Mercado Imobiliário 14/06/2013


Odebrecht entra com apetite nas áreas de renda, gestão e PPPs

 

Fonte: Valor, 14 jun. 2013

 

A Odebrecht Properties, a mais nova empresa da Organização Odebrecht, entra no mercado com um pacote de investimentos de R$ 7,4 bilhões e ancorada pela Construtora Norberto Odebrecht e pela Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR). A empresa tem atuação em propriedades privadas (edifícios corporativos, imóveis industriais e de logística), parcerias públicas (prédios administrativos, hospitais e escolas) e no que chama de entretenimento (concessões, licenciamento e gestão de arenas esportivas).

 

Com uma atuação tão diversificada, a empresa já prevê a possibilidade de entrada no médio prazo de um sócio, estratégico ou investidor, no seu capital. Como ocorreu na OR e na empresa de óleo e gás. Também os empreendimentos desenvolvidos poderão contar com a participação de sócios nos novos projetos, desde que o controle seja assegurado pela Odebrecht Properties.

 

Dos investimentos previstos, R$ 2,3 bilhões já foram realizados desde 2012, R$ 2,2 bilhões estão comprometidos e R$ 2,9 bilhões estão previstos para até 2015.

 

O ponto de partida das atividades da Odebrecht Properties é a gestão de investimentos imobiliários que pertenciam a empresas do grupo e que continuarão a ser ocupados por elas. “Estamos muito focados em capturar sinergias das empresas da organização”, contou ao Valor o presidente da nova companhias, André Amaro, em sua primeira entrevista no cargo.

 

Um dos primeiros ativos da área de propriedades privadas da Odebrecht Properties é o Edifício Odebrecht São Paulo, que será ocupado pelos escritórios da capital paulista das controladas do grupo, como Braskem, até o fim do ano.

 

Nessa área de negócios, a co-irmã OR, incorporadora do grupo, fará a originação das propriedades. A sinergia ocorre na mão inversa também, à medida que a Properties vai demandar projetos a serem incorporados pela OR. Os empreendimentos serão desenvolvidos no formato de “build to suit” (construção sob medida), em que empresas como WTorre e Racional Engenharia têm uma atuação tradicional no país.

 

Nos próximos dois anos, os projetos da área de propriedades privadas atenderão à demanda, principalmente, da Braskem, da Odebrecht Agroindustrial e da Odebrecht Óleo e Gás. Mas, a intenção é, no médio prazo, estar presente no mercado de locação de propriedades comerciais para qualquer cliente, afirmou o executivo.

 

Atualmente, a vacância está aumentando no mercado de grandes lajes corporativas em São Paulo devido ao elevado volume de entregas de empreendimentos. Daqui a dois anos, quando a Odebrecht Properties passar a disputar, de fato, a demanda pelo segmento, o mercado poderá estar mais equilibrado. Nessa segmento, a empresa vai competir com empresas de renome, como BR Properties, São Carlos Empreendimentos e Participações e Cyrela commercial Properties (CCP).

 

No portfólio do segmento de edificações públicas, a Odebrecht Properties tem projetos por meio de parcerias público-privadas (PPPs) no Porto Maravilha e no Parque Olímpico na cidade do Rio de Janeiro. Com a Prefeitura de Belo Horizonte, a empresa tem empreendimentos já definidos nos quais vai investir e operar em 37 escolas públicas na capital mineira. Outro projeto, em fase de construção, é o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad). A empresa está prospectando outras parcerias com os governos de Pernambuco e São Paulo.

 

Na área de entretenimento, há três ativos: o Complexo Maracanã, no Rio, no qual é dona de 90%, em parceria com a IMX, empresa de Eike Batista, e AEG; a Itaipava Arena Pernambuco, na Região Metropolitana de Recife, com 100%; e Itaipava Arena Fonte Nova, em Salvador. O empreendimento de Salvador é uma sociedade meio a meio com a Construtora OAS. “Vamos buscar maior crescimento potencial dentro de cada ativo, além de novos ativos”, afirmou Amaro. Segundo ele, a realização de um show numa arena da Odebrecht Properties tem de ser “mais competitiva que nos demais estádios”.

 

Amaro diz que não há uma meta de quanto cada um dos três segmentos representará dos negócios da Odebrecht Properties. Engenheiro civil, formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o executivo está no grupo há 25 anos.

 

Cada negócio tem um diretor superintendente. Carla Barretto é diretora da área de propriedades privadas. O diretor de entretenimento é Dênio Cidreira e o de parcerias públicas, Geraldo Villin. Todos eles já faziam parte dos quadros do grupo.

 

Polo Capital aumenta participação na Gafisa

A gestora de recursos carioca agora possui 7,03% da construtora

 

Fonte: Exame.com

 

A gestora de recursos carioca Polo Capital aumentou a participação na construtora Gafisa (GFSA3) para 7,03%, mostra um comunicado enviado ao mercado nesta quinta-feira.

 

Segundo a nota, agora a Polo possui 30,472 milhões de ações ordinárias da empresa paulista.

 

A Polo declara que o objetivo das aquisições é estritamente para investimento e não objetiva a alteração do controle acionário.

 

As ações da Gafisa caíram quase 15% nos últimos cinco dias. O mercado não recebeu bem a venda de 70% da Alphaville para a Blackstone Real Estate e a Pátria Investimentos.

 

As ações da Gafisa têm queda de quase 30% em 2013.

 

Crédito imobiliário cresce 44,3% em abril e soma R$ 8,3 bilhões

O resultado é o maior de 2013 até o momento e o melhor para os meses de abril da série histórica, diz Abecip

 

Fonte: Estadão, 13 jun. 2013

 

SÃO PAULO – O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 8,3 bilhões em abril, crescimento de 44,3% na comparação com igual período de 2012 e 4,6% em relação a março deste ano, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) há pouco. O resultado é o maior de 2013 até o momento e o melhor para os meses de abril da série histórica, iniciada em 1995.

 

No quadrimestre, os financiamentos imobiliários alcançaram o montante de R$ 28,7 bilhões, volume 22,8% superior ao contratado em igual intervalo de 2012. Já, no acumulado de 12 meses (entre maio de 2012 e abril de 2013), os empréstimos para aquisição e construção de imóveis, com recursos das cadernetas de poupança, perfizeram R$ 88,1 bilhões, 8,6% a mais do que nos 12 meses precedentes.

 

Total de imóveis e poupança

 

Em abril, foram financiadas aquisições e construções de 40,7 mil imóveis, crescimento de 6,6% em relação a março e de 25% na comparação com abril do ano passado. No total do quadrimestre, o número de unidades foi 143,7 mil, 4,3% acima do contratado em igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, até abril, foram financiados 459 mil imóveis, decréscimo de 5,6% em relação ao período anterior.

 

Já os depósitos nas cadernetas de poupança superaram os saques em R$ 1,79 bilhão em abril, o melhor resultado para o mês desde 1995. Nos primeiros quatro meses, a diferença entre depósitos e retiradas foi positiva em R$ 9 bilhões, 160% superior ao montante observado no mesmo período do ano passado (R$ 3,45 bilhões). O saldo dos depósitos de poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) atingiu cerca de R$ 405 bilhões, mostrando elevação de 19% em relação ao saldo de abril do ano passado.

 

Com projeto atrasado, parte do Hotel Glória está à venda

 

Eike Batista comprou hotel em 2008 e agora negocia com um novo sócio

 

Fonte: Estadão, 13 jun. 2013

 

Inaugurado em 1922, o tradicional Hotel Glória, na região central do Rio, foi comprado em 2008 pelo empresário Eike Batista, que agora colocou à venda parte do negócio. A REX, braço imobiliário do grupo de Eike, informou que “a empresa está em adiantada negociação com a bandeira hoteleira que entrará como sócia e deverá realizar adaptações no projeto”. Uma grande reforma teve seu pico em 2010, mas depois o ritmo caiu e a obra atrasou.

 

Segundo o cronograma oficial, o início das operações do hotel estava previsto para o primeiro semestre de 2014. Eike recebeu financiamento para a obra de R$ 190 milhões do (BNDES), por meio do programa ProCopa Turismo. No entanto, é improvável que a reforma, nos moldes em que foi anunciada, seja concluída até o início da Copa do Mundo.

 

“A preocupação é grande em relação a um patrimônio da cidade. Espero que, com a venda, o ritmo de obras seja retomado”, disse a diretora cultural do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Cêça Guimaraens.

 

O Hotel Glória não é tombado, mas o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acompanha as obras por causa da proximidade com a Igreja da Glória. “O retrofit na parte interna do hotel é violento, mas a equipe que cuida da restauração da fachada é séria”, acrescentou a arquiteta.

 

Eike também adquiriu um antigo prédio na esquina do Morro da Viúva, na orla do Flamengo, para transformá-lo em hotel de luxo, com 454 quartos, áreas de lazer, lojas, restaurantes, piscina e novos andares de garagem. Além dos dois hotéis, o empresário apresentou ao Iphan um polêmico projeto de revitalização da Marina da Glória, no Aterro do Flamengo, tombado em 1965, que prevê centro de convenções, novas lojas e 600 vagas de estacionamento. Com os três projetos, ele pretendia criar um “triângulo” empresarial na região.

 

O prédio do Hotel Glória foi projetado pelo francês Joseph Gire, também responsável pelo Copacabana Palace e pelo Palácio Laranjeiras, uma das sedes do Governo do Estado. Após a reforma, o nome mudaria para Gloria Palace Hotel. O projeto do primeiro cinco estrelas do País foi encomendado pelo então presidente da República, Epitácio Pessoa, por conta do centenário da Independência do Brasil. Na época, a sede do governo federal ficava no Palácio do Catete, a 1,5 km do hotel.

Assinatura 11e12

 

Mercado Imobiliário 13/06/2013


Justiça barra liberação de 11 torres no Morumbi

 

Para juíza, condomínios residenciais têm mais de 500 vagas de garagem e, por isso, devem fazer obras para melhorar o trânsito na vizinhança

 

Fonte: Estadão, 13 jun. 2013

 

A Justiça determinou que a Prefeitura não conceda o Habite-se a dois condomínios residenciais do Morumbi, na zona sul, até que a construtora apresente à Secretaria Municipal de Transportes um projeto com obras de compensação em ruas da vizinhança pelo tráfego que será causado quando as 11 novas torres estiverem ocupadas.

