pelo Estado mostra que, nos últimos dez anos, o número de unidades lançadas em São Paulo com menos de 40 metros quadrados saltou de 960 para impressionantes 7.810 – de 2005 a 2014. Até setembro deste ano, com crise e tudo, já são 3.170 lançamentos do tipo na cidade. Os dados são da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).

 

“Isto aconteceu porque os imóveis se tornaram muito caros em São Paulo. Assim, as unidades menores surgiram como soluções não proibitivas”, analisa Fernando Pompéia, diretor de Planejamento e Pesquisa da Embraespq. “E o mercado imobiliário vive de ciclos. Se uma empresa lançou apartamento muito pequeno e fez sucesso, outras vão atrás.”