 

Localizados na Avenida Padre Lebret, perto do Estádio do Morumbi, os Condomínios Menara e Andalus tinham previsão inicial de entrega para agosto e dezembro, respectivamente. Responsável pelos empreendimentos (cujos apartamentos custam a partir de R$ 500 mil), a Cyrela diz que os projetos foram “devidamente aprovados em todos os órgãos públicos” e o atraso é “ocasionado pelo aguardo dos trâmites públicos para emissão do Habite-se”.

 

O Ministério Público entrou com uma ação civil pública contra a construtora em junho do ano passado, alegando que os dois condomínios teriam mais de 500 vagas de garagem cada, o que os incluiria na lei de polos geradores de tráfego. Isso significa que, antes de passar a funcionar, o empreendimento teria de fazer obras no trânsito para diminuir os impactos causados pela circulação de mais carros nas ruas do bairro.

 

Durante o processo, a Cyrela argumentou que não poderia se enquadrar na lei, já que cada um dos condomínios tinha exatamente 499 vagas para estacionamento de carros. A juíza Luiza Barros Rozas, da 6.ª Vara de Fazenda Pública da capital, afirmou que a conta da empresa não levava em conta as vagas para motocicletas, que, segundo ela, também contribuem para piorar o trânsito da cidade.

 

Assim, o Condomínio Menara teria 525 vagas e o Andalus, 529. “A soma de tais vagas excederia o número estabelecido pela lei, de forma que as requeridas (construtoras) teriam de realizar um estudo sobre o impacto de tais obras no tráfego da região”, escreveu a juíza em 3 de junho. A magistrada decidiu, então, dar 60 dias para a Cyrela apresentar o projeto para a Secretaria Municipal de Transportes.

 

Moradores

 

Comprador de um imóvel no Condomínio Menara, o empresário Edison Fadigas de Souza Júnior, de 66 anos, estuda entrar com um processo contra a construtora. “Meu imóvel já está quitado, poderia estar recebendo aluguel por ele, mas ainda não tenho nem previsão de quando será entregue”, disse. “Acho justo que a Prefeitura exija compensações no viário, mas a empresa deveria pensar nisso antes.”

 

Processar a construtora e a incorporadora pelo atraso é um direito dos compradores, segundo o advogado Alexandre Jamal Batista, presidente da Comissão de Estudos de Direito Imobiliário do Instituto dos Advogados de São Paulo. “Passados os 180 dias que a empresa coloca no contrato como carência, é certo que o morador pode pedir uma reparação por danos materiais. Em alguns casos, até por danos morais, como alguém que adiou o casamento, por exemplo”, afirmou.

 

Ministério Público apurou mudança na planta dos prédios

 

Fonte: Estadão, 13 jun. 2013

 

O Condomínio Andalus esteve no meio de outra polêmica recente. Em junho de 2012, o Ministério Público abriu um inquérito para apurar uma mudança na planta, que teria sido aprovada após o Metrô ter feito estudos sobre o traçado da Linha 17-Ouro. O empreendimento recebeu o alvará de execução em 14 de novembro de 2009, antes de o traçado ser definido. O Metrô usou a planta para fazer o projeto, que foi divulgado em 2010. Nesse traçado, apenas uma pequena área de cerca de 13 metros de largura seria desapropriada. Durante o processo, houve uma mudança nas plantas, o que exigiria a desapropriação de uma torre inteira. A Cyrela informou que “não foi notificada de qualquer desapropriação nas áreas onde os edifícios estão localizados”.

 

PDG sobe com sinal de apoio da Vinci

 

Fonte: Valor, 13 jun. 2013

 

As ações da incorporadora PDG lideraram as altas do Ibovespa ontem, por conta da avaliação do mercado de que a Vinci Partners está aumentando a exposição às ações da empresa também por meio de seus sócios. Essa iniciativa é enxergada pelos investidores como uma forte demonstração de confiança no negócio, que passa por uma reestruturação. As ações da PDG subiram 8,70%, para R$ 2,25. Negociaram R$ 191,3 milhões, o dobro da média diária registrada neste ano.

 

Na semana passada, a Vinci Equities Gestora de Recursos declarou que havia alcançado participação de 5,09% na PDG, ou 68,159 milhões de ações, após compras em bolsa. A Vinci possui outros 9% da PDG por meio de seu fundo de investimentos em participações, fatia alcançada após aumento de capital realizado no ano passado.

 

A PDG divulgou que membros de seu conselho de administração compraram R$ 205 milhões ou 86,698 milhões de ações da companhia em maio. A fatia de conselheiros na empresa subiu de 1,54% para 7,98%.

 

O mercado, então, associou as informações, já que dois sócios da Vinci, Alessandro Horta e Gilberto Sayão, estão no conselho de administração da PDG. O Valor apurou que a maior parte das compras foi comandada por Sayão, que aportou recursos em fundos da própria Vinci. A gestora não deu entrevista.

 

Na metade de 2012, a Vinci chamou um aumento de capital na PDG, em um momento em que a companhia enfrentava dificuldades operacionais e também algum questionamento no mercado por ser uma empresa de controle pulverizado, que não contava com os olhos de um dono para o negócio. A operação marcou a volta da Vinci ao quadro societário da PDG com percentual relevante. A gestora também indicou o executivo Carlos Piani para comandar a empresa.

 

Na ocasião, a Vinci optou pelo aumento de capital e não pela compra de ações em bolsa pois aquela seria uma maneira de capitalizar a PDG. Agora, um ano depois, envia ao mercado um novo sinal de confiança no negócio, avaliam investidores. E percepção de que a empresa voltou a ter acionistas que acompanham muito de perto o negócio agrada ao mercado. Além da Vinci, possuem posições relevantes na empresa o Goldman Sachs (5,70%); e a gestora de recursos Skopos (5,09%) – Pedro Cerize, sócio da Skopos, passou a integrar o conselho de administração da PDG após assembleia em abril.

 

MRV fez recompra de 500 mil ações nesta semana

 

Fonte: Valor, 13 jun. 2013

 

A MRV Engenharia recomprou 500 mil ações, nesta semana, com recursos de sua geração de caixa. A recompra foi a primeira do ano feita pela companhia e correspondeu ao preço médio de R$ 6,12, no total de R$ 3,06 milhões, conforme a diretora executiva de relações com investidores da MRV, Mônica Simão.

 

A decisão de recomprar ações da MRV resultou da desvalorização dos papéis da companhia, segundo a executiva. No fechamento de ontem da BM&FBovespa, os papéis da incorporadora acumulavam queda de 18,35%, em 30 dias, e de 45,27% no ano. As ações fecharam cotadas a R$ 6,31, com alta de 1,12%.

 

Não há meta de quanto mais a MRV irá recomprar de ações, mas a avaliação é que existe uma oportunidade, de acordo com a diretora de relações com investidores, em função do “preço defasado” dos papéis. “A MRV vai continuar ativa no programa de recompra”, disse.

 

No primeiro trimestre, a MRV gerou caixa de R$ 62 milhões. A prioridade da destinação dos recursos da geração de caixa continua sendo a redução da alavancagem, segundo a executiva.

 

No fim de março, a relação entre dívida líquida e patrimônio líquido da MRV estava em 38,3%. A intenção, conforme a diretora, é reduzir esse patamar para 30%. “Acreditamos que isso ocorrerá em 12 a 18 meses”, afirma.

 

A quantidade máxima de ações que pode ser recomprada no programa em vigor – iniciado no começo de 2012 – é de 16,07 milhões. Até terça-feira, o total recomprado chegou a 6,84 milhões. O saldo de ações a serem recompradas é de 9,23 milhões.

 

Eike Batista coloca Hotel Glória à venda

 

Fonte: Valor, 13 jun. 2013

 

O Grupo EBX, do empresário Eike Batista, colocou à venda o Hotel Glória, no Rio de Janeiro. O tradicional hotel carioca foi adquirido em 2008 pela EBX por R$ 80 milhões. Em 2010, o grupo iniciou reformas no empreendimento, o rebatizou de Glória Palace e o integrou à REX, empresa do segmento imobiliário da EBX.

 

Oficialmente, desde o início do ano, o grupo procurava um parceiro para operar o Glória. Como até o momento não fechou negócio, optou por colocá-lo à venda, apurou o Valor PRO. A EBX informou ontem que “está em adiantada negociação com a bandeira hoteleira que entrará como sócia e deverá realizar adaptações no projeto do Glória Palace”. Sobre informações de que as obras estariam sendo paralisadas, afirma que “o estágio atual da obra está focado na estrutura e término de fundações”.

 

Uma pessoa próxima às negociações afirma que não há hoje conversas em estágio avançado para a venda, que deverá se realizar a preço de “custo mais um prêmio”. Segundo essa fonte, a nova orientação é para a venda do hotel, no entanto, em se tratando da alta volatilidade do Grupo X, “tudo pode mudar a qualquer momento”.

 

Grupos construtores de hotéis já chegaram a ser sondados. O maior problema, segundo um dos executivos consultados, é precificar o hotel. “É um empreendimento de alto padrão numa praia que ninguém pode frequentar”, diz. As reformas da Marina da Glória, que fica próxima ao empreendimento e seria transformada num Centro de Convenções pela própria EBX, poderia viabilizar o hotel. Mas o grupo vem encontrando dificuldades para implementar as obras. O primeiro projeto foi retirado pela companhia após manifestações contrárias do Ministério Público e o segundo foi rejeitado pelo Iphan-RJ (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

 

Fontes ouvidas pelo Valor afirmaram que as obras estão sendo paralisadas e cerca de 300 operários seriam dispensados. “É uma mão-de-obra especializada em alto padrão, em recuperar detalhes, não são fáceis de recontratar”, lamenta um construtor.

 

No início do ano, o grupo fez circular informações de que estava prestes a fechar negócio com uma grande administradora de hotéis, a Four Seasons. No entanto, a rede negou e um executivo do grupo hoteleiro disse ao Valor que as negociações nunca chegaram a avançar. Outra rede que chegou a olhar o negócio foi a Starwood.. Eike também tinha intenção de criar uma administradora de hotéis, para inicialmente dirigir o Glória e o prédio que também estava reformando a duas quadras do hotel.

 

Em 2010, a REX pegou um financiamento de R$ 146,5 milhões com o BNDES, na linha Pró-Copa Turismo, para a reforma, prevista para terminar em 2011. Mas por longos períodos as obras ficaram paradas. O novo prazo dado pelo grupo foi o primeiro semestre deste ano, ainda a tempo de abrir para a Copa das Confederações, que começa no sábado. Atualmente, no entanto, só 30% da construção foi feita e previsão era de que a obra terminasse em 2015, após a Copa do Mundo. Em meados de 2012, a empresa pleiteou e recebeu mais R$ 44,1 milhões do mesmo programa e agora tem R$ 190,6 milhões disponíveis. O BNDES não revela quanto já foi liberado.

 

A reforma prevista pelo grupo de Eike Batista iria reduzir o número de quartos a 231.

 

O Hotel Glória foi inaugurado em 1922, para o centenário da Independência do Brasil. Na época foi o mais luxuoso do país, o primeiro a ter banheiro e telefone nos quartos, cassino e um teatro. Com o tempo, o projeto do francês Jen Gire (o mesmo do Copacabana Palace e do Palácio Laranjeiras), acabou se perdendo em meio a reformas e à construção de um anexo.

 

Em 2005, o hotel foi tombado. No entanto, o grupo REX não preservou seis painéis pintados em 1960, pelo ceramista português João Martins. Todos foram destruídos durante a reforma, que só preservou as paredes da fachada. Na época o grupo explicou que os ladrilhos estava presos ao concreto e não puderam ser retirados.

Assinatura 11e12

 

 

 

Mercado Imobiliário 12/06/2013


Setor imobiliário tem melhor abril desde 2004, diz Secovi

A venda de imóveis cresceu 73,8% em relação a abril de 2012.

 

Fonte: Meta Análise, 12 jun. 2013

 

O mercado de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo registrou os melhores resultados em vendas para o mês de abril desde 2004.

 

O Secovi-SP registrou venda de 3.488 ante 2.007 imóveis em abril do ano passado. O aumento é de 73,8%. Em relação a março, as vendas foram 14,7% inferiores. O resultado mais próximo ao de abril deste ano ocorreu em 2010, quando o volume vendido atingiu 3.236 imóveis.

 

Considerando os números em VGV (Valor Global de Vendas), as vendas totalizaram R$ 1,75 bilhão e foram 84,3% superiores ao VGV de abril de 2012.

 

A Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) apurou o lançamento de 2.716 unidades, o que também significou o maior volume lançado em abril desde 2004.

 

O primeiro quadrimestre de 2013 acumulou vendas totais de 10.350 unidades, com alta de 39,7% em relação ao mesmo período de 2012 (7.407 imóveis). Os lançamentos totalizaram 8.037 unidades, um crescimento de 51,1% diante das 5.319 unidades lançadas de janeiro a abril de 2012.

 

A Região Metropolitana de São Paulo, no primeiro quadrimestre, registrou a comercialização de 16.299 unidades, das quais 63,5% só na Capital. Os lançamentos no período somaram 12.077 imóveis, sendo 8.037 unidades na capital paulista.

 

De acordo com o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, os resultados superaram as expectativas.

 

Já segundo Emílio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato, a dinâmica do mercado no ano não deverá acompanhar os resultados acumulados no período de janeiro a abril. “É bom lembrar que a oferta de novas unidades dependerá do ritmo de aprovação de plantas. O setor ainda esbarra em questões como a dúvida sobre a reposição ou não de projetos aprovados e quanto às condições para a viabilização de novos empreendimentos dentro da legislação urbanística em vigor na cidade”, afirma Kallas.

 

Venda de imóveis novos sobe 40% até abril em SP

Total de unidades lançadas avança 51%; para setor, movimento tende a ser pontual

 

Fonte: Folha, 12 jun. 2013

 

As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo cresceram 39,7% nos primeiros quatro meses do ano em relação ao mesmo período de 2012, segundo o Secovi-SP (sindicato das construtoras).

 

De acordo com o balanço, foram comercializadas 10.350 unidades no primeiro quadrimestre deste ano –73% delas nos meses de março e abril.

 

O total de unidades lançadas também subiu. Passou para 8.037, alta de 51%, segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio). O preço do metro quadrado acompanhou o movimento, com elevação de 22% no primeiro quadrimestre deste ano, para R$ 7.982.

 

Apesar do crescimento nas vendas, Luiz Paulo Pompeia, presidente da Embraesp, diz que o resultado tende a ser pontual. “Os juros subiram, a inflação está alta, o que atrai menos os compradores. O movimento não deve se repetir.”

 

João da Rocha Lima Jr., coordenador do núcleo de mercado imobiliário da Poli-USP, afirma que a expansão é resultado de empreendimentos lançados com grande número de unidades.

 

Grupo Pão de Açúcar entra em shoppings

Fonte: Valor, 12 jun. 2013

 

O Grupo Pão de Açúcar entra oficialmente amanhã numa nova área de atuação, o segmento de shopping centers de pequeno porte, com a abertura do primeiro “shopping de vizinhança” da companhia, localizado num antigo terreno da empresa, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Pertencente ao portfólio do braço de negócios GPA Malls & Properties, o empreendimento ocupa uma área bruta locável de 12,5 mil m2 e começa a funcionar com 40 lojas de redes como Centauro, Alô Bebê, Pet Center Marginal, além de um supermercado Pão de Açúcar. O investimento atinge R$ 40 milhões. Foi criada uma marca para os shoppings do grupo chamada Conviva – no Rio, o empreendimento chama-se Conviva Américas (está sediado na avenida das Américas).

 

Uma mudança estratégica levou o Casino, controlador da companhia e operador de shoppings na Tailândia, a investir nesse modelo de operação, e interromper o plano anterior. No projeto mantido até meados do ano passado, havia permuta de parte dos terrenos, onde estão supermercados e hipermercados, para construtoras de imóveis residenciais e comerciais. Três terrenos foram negociados nessas condições. “Ao se desfazer de uma área para construção de prédios pela permuta, você recebe uma receita uma única vez, não há ganho com locação. Quando abrimos shoppings, a empresa rentabiliza aquele espaço sempre, a receita não se esgota”, disse Alexandre Vasconcellos, diretor-geral do GPA Malls & Properties, responsável pela gestão dos ativos imobiliários do grupo desde 2009.

 

O Pão de Açúcar, na área de supermercados, hipermercados e atacado, soma 693 lojas e 1,5 milhão de m2 de área. O GPA Malls foi criado para buscar projetos de exploração desses espaços e já vinha discutindo internamente, anos atrás, a ideia de criar shoppings, mas o projeto não havia avançado até o momento. No formato atual, no Rio, o supermercado Pão de Açúcar ocupa cerca de 20% da área, e no entorno, estão os pontos de venda âncoras e satélites, além da praça de alimentação. É um empreendimento horizontal, de um único piso.

 

Ainda pesou na decisão de abrir shoppings de vizinhança o efeito imediato das altas margens do negócio nos resultados do grupo. As maiores empresas abertas de shoppings no Brasil operam com margens Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação) superiores a 70%. Na BRMalls, a maior companhia do setor, a taxa foi a quase 77% no primeiro trimestre. É uma margem gigantesca se comparada com índice do varejo alimentar, que atingiu 7% no GPA de janeiro a março. Atualmente, a margem Ebitda do GPA Malls está um pouco abaixo de 40%. “Ainda há muito a se ganhar ao compararmos com a taxa média das grandes empresas do mercado”, diz Vasconcellos.

 

Na outra ponta, para que o negócio avance, será preciso crescer contendo gastos. Shopping é uma operação que exige altas somas de investimento e tem algumas despesas operacionais pesadas, como energia e mão de obra (como já é no varejo) – levando, inclusive, grandes companhias do setor a reforçar aos investidores recentemente que estão atentas a essa linha do balanço. Em 2012, o GPA Malls gerou R$ 153 milhões em receita bruta de vendas. Não há dados de 2011 e a empresa não informa se a operação registra lucro.

 

“O risco de operação deles é menor, porque são shoppings pequenos. Se for bem localizado e tiver demanda, é um empreendimento que se paga num prazo médio do mercado”, disse Mauricio Morgado, sócio da Morgado & Vitelli Consultoria.

 

Para que o projeto evoluísse, o comando do GPA Malls visitou as operações do Casino na Tailândia, onde a empresa opera galerias de lojas mais populares. Algumas ideias vieram desse contato. A equipe brasileira também foi reforçada, passando de cerca de 100 pessoas alguns meses atrás para 170 funcionários.

 

Há perspectivas de aberturas de empreendimentos do Conviva em São Paulo e Minas Gerais em moldes semelhantes ou menores que o do Rio. Pelos cálculos da empresa, a ideia é que a cada 1 m2 de supermercado instalado na área, haverá 1 m2 de lojas instaladas. A ideia é ter empreendimentos do Conviva de 7 mil m2 a 12 mil m2 de área. “Em municípios com 80 mil habitantes podemos levar galerias abertas que se adaptam bem a cidades menores. Há vários modelos possíveis, só depende da cidade”.

 

Redes como Colombo e Barred’s, Bob’s e Burger King já fecharam parceria com o grupo. No Conviva Americas, a Centauro terá um ponto de 3 mil m2, unidade considerada “loja conceito” da rede na cidade. O ponto do Pet Center Marginal será a primeira loja da rede no Rio Assim como ocorre nos grandes shoppings, as lojas fecham contratos padrão com o GPA Malls, que envolvem o pagamento de aluguel mínimo, luvas (espécie de adiantamento pago ao locador), entre outras obrigações.

 

O GPA Malls prevê adicionar 40 mil m2 a seus projetos no setor imobiliário este ano, incluindo shoppings, e mais 100 mil m2 em 2014. Esse número vai se somar aos atuais 190 mil m2 de área bruta locada pela empresa hoje.

 

Assinatura 11e12

Mercado Imobiliário 11/06/2013


Minha Casa, Minha Vida entregou 1,2 milhão de moradias até abril de 2013

Desde 2011, foram contratados R$ 178,7 bilhões para aquisição, reforma ou construção de novas moradia

 

Fonte: Exame.com, 10 jun. 2013

 

O financiamento habitacional corresponde a 32% dos R$ 557,4 bilhões em investimentos de infraestrutura logística, social e urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) até junho de 2013. Desde 2011, foram contratados R$ 178,7 bilhões para aquisição, reforma ou construção de novas moradias. Segundo o governo, que apresentou hoje (10) o sétimo balanço do PAC 2, o valor é 35% maior que o previsto para o período e beneficiou mais de 1 milhão de famílias.

 

Dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida foram entregues 1,2 milhão de moradias até abril de 2013, para 4,2 milhões de brasileiros. De acordo com o governo, mais de 1,5 milhão de unidades habitacionais foram contratadas e, até 2014, a previsão é que 2,4 milhões de moradias sejam contratadas em todo o país.

 

O PAC 2 contratou 470 projetos na área de urbanização de assentamentos precários, atendendo a 566 mil famílias de 374 municípios, com investimentos de R$ 8,9 bilhões. Desse total, 34% já estão em obras. Entre 2007 e 2009, foram contratadas 3.309 empreendimentos, ao custo de R$ 19,6 bilhões, com 61% de execução.

 

No Eixo Água e Luz para Todos, o PAC 2 resultou em 390 mil ligações de luz elétrica, atendendo a 1,56 milhão de pessoas que vivem no campo, em assentamentos da reforma agrária, aldeias indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas. De acordo com o governo, quase 40% dessas pessoas são beneficiárias do Programa Brasil Sem Miséria.

 

Nas áreas urbanas, o programa selecionou, desde 2011, 713 empreendimentos para execução de obras de abastecimento. De acordo com o balanço apresentado hoje, o valor total de investimentos chegará a R$ 9,7 bilhões e 41% dos projetos estão contratados. Ao todo, serão beneficiados 625 municípios de 26 estados e o Distrito Federal.

 

O PAC Prevenção contratou 85% dos R$ 2,7 bilhões em 188 empreendimentos voltados ao abastecimento de água nos dez estados afetados pelos efeitos da estiagem. As obras serão executadas em parceria com estados e municípios.

 

Dentro do Eixo Comunidade Cidadã, que prevê investimentos em áreas sociais, como saúde, educação, esporte, cultura e lazer destinados à população dos centro urbanos, foi contratada a construção ou ampliação de 7.557 unidades básicas de Saúde em 2.776 municípios de todos os estados, ao custo de R$ 1,1 bilhão. Cerca de 15% das obras já foram concluídas e 28% estão em andamento. Com R$ 469 milhões investidos, também foram contratadas 269 unidades de Pronto-Atendimento, que, segundo o governo, oferecerão serviços de saúde a 33 milhões de pessoas.

 

O PAC 2 contratou a construção de 3.123 creches e pré-escolas em 1.606 municípios de todos os estados, com investimentos de R$ 3,6 bilhões. Metade das obras está em andamento ou concluída. Com o término da construção de todas as creches, a estimativa é que meio milhão de crianças sejam atendidas. A previsão para a conclusão das obras é 30 meses para cada unidade e a maioria delas deve ficar pronta no próximo ano. O governo informou que trabalha para a redução desse prazo. A construção de creches e escolas é uma das principais bandeiras da presidenta Dilma Rousseff na área de educação.

 

A construção de quadras esportivas escolares conta com investimentos de R$ 1,7 bilhão em 4.574 obras localizadas em 1.731 municípios de 26 estados. As quadras devem beneficiar 3,6 milhões de alunos.

 

Financiamento para habitação puxa investimentos do PAC

 

Do total de R$ 557 bilhões investidos no governo Dilma, metade se refere a crédito habitacional e ao Minha Casa, Minha Vida

 

Fonte: Estadão, 11 jun. 2013

 

O governo anunciou ontem que o Programa de Aceleração de Crescimento 2 (PAC 2) recebeu, desde o início do mandato de Dilma Rousseff, R$ 557 bilhões em investimentos, o que significa 56,3% do total previsto até o final de 2014. A cifra inclui tanto investimentos públicos quanto das empresas privadas e estatais.

 

Desse total, a maior parte, R$ 225,1 bilhões, se refere à habitação, sendo R$ 178,8 bilhões em financiamentos habitacionais e R$ 46,3 bilhões do Minha Casa, Minha Vida. Em seguida vêm as estatais, com investimentos de R$ 152,2 bilhões, e o setor privado, com R$ 113,9 bilhões.

 

As obras efetivamente prontas desde o início do governo Dilma tiveram investimentos de R$ 388,7 bilhões. Segundo o Ministério do Planejamento, esse resultado é 18,4% superior em relação ao último balanço, em dezembro, cujo valor divulgado foi de R$ 328,2 bilhões. De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, a situação das ações monitoradas do PAC 2 mostra que a maioria das obras está em situação adequada.

 

Orçamento. Do início de janeiro até o dia 6 de junho, o governo havia empenhado apenas um terço das verbas do Orçamento reservadas para o PAC neste ano. O empenho corresponde à primeira etapa do gasto público, e ocorre quando o dinheiro é reservado para pagar determinado contrato. Elas somaram R$ 19,3 bilhões, para um total disponível de R$ 60,6 bilhões, segundo o balanço divulgado ontem.

 

As etapas de obras concluídas e pagas neste período somaram R$ 18,7 bilhões, dos quais apenas R$ 2,9 bilhões, ou 4,8%, correspondem a verbas do Orçamento deste ano. O restante são os chamados restos a pagar, ou seja, serviços contratados em anos anteriores que só foram concluídos e pagos agora.

 

“Esse um terço não me preocupa”, disse Miriam Belchior. Ela explicou que, pela dinâmica do gasto público, os volumes de empenhos crescem mais no segundo semestre. Além do mais, medidos em reais, o volume de recursos disponíveis e também os empenhados são maiores que nos anos anteriores. “Estamos recuperando o tempo perdido, mas não podemos ser cobrados para fazer em seis anos o que não fizeram em 30.”

 

Entre as obras monitoradas do PAC, o Trem de Alta Velocidade (TAV) teve seu leilão confirmado para 19 de setembro. Já o asfaltamento da BR-163, na Região Norte – tido como a grande esperança para desafogar os portos do Sul e Sudeste, por facilitar o transporte de carga para os portos da região -, só ficará pronto em dezembro de 2015, informa o balanço. Anteriormente, o prazo era o final deste ano.

 

“Esse deve ser o prazo de toda a obra, mas vamos entregar em etapas”, disse o ministro dos Transportes, César Borges. Ele explicou que, por se tratar da Região Amazônica, as obras são interrompidas no período chuvoso, que vai de setembro a junho. O presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Jorge Fraxe, disse ao Estado que visitará a obra daqui a dez dias. “Vou apertar as empreiteiras.”

 

Minha Casa, Minha Vida entregou moradias a 4,2 milhões de brasileiros até abril deste ano

 

Fonte: Agência Brasil, 10 jun. 2013

 

O financiamento habitacional corresponde a 32% dos R$ 557,4 bilhões em investimentos de infraestrutura logística, social e urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) até abril de 2013. Desde 2011, foram contratados R$ 178,7 bilhões para aquisição, reforma ou construção de novas moradias. Segundo o governo, que apresentou hoje (10) o sétimo balanço do PAC 2, o valor é 35% maior que o previsto para o período e beneficiou mais de 1 milhão de famílias.

Dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida foram entregues 1,2 milhão de moradias até abril de 2013, para 4,2 milhões de brasileiros. De acordo com o governo, mais de 1,5 milhão de unidades habitacionais foram contratadas e, até 2014, a previsão é que 2,4 milhões de moradias sejam contratadas em todo o país.

 

O PAC 2 contratou 470 projetos na área de urbanização de assentamentos precários, atendendo a 566 mil famílias de 374 municípios, com investimentos de R$ 8,9 bilhões. Desse total, 34% já estão em obras. Entre 2007 e 2009, foram contratadas 3.309 empreendimentos, ao custo de R$ 19,6 bilhões, com 61% de execução.

 

No Eixo Água e Luz para Todos, o PAC 2 resultou em 390 mil ligações de luz elétrica, atendendo a 1,56 milhão de pessoas que vivem no campo, em assentamentos da reforma agrária, aldeias indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas. De acordo com o governo, quase 40% dessas pessoas são beneficiárias do Programa Brasil Sem Miséria.

 

Nas áreas urbanas, o programa selecionou, desde 2011, 713 empreendimentos para execução de obras de abastecimento. De acordo com o balanço apresentado hoje, o valor total de investimentos chegará a R$ 9,7 bilhões e 41% dos projetos estão contratados. Ao todo, serão beneficiados 625 municípios de 26 estados e o Distrito Federal.

 

O PAC Prevenção contratou 85% dos R$ 2,7 bilhões em 188 empreendimentos voltados ao abastecimento de água nos dez estados afetados pelos efeitos da estiagem. As obras serão executadas em parceria com estados e municípios.

 

Dentro do Eixo Comunidade Cidadã, que prevê investimentos em áreas sociais, como saúde, educação, esporte, cultura e lazer destinados à população dos centro urbanos, foi contratada a construção ou ampliação de 7.557 unidades básicas de Saúde em 2.776 municípios de todos os estados, ao custo de R$ 1,1 bilhão. Cerca de 15% das obras já foram concluídas e 28% estão em andamento. Com R$ 469 milhões investidos, também foram contratadas 269 unidades de Pronto-Atendimento, que, segundo o governo, oferecerão serviços de saúde a 33 milhões de pessoas.

 

O PAC 2 contratou a construção de 3.123 creches e pré-escolas em 1.606 municípios de todos os estados, com investimentos de R$ 3,6 bilhões. Metade das obras está em andamento ou concluída. Com o término da construção de todas as creches, a estimativa é que meio milhão de crianças sejam atendidas. A previsão para a conclusão das obras é 30 meses para cada unidade e a maioria delas deve ficar pronta no próximo ano. O governo informou que trabalha para a redução desse prazo. A construção de creches e escolas é uma das principais bandeiras da presidenta Dilma Rousseff na área de educação.

 

A construção de quadras esportivas escolares conta com investimentos de R$ 1,7 bilhão em 4.574 obras localizadas em 1.731 municípios de 26 estados. As quadras devem beneficiar 3,6 milhões de alunos.

 

Integritate Real Estate inicia novo ciclo de investimentos

Fonte: Valor, 11 jun. 2013

 

A Integritate Real Estate está dando início a novo ciclo de investimentos, com R$ 435 milhões direcionados para projetos de escritório comerciais, galpões e “power centers”. Esses investimentos já estão definidos, apesar do menor crescimento da economia brasileira, que leva a Integritate a ser mais rigorosa na seleção dos produtos e locais em que irá desenvolver produtos ou realizar obras de retrofit (reforma), segundo o principal acionista da empresa, Luís Fernando Davantel.

 

A Integritate Real Estate obtém receita por meio da locação dos ativos. Em função dos preços elevados de terrenos, a empresa tem buscado desenvolver projetos que possam “enobrecer” as áreas, segundo Davantel. Como resultado, alguns terrenos que seriam, inicialmente, destinados a galpões passaram a ser, na totalidade ou parcialmente, direcionados a “power centers” verticalizados, com edifícios-garagem.

 

O executivo conta que, geralmente, os “power centers” têm, no Brasil, formato horizontal, com lojas de 5 mil m2 a 10 mil m2, ocupadas por número reduzido de grandes varejistas. Para aproveitar melhor os terrenos, a Integritate Real Estate vai desenvolver empreendimentos verticais, que possibilitem a locação de área bruta locável (ABL) maior.

 

Em área da rodovia Raposo Tavares, nas proximidades da capital paulista, a empresa fará “power center” e galpões. Está previsto empreendimento que inclui escritórios e esse formato de projeto para varejo em Jandira (SP). Na Barra Funda, bairro da zona oeste de São Paulo, e em São José dos Campos, a Integritate também vai desenvolver “power centers”.

 

No segmento de prédios corporativos, a aposta da Integritate é nos mercados do Rio de Janeiro e de Santos, de olho na potencial ocupação dos escritórios por fornecedores de grandes empresas, como Petrobras. Os prazos máximos considerados pela empresa para o segmento são de seis meses para aprovação de projetos e dois anos de obra. A maior atuação é em retrofit de imóveis.

 

Do total de R$ 435 milhões de investimentos previstos, R$ 250 milhões serão direcionados para power centers e edifícios-garagem, R$ 75 milhões para galpões, R$ 70 milhões para compra de terrenos e R$ 40 milhões para retrofit. A maior parte das obras do novo ciclo de investimentos terá início no segundo semestre. Todas as entregas estão previstas para até o começo de 2015. “A partir daí, o nível de incerteza da economia é muito grande”, conta Davantel.

 

A Integritate Real Estate faz 20% dos desembolsos em cada investimento. O restante é obtido no mercado de capitais, por meio de fundos de investimento imobiliário (FIIs), fundos de investimento em participações (FIPs), certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e cédulas de crédito imobiliário (CCIs). O aporte feito pela própria Integritate corresponde, grosso modo, à compra dos terrenos.

 

Todas as obras são erguidas pela Carbone Construtora. A Integritate pode atuar no formato de “build to suit”, ou seja, de construção sob medida. A empresa não desenvolve projetos residenciais.

 

Outro braço da Integritate é a Integritate Participações, que cria negócios para posterior venda. Uma das empresas criadas pela Integritate Participações é a Pólo Saneamento Ambiental, com atuação em tratamento de efluentes, em São José dos Campos (SP). A Integritate Participações possui 100% da Pólo.

 

Há também uma empresa de gestão de estacionamentos e sinalização de vagas, da qual a Integritate Participações tem 51%.

 

A Integritate Participações possui ainda 100% da Global Lighting, empresa que importa lâmpadas por indução magnética da LVD China em parceria com a LVD Brasil. Está em avaliação a criação de uma nova empresa que pode substituir a LVD Brasil, da qual a Integritate teria 51% de participação.

Assinatura 11e12

 

Mercado Imobiliário 10/06/2013


Gafisa cai 10% após venda da Alphaville

Fonte: Valor, 10 jun. 2013

 

As ações da Gafisa aprofundaram as quedas perto do fim do pregão de sexta-feira e fecharam com desvalorização de 10,3%, cotadas a R$ 3,65, na esteira do anúncio de venda de 70% da Alphaville Urbanismo, por R$ 1,4 bilhão, para um bloco formado por Blackstone e Pátria Investimentos.

 

A ação entrou em leilão – quando os negócios são interrompidos após fortes oscilações, para cima ou para baixo – duas vezes no dia. A primeira foi no início do pregão, às 10 horas, por forte pressão compradora. A segunda, às 12h30, por forte pressão vendedora.

 

A cotação mínima registrada no dia foi de R$ 3,63, praticamente o mesmo preço de fechamento. O papel não atingia valor tão baixo desde outubro de 2012.

 

O otimismo quanto à venda da Alphaville não foi suficiente para ofuscar o mau humor do mercado. A visão dos bancos é que, apesar de ser muito bom para a saúde financeira da incorporadora no curto prazo, ainda há desafios grandes para a administração da empresa, o que diluiria o efeito da operação a longo prazo.

 

O Bank of America Merrill Lynch (BofA) fez relatório aos clientes no qual lembra que o grupo terá de rever seus lançamentos. Com a perda de 70% da Alphaville, o nível de projetos cai de R$ 2,7 bilhões para cerca de R$ 1,5 bilhão. “Isso pode levantar a preocupação sobre como ela vai usar o caixa recebido na venda”, afirmaram Guilherme Vilazante, Carlos Peyrelongue e Daniel Gasparete.

 

Segundo eles, os investidores querem uma resposta clara da Gafisa quanto a geração de caixa.

 

O J.P. Morgan concorda com a opinião do BofA, já que as previsões de desempenho operacional da empresa não são das melhores. Após a transação, o banco estima que, em alguns múltiplos, o preço da ação da construtora estaria no mesmo nível de suas principais concorrentes, PDG Realty e Rossi Residencial.

 

Para Marcello Milman e Gustavo Cambauva, do BTG Pactual, a “nova Gafisa” – que reúne o grupo principal, 30% da Alphaville e a Tenda – é mais atrativa, mas o problema é que sua força para gerar lucratividade é bem reduzida. “Tanto Gafisa como Tenda vêm apresentando prejuízo”, ressaltaram.

 

Além disso, o fato de a companhia ter mantido 30% do projeto pode preocupar. Isso significa que menos recursos vão entrar com a alienação, ou, como disse o BofA, “menos poder de convencimento aos acionistas”, e que a Gafisa não terá influência suficiente na Alphaville, já que perdeu o controle.

 

Em meio a pontos positivos e negativos, no geral, a visão dos bancos não mudou tanto. O BTG permaneceu com sua recomendação neutra e preço-alvo de R$ 4,40 em 12 meses, e o BofA, indicando compra com preço-alvo de R$ 9. Credit Suisse e J.P. Morgan também comentaram o negócio sem alterar estimativas.

 

Com venda de Alphaville, foco da Gafisa fica só na parte operacional

 

Fonte: Valor, 07 jun. 2013

 

O foco da Gafisa será concentrado no operacional daqui para frente e não mais dividido com a questão financeira, segundo o presidente da companhia, Duilio Calciolari.

 

A Gafisa vendeu 70% de Alphaville Urbanismo para as empresas de private equity Blackstone e Pátria Investimentos por R$ 1,409 bilhão. Os recursos da venda entrarão no caixa da companhia em 90 dias.

 

Em 60 dias, a Gafisa fará o pagamento de R$ 366,7 milhões correspondentes a 20% do capital social de Alphaville aos antigos donos da empresa de loteamentos.

 

De acordo com Calciolari, o impacto da venda no balanço da companhia ocorrerá no fim do terceiro trimestre ou início do quarto. A operação, nota, permitirá que a relação entre dívida líquida e patrimônio líquido da Gafisa caia para algo entre 50% e 60%. No primeiro trimestre, essa relação ficou em 94%.

 

Os recursos que entrarem no caixa da Gafisa serão destinados à distribuição de dividendos aos acionistas e pagamento de dívidas, além da compra de terrenos. “A alocação dependerá do ambiente, das oportunidades de investimento e do preço da ação”, observa o presidente da companhia.

 

Segundo ele, a Gafisa começará a traçar, agora, o plano estratégico para o período de 2014 a 2018.

 

Quem são os novos donos da Alphaville, a joia da Gafisa

Saiba mais sobre o fundo de investimento brasileiro Pátria e o gigante Blackstone – e entenda por que a empresa de loteamento foi parar nas mãos deles

Fonte: Exame.com

 

O tão aguardado desfecho do destino da Alphaville, considerada a joia da Gafisa por seu potencial de crescimento, foi anunciado hoje: a construtora comprou os 20% de participação remanescente na companhia com ajuda financeira do Pátria Investimentos e Blackstone. Por sua vez, os dois fundos de investimentos ficaram com 70% da empresa de loteamento.

 

Mas, afinal, quem são os novos donos da Alphaville e o que esperam da companhia?

 

Para começar, os fundos não são especializados no ramo de construção, nem trabalharão diretamente na Alphaville – a empresa de loteamentos segue gerida pela Gafisa, até segunda ordem. E isso não é nem de longe uma preocupação, já que o foco delas está num nicho um pouco mais amplo: a compra e venda de companhias que tenham tradição e potencial suficiente para multiplicar dinheiro.

 

Donos do dinheiro

A americana The Blackstone Group é um dos maiores fundos de private equity do mundo, responsável pela gestão de 218 bilhões de dólares em ativos. A companhia é capaz de fazer investimentos tão ambíguos como os 2,7 bilhões de dólares pagos, em 2009, pelos parques temáticos da cervejaria ABInBev, que incluem os três SeaWorld, e a quase compra da Dell por 24 bilhões de dólares, negociada em abril.

 

Fundada em 1985 por Stephen Schwarzman, presidente da empresa até 2008, o fundo tem sua sede cravada na região Park Avenue, em Manhattan, conhecida por reunir alguns dos maiores do setor no mundo. Conta com 1.800 funcionários em 24 escritórios em vários países, além das 730.000 pessoas empregadas pelas empresas que possui em seu portfólio.

 

A companhia lucrou 628,3 milhões de dólares, apenas no primeiro trimestre deste ano, 28% mais que o mesmo período do ano passado, resultado da venda de 6 bilhões de dólares em ativos nos primeiro de janeiro a março.

 

A gigante dos fundos está listada na New York Stock Exchange desde junho de 2007, três anos antes de comprar 40% do brasileiro Pátria, por 200 milhões de dólares. “A partir de agora, nossa vida muda, já que podemos fazer negócios bem maiores usando recursos dos fundos globais do Blackstone”, disse Alexandre Saigh, um dos fundadores do Pátria, em uma entrevista na época.

 

Poder de fogo

Evolução do Grupo Patrimônio que, com a entrada de novos sócios decidiu seguir pelo caminho de fundos de investimento, o brasileiro Pátria Investimentos fez um negócio e tanto ao se aliar ao Blackstone.

 

Se a companhia estava, antes disso, acostumada a assinar cheques de cerca de 150 milhões de dólares, compatíveis com os fundos de 1 bilhão de dólares até então capturados, com a parceria o poder de fogo do Pátria aumentou – e muito. Para se ter ideia de quanto, a estimativa é que o Blackstone negocie fundos na média de 17 bilhões de dólares.

 

A sociedade não mudou a independência de operação do Pátria, as duas empresas seguem operando sozinhas. Mesmo porque o sócio americano não conta ainda com uma equipe por aqui – quer dizer, não contava, porque a coisa já começou a mudar.

 

Há pouco mais de um ano, o Pátria reforçou sua atuação com o Blackstone com a contratação de alguém para buscar negócios conjuntos no Brasil, uma espécie de olheiro das empresas nacionais. Pedro Paulo de Campos, um dos sócios fundadores da empresa de reestruturação Angra Partners foi contratado para o cargo.

 

Sua missão consiste em fazer análises de companhias dos segmentos considerados chaves, como o de mineração, construção e petróleo, e levá-las para representantes da Blackstone e Pátria, com quem sua relação acaba sendo mais próxima no dia-a-dia.

 

O processo de venda da empresa de loteamentos Alphaville é um exemplo de como as empresas querem apostar cada vez mais juntas por aqui. A negociação, antecipada pela coluna Primeiro Lugar da revista Exame, envolveu a GP Investimentos em parceria com a Equity International, do investidor americano Sam Zell. Unidas, Blackstone e Pátria levaram a melhor.

 

Além da Alphaville, o Pátria já realizou investimentos em conjunto com a Blackstone nas empresas Capitale, da área de energia, e Tenco, que desenvolve e gerencia shoppings centers. Esse investimento na Alphaville é o terceiro projeto em que o Pátria co-investe com a Blackstone. Somando os três, já foram cerca de 2,4 bilhões de reais em investimentos conjuntos Pátria-Blackstone.

 

Vender Alphaville foi a melhor opção, diz diretor da Gafisa

Em entrevista a EXAME.com, André Bergstein explica por que a Gafisa decidiu vender o controle de sua empresa mais rentável

Fonte: Exame.com

 

A Gafisa anunciou a venda de 70% da Alphaville, braço de loteamentos de alta renda, para os fundos de private equity Blackstone e Pátria. A operação foi fechada por 1,4 bilhão de reais, mas há dúvidas no mercado se a companhia fez realmente um bom negócio, uma vez que a Alphaville era a única operação aparentemente saudável da construtora.

 

Segundo  André Bergstein, diretor financeiro da holding Gafisa, a operação vai permitir que a construtora retome os outros negócios do grupo, com mais flexibilidade financeira. “Estamos começando um novo ciclo com os nossos negócios, muito bem encaminhados”, afirmou o executivo,  a EXAME.com. Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista:

 

EXAME.com: Por que o grupo Gafisa optou por vender o controle da Alphaville?

 

André Bergstein: Estamos em uma fase de retomada dos nossos negócios. Desde o ano passado, anunciamos que tínhamos uma estratégia para os negócios da Alphaville e a venda do controle da companhia foi a escolha certa, pois vamos começar a trabalhar com uma alavancagem mais baixa e começar a reinvestir nas nossas outras duas companhias: a Gafisa e a Tenda.

 

EXAME.com: Por que decidiram ficar com 30% da operação da Alphaville?

 

Bergstein: Avaliamos preços e propostas e continuar como sócio, mesmo que minoritário da Alphaville foi uma alternativa que casou com os nossos interesses. Agora somos parceiros de dois fundos fortes. Foi uma solução adequada.

 

EXAME.com: Quais são os próximos passos com as marcas Gafisa e Tenda?

 

Bergstein: Acreditamos muito nessas duas bandeiras. São marcas fortes e com tradição no mercado. Agora com os recursos da venda de parte da Alphaville, vamos ter mais potencial de investimentos.

 

EXAME.com: A Tenda sempre se mostrou um problema para o grupo. Por que continuam acreditando no negócio?

 

Bergstein: Quando a Gafisa comprou a Tenda, em 2008, ela tinha um legado. Reestruturamos toda a operação, deixamos de anunciar lançamentos por quase 18 meses e agora, com uma estratégia de negócios totalmente nova, relançamos a marca, pois acreditamos que o mercado em que ela está inserido, o de baixa renda, tem ainda muito potencial de crescimento.

 

EXAME.com: O que será diferente com a operação da Tenda a partir de agora?

 

Bergstein: Temos o modelo de negócio certo para o segmento certo. Agora, por exemplo, só lançamos o empreendimento quando todo o projeto estiver contratado. A gente tem um projeto, ele está redondo e acreditamos no segmento econômico, mas estamos retomando os investimentos com cautela.

 

EXAME.com: Quais as regiões do Brasil a Gafisa pretende explorar com a Tenda?

 

Bergstein: São basicamente quatro regiões, São Paulo, Rio de Janeiro, Minhas Gerais e o Nordeste, mais especificamente na Bahia e Pernambuco.

 

EXAME.com: As marcas Gafisa e Tenda vão começar a operar no azul daqui para frente?

 

Bergstein: À medida que a fomos entregando os novos empreendimentos, será normal a retomada mais saudável da operação.  A Gafisa já está mostrando resultados e os números do primeiro trimestre já foram bem melhores que os anteriores.

 

EXAME.com: Se a operação tivesse sido fechada no 1º trimestre, pela simulação de vocês, o endividamento da Gafisa cairia para R$ 1,5 bilhão. Esse patamar é saudável?

 

Bergstein: Sim, para uma empresa do setor de construção é um número bem administrável.

 

EXAME.com: Dá para afirmar que a Gafisa vai sair do vermelho em 2013?

 

Bergstein: Não trabalhamos com perspectiva, mas o impacto da operação vai começar a ser sentida a partir do segundo trimestre do ano, quando teremos cumprido todas as obrigações para a conclusão da operação

 

EXAME.com: Pelo menos dá a afirmar que a companhia inicia a partir de agora um novo ciclo?

 

Bergstein: Sem dúvida, estamos entrando em uma fase muito positiva, com recursos, grau de endividamento menor, com um portfólio com foco operacional muito legal. Estamos começando um novo ciclo com os nossos negócios – muito bem encaminhados e flexibilidade financeira.

 

Nossa SP quer Plano Diretor menos desigual

 

Fonte: Estadão, 08 jun. 2013

 

A Rede Nossa São Paulo publicou ontem um manifesto pedindo que a revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) priorize a redução das desigualdades na capital. A partir de hoje, a população poderá participar de oficinas para a elaboração de propostas para a revisão do PDE.

 

“A desigualdade está na origem de todos os grandes problemas que a cidade enfrenta hoje”, afirmou o coordenador da secretaria executiva da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew. “Enfrentar a desigualdade é uma escolha que precisa ser feita.”

 

Segundo a Rede Nossa São Paulo, dos 96 distritos da capital, 45 não possuem biblioteca, 56 não têm equipamento de esportes e 38 não contam com parque. Além disso, 10 distritos concentram 37% dos empregos.

 

Soluções para esses problemas podem ser apresentadas a partir das 8h de hoje, em oficinas organizadas pela Prefeitura nas Subprefeituras Santana/Tucuruvi, Jaçanã/Tremembé e Vila Maria/Vila Guilherme.

 

Os interessados serão divididos em grupos para debater alguns pontos e formatar suas propostas para o PDE. “Fazemos essas oficinas para que esta etapa não seja apenas um balcão onde as pessoas depositam suas ideias”, disse a secretária adjunta de Desenvolvimento Urbano, Tereza Herling.

 

Mais informações: http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br.

 

Área para casa popular não foi aproveitada

Fonte: Estadão, 08 jun. 2013

 

Onze anos após a entrada em vigor do Plano Diretor Estratégico (PDE) na cidade de São Paulo, cerca de 60% do território destinado a habitações populares ainda não foi aproveitado. Parte dos outros 40% foi usada para outros fins. A avaliação foi feita ontem pelo relator do projeto de lei de 2002, o vereador Nabil Bonduki (PT), durante evento organizado pela Rede Nossa São Paulo.

 

O baixo aproveitamento foi identificado nas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) de tipo 2, aquelas que não são favelas e podem ser usadas para construir imóveis para famílias de baixa renda. Como alternativa para tentar reverter isso, Bonduki sugeriu que empreendimentos imobiliários sejam obrigados a produzir, no mesmo terreno, habitações de interesse social.

 

Ao exigir a construção desses imóveis em terrenos de bairros com mais infraestrutura de transporte e equipamentos públicos, o governo poderia combater os deslocamentos de trânsito desnecessários e aumentar o acesso a saúde e educação, segundo o vereador. “Vou defender que o Plano Diretor garanta a produção de HIS nas áreas mais bem urbanizadas da cidade. Vamos ter de estudar uma alternativa para isso”, disse Bonduki.

 

Assinatura 11e12

Mercado Imobiliário 07/06/2013


Gafisa vende Alphaville por R$ 1,4 bilhão

Fonte: Valor, 07 jun. 2013

A Gafisa fechou acordo de venda de Alphaville Urbanismo para o bloco formado por Pátria e Blackstone, segundo apurou o Valor. O negócio abrange fatia de 70% da maior empresa de urbanismo do país por R$ 1,4 bilhão, de acordo com fontes. Pátria e Blackstone terão, cada uma, 35% de Alphaville, enquanto a Gafisa ficará com os 30% restantes. Na prática, o valor atribuído a 100% de Alphaville ficou em R$ 2 bilhões.

Até o fechamento desta edição, o anúncio não tinha sido comunicado pelas partes à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Procurados pelo Valor, Gafisa e Pátria informaram, por meio de suas respectivas assessorias de imprensa, que não iriam se pronunciar sobre o assunto.

Ontem, as ações da Gafisa dispararam na última meia hora do pregão, como consequência, segundo operadores, de rumores de que a venda de Alphaville havia sido concluída. Os papéis fecharam em alta de 5,44%, cotados a R$ 4,07 na BM&FBovespa.

Na semana passada, o Valor antecipou que a decisão da Gafisa em relação a Alphaville seria tomada na primeira quinzena de junho. Conforme fontes, a Gafisa continuará à frente da gestão de Alphaville, mesmo após o negócio fechado com Pátria e Blackstone.

Em setembro do ano passado, a Gafisa divulgou o início da avaliação de opções estratégicas para a loteadora, que incluiam abertura do capital, venda de participação ou manutenção da situação atual.

Conforme fontes, o processo de decisão foi marcado por divergências no conselho de administração e na gestão da incorporadora em relação à melhor opção. Se por um lado, existia o entendimento de que os recursos decorrentes da venda de Alphaville poderiam entrar no caixa da Gafisa mais rapidamente, havia os defensores de que o lançamento inicial de ações (IPO) permitiria obter um valor maior.

Também participaram da disputa pela aquisição de Alphaville, segundo fontes, o bloco formado por Equity International (EI) – do investidor Sam Zell – e GP Investimentos; a Hemisfério Sul Investimentos (HSI) e a gestora de fundos de private equity VBI Real Estate. Conforme o Valor apurou, a VBI já havia retirado a oferta pela loteadora.

Considerada a joia da coroa da Gafisa, Alphaville é a divisão da empresa com as melhores margens de rentabilidade. No primeiro trimestre, sua margem bruta ficou em 50%, ante a margem consolidada da companhia de 24%.

Os recursos da venda de Alphaville vão contribuir para a redução do endividamento da Gafisa. No fim do primeiro trimestre, a relação entre sua dívida líquida e o patrimônio líquido era de 94%.

O negócio põe fim ao imbróglio entre a incorporadora e os antigos controladores da loteadora, Alphaville Participações (Alphapar) em relação ao pagamento dos 20% ainda não desembolsados. Não havia acordo sobre a quantidade de ações da Gafisa a ser paga à Alphapar por Alphaville. A divergência foi levada à Câmara de Comércio e Arbitragem Brasil-Canadá.

O acordo de venda da empresa para Pátria e Blackstone prevê que a Gafisa fará o pagamento dos 20% restantes à Alphapar e que a divergência será retirada da câmara de arbitragem, conforme fontes.

O pagamento dos R$ 1,4 bilhão será feito com recursos de fundos já geridos por Pátria e Blackstone. Segundo as fontes, o negócio mostra o apetite do Pátria por negócios de fusão e aquisição cada vez maiores.

Gafisa fecha acordo com sócios fundadores da Alphaville

Fonte: Estadão, 07 jun. 2013

A Gafisa entrou em acordo com os sócios fundadores de Alphaville para finalizar a aquisição da participação remanescente de 20% no capital de Alphaville, pelo valor de R$ 367 milhões. O acordo coloca um ponto final no processo de arbitragem entre os sócios. A empresa também assinou contrato para venda de 70% da Alphaville para as empresas de private equity Blackstone Real Estate Advisors L.P. (“Blackstone”) e Pátria Investimentos Ltda por R$ 1,4 bilhão.

Segundo a empresa, a Blackstone e o Pátria Investimentos manterão a atual equipe de gestão da Alphaville. Após a transação, Alphaville continuará como afiliada da Gafisa, sendo que a companhia continuará desempenhando papel relevante em Alphaville, mantendo representantes como membros do Conselho de Administração, ocupando dois de um total de seis assentos.

A empresa avalia que o modelo de negócios único e a marca amplamente reconhecida de Alphaville, aliados à capacidade de gestão da Gafisa, contribuíram para seu crescimento significativo. “Entre 2007, o primeiro ano sob controle e gestão da Gafisa, e 2012, os lançamentos aumentaram mais de quatro vezes, de R$ 237 milhões para R$ 1,3 bilhão, enquanto o retorno sobre o patrimônio (ROE) médio para o período foi de 45% ao ano”, informa.

A companhia lembra que iniciou uma análise estratégica para o negócio Alphaville em setembro de 2012. As opções incluíam um IPO da Alphaville, a venda de uma participação nesta empresa ou ainda a manutenção da situação atual. “Após cuidadosa análise, o conselho de administração da Gafisa juntamente com a alta administração da companhia, entendendo que a venda de uma participação majoritária para Blackstone e Pátria Investimentos geraria o maior valor possível para os acionistas da Gafisa, aprovou a transação”, afirma.

Alavancagem

“Esta é uma excelente oportunidade para destravarmos o valor significante que foi gerado em Alphaville sob a administração da Gafisa, desde a aquisição em 2006. Os recursos reforçarão o balanço da Gafisa por meio da redução da alavancagem e permitirão gerar valor ao acionista no longo prazo por meio da capitalização no potencial de crescimento das nossas marcas Gafisa e Tenda”, afirma a empresa.

A Gafisa destaca ainda que essas marcas operam em mercados em expansão e estão posicionadas para uma melhora na rentabilidade após profunda reestruturação no ano passado e a entrega da maior parte do legado de projetos ainda em 2013. “Além disso, a transação vai permitir que nossos acionistas, por meio da nossa participação de 30% em Alphaville, participem na criação de valor no longo prazo que acreditamos será produzida ao nos associarmos com duas empresas líderes em investimentos, com expertise tanto global como local no setor imobiliário”, afirma em nota Duilio Calciolari, CEO do Grupo Gafisa.

Jonathan Gray, Head Global de Real Estate da Blackstone, destaca que essa é a primeira transação no setor imobiliário brasileiro em sociedade com o Pátria. “Seguimos entusiasmados na busca de oportunidades da mesma relevância no mercado brasileiro, afirma em nota o sócio e co-fundador do Pátria, Olimpio Matarazzo.

Gafisa vende Alphaville para Pátria e Blackstone

Fonte: Valor, 07 jun. 2013

A Gafisa fechou o acordo de venda da Alphaville Urbanismo para o bloco formado por Pátria e Blackstone, segundo apurou o Valor. A incorporadora vendeu 70% da maior empresa de urbanismo do país por R$ 1,4 bilhão – ou seja, o valor atribuído a 100% de Alphaville ficou em R$ 2 bilhões. Os recursos da venda vão contribuir para a redução do endividamento da Gafisa.

Ontem, as ações da Gafisa subiram na última meia hora do pregão, como consequência dos rumores de que a negociação havia sido concluída.

A Gafisa optou pela venda de Alphaville em vez de uma oferta inicial de ações (IPO), que também era uma das opções. Havia divergências no conselho de administração e na direção da empresas em relação à decisão. Dessa forma, os recursos decorrentes da venda poderão entrar no caixa da Gafisa mais rapidamente do que com a abertura do capital. A oferta de ações, no entanto, permitiria obter mais recursos.

Também tinham interesse na aquisição de Alphaville o bloco formado por Equity International (EI), do investidor Sam Zell, e GP Investimentos, a Hemisfério Sul Investimentos (HSI) e a gestora de fundos de “private equity” VBI Real Estate.

Gafisa vende 70% de Alphaville para Blackstone e Pátria por R$ 1,4 bilhão

Fundos pagaram à vista pela empresa de loteamentos e exigiram fim de impasse com antigos donos de Alphaville em tribunal de arbitragem; segundo fontes, dinheiro será usado pela incorporadora para pagamento de dívidas e reestruturação

Fonte: Estadão, 07 jun. 2013

Depois de quatro meses de intensas negociações, a incorporadora Gafisa conseguiu concluir uma das etapas mais intrincadas de seu plano de reestruturação: vender a empresa de loteamentos Alphaville – o negócio mais rentável do grupo – para pagar dívidas e colocar a casa em ordem, após de uma temporada de prejuízos milionários. As gestoras de recursos Pátria e Blackstone compraram, juntas, 70% da empresa por R$ 1,4 bilhão, segundo fontes.

Chegar a um acordo não foi tarefa fácil. Além de haver outros interessados de peso, como a GP Investimentos e o megainvestidor americano Sam Zell (que já foi acionista da Gafisa no passado), a conclusão do negócio dependia de se encontrar uma solução para a saída do antigo dono de Alphaville, que ainda detinha 20% da empresa de loteamentos. Desde o ano passado, a Gafisa tinha direito de comprar a fatia do fundador, Renato Albuquerque, mas os dois lados não chegaram a um acordo sobre o valor da empresa e a discussão foi parar em um tribunal de arbitragem.

Sem dinheiro em caixa para bancar a aquisição, a Gafisa pretendia inicialmente comprar a participação do fundador por meio de uma troca de ações. A proposta do Pátria e do Blackstone mudou o jogo. Os dois fundos avaliaram a empresa em R$ 2 bilhões e exigiram o fim do imbróglio com Albuquerque para levar a proposta adiante.

Operação

Por fim, a operação ganhou o seguinte formato: primeiro, a Gafisa comprou os 20% dos donos de Alphaville por R$ 375 milhões (a participação dos antigos sócios foi avaliada em R$ 400 milhões, mas a diferença diz respeito a pendências que existiam entre eles). Depois, a Gafisa vendeu 70% de Alphaville para os dois fundos, que passaram a deter, cada um, 35% da empresa. Ambos pagaram à vista pela participação. No fim das contas, portanto, a Gafisa continua com 30% da empresa de loteamentos.

Os detalhes da operação foram antecipados ontem pela colunista Sonia Racy, em seu blog. Segundo ela, cerca de R$ 500 milhões serão usados pela Gafisa para o pagamento de dívidas. Até o fim da noite, o contrato ainda não havia sido assinado.

A Alphaville é de longe a empresa mais rentável do grupo. Embora represente 20% da receita da Gafisa (que foi de R$ 3,9 bilhões no ano passado), o negócio lucrou R$ 122,8 milhões, enquanto Tenda e a empresa-mãe somaram prejuízo de R$ 316 milhões. Isso explica as divergências que existiam até então entre os conselheiros da Gafisa em relação à venda de Alphaville. Cogitava-se até abrir o capital da empresa de loteamentos, em vez de se desfazer dela.

Segundo fontes próximas aos fundos, a aquisição de Alphaville está sendo considerada emblemática pelo Pátria e sinaliza uma presença mais forte do fundo em negócios de grande porte. Procurados, Pátria e Gafisa não comentaram a operação.

Prefeitura quer retomar terreno na zona oeste que seria destinado à Saúde

Fonte: Folha, 07 jun. 2013

A prefeitura de São Paulo quer retomar um terreno planejado inicialmente para abrigar uma unidade de saúde do município mas que foi entregue a um condomínio de alto padrão na Vila Leopoldina (zona oeste).

A área será usada para a construção de uma praça aberta ao público, o que, além de uma provável discussão jurídica, gerou um debate sobre o que os moradores querem e precisam.

A prefeitura considera o repasse do terreno irregular e trata como uma “invasão” as intervenções feitas pelo condomínio –que limpou o terreno, derrubando árvores e um barracão onde seria construída a unidade de saúde.

A área de 1.400 metros quadrados, próxima ao Parque Villa-Lobos, foi cedida por ato da subprefeitura da Lapa, em 2008, durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD).

Para a atual administração, o documento é ilegal.

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“Moradores invadiram o local, demoliram o prédio e retiram as árvores sem autorização”, diz nota da prefeitura, que pediu ao Ministério Público para que apure o caso.

O lugar foi batizado com o nome do condomínio: Praça Spazio Vernice. Quando estiver pronta, diz a administração, terá grades e será aberta ao público das 7h às 18h. À noite, será fechada.

“Por motivo de segurança. Senão mendigo toma conta”, diz o gerente, Cláudio Martins.

Segundo ele, a decisão de ocupar a área está embasada em documento assinado pela então subprefeita da Lapa Luiza Nagib Eluf, em 2008.

Para a prefeitura, o prejuízo é de R$ 600 mil, que foram repassados pelo governo federal, seriam aplicados na reforma do local para abrigar o posto e foram devolvidos.

De acordo com parecer da procuradoria do município, Eluf não tinha competência para dar tal autorização –apenas o prefeito.

Ela disse não ter tido conhecimento da existência do parecer e que tentou resolver a situação oferecendo outro terreno à Secretaria de Saúde.

Fez isso, diz, por acreditar não ser “perfil” da região um posto de saúde: “Não é um local que frequentado pela comunidade carente. O mais correto é abrir um posto desse onde tem o problema da saúde pública para cuidar.”

Documento enviado pela secretaria à época afirma que o terreno era ideal pela quantidade de opções de transporte, entre elas à estação ferroviária da Vila Leopoldina.

A presidente licenciada da associação Movimento Popular de Vila Leopoldina, Gláucia Prata, diz que os moradores preferem a praça.

Afirma que eles reuniram mais de 500 assinaturas em apoio à iniciativa e que ajudou a subprefeitura a encontrar outras áreas, recusadas.

“Eles bateram o pé. O porquê, eu não sei. Está no meio residencial (..), é longe de tudo. Não tem nenhum botequim para fazer um lanche. Só tem coisa cara”, disse.

Já a urbanista Maria Laura Fogaça, moradora da região, disse que o que não falta no bairro é área verde: “Nós temos um posto de saúde que vive lotado. Temos um pronto-socorro que não dá conta.”

O posto atende a doenças do trabalho e hoje está instalado em prédio alugado.

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Mercado Imobiliário 06/06/2013


Irmãos Rossi desfazem aliança no grupo de controle da Rossi

Edmundo Rossi deixou grupo que detinha maior parte das ações da companhia por conflito de interesse

Fonte: Exame.com

 

A Rossi anunciou que Edmundo Rossi, irmão de João Rossi, fundador da construtora e incorporadora, deixou  controle indireto da companhia em função de conflitos de interesse.

 

Edmundo detém 5,2% das ações e junto com o irmão, que tem 16,2%, mantinham um grupo com a maior parte dos papéis da empresa. A construtora, no entanto, não possui um controlador com mais de 50% de participação.

 

Por meio de carta enviada aos executivos da Rossi, Edmundo afirmou que está saindo do controle indireto da construtora “para evitar potenciais conflitos de interesses entre as atividades que a nova unidade Rossi Commercial Properties pretende desenvolver e suas atividades pessoais no mesmo segmento de negócio”.

 

Segundo comunicado da Rossi, a partir de agora Edmundo continua com suas ações, mas passa a ter objetivo estritamente de investidor da companhia. Já João Rossi vai dar andamento ao seu compromisso com a construtora e confiança nas perspectivas futuras do negócio. O empresário é também presidente do conselho da Rossi.

 

Preço de imóveis no País tem aumento de 4,9% no ano

Fonte: Estadão, 06 jun. 2013

 

O preço médio dos imóveis residenciais no País chegou a R$ 6,748 mil por metro quadrado em maio, um crescimento de 1% na comparação com o mês anterior. Com isso, a alta acumulada em 2013 já chega a 4,9%, segundo dados do Índice FipeZap Ampliado, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base nos classificados do site Zap Imóveis de 16 cidades. No acumulado em 12 meses, o aumento dos preços é de 14,1%.

 

A variação registrada em maio é ligeiramente inferior à observada em abril, quando os valores subiram 1,1%. A Fipe também destaca que, considerando a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, de 2,9%, o aumento real dos preços dos imóveis neste ano é de 2%.

 

Dentre as cidades monitoradas, em maio, Curitiba foi a cidade com maior aumento nos preços, com uma alta de 3,3%, seguida de Recife, com 2,9%. Belo Horizonte e Florianópolis registraram quedas (-0,1% e -0,2% respectivamente).

 

Em São Paulo, maior mercado imobiliário do País, os preços dos imóveis aumentaram 1%, para R$ 7,192 mil o metro quadrado. O Rio de Janeiro segue com o metro quadrado mais caro do Brasil – a cotação chegou a R$ 9,160 mil.

 

No conjunto das sete cidades onde a pesquisa é realizada há mais tempo (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador e Brasília) o aumento dos preços de venda de imóveis foi de 0,9% em maio em relação ao mês anterior.

 

No período de 12 meses, a alta nessas sete cidades é de 11,9%, mesma taxa observada em abril, mas quase a metade do que havia sido medido em maio de 2012, quando o aumento era de 19,9%.

 

Aluguel

Em relação aos aluguéis, o índice Fipe Zap mostra um aumento de 0,4% nos preços em maio na comparação com o mês anterior.

 

No ano, o aumento dos preços dos aluguéis chega a 3,2%, enquanto no acumulado em 12 meses o crescimento chega a 7,6%.

 

País terá novos índices sobre o mercado imobiliário

Parceria entre a Fipe e os cartórios de São Paulo vai utilizar informações digitalizadas de todos os imóveis registrados no Estado

 

Fonte: Estadão, 06 jun. 2013

 

O mercado brasileiro de imóveis vai ganhar novos índices. Uma parceria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), firmada na semana passada, vai usar a base de dados de todos os cartórios do Estado de São Paulo para levantar informações como a quantidade de transações realizadas e o preço de registro dos imóveis.Ainda há poucas estatísticas sobre o segmento de imóveis no Brasil e as opções que existem só apareceram recentemente. Nos Estados Unidos, por exemplo, o S&P/CaseShiller pesquisa o valor dos imóveis desde a década de 1980. A escassez de dados nacionais explica a cautela dos especialistas diante das especulações sobre a possibilidade de uma bolha imobiliária no País.

 

A promessa é que os índices forneçam dados mais precisos sobre a situação do mercado imobiliário. “Acho que o dado mais crítico e que temos pouca informação nesse momento é o relativo às transações do mercado imobiliário”, afirma Eduardo Zylberstajn, organizador do trabalho.

 

Informações sobre terras rurais e terrenos, explica Zylberstajn, também poderão ser divulgadas. Segundo ele, os dados ainda estão sendo levantados junto ao cartórios do Estado de São Paulo, mas a expectativa é divulgar os primeiros resultados ainda neste ano.

 

Registros online. A construção dos novos índices será possível com a digitalização dos registros imobiliários de todo o Estado de São Paulo, oficializada há duas semanas com o lançamento do portal Registradores (www.registradores.org.br). “Nós criamos uma central de serviços eletrônicos como um meio para a pessoa possa chegar a todos os cartórios do Estado de São Paulo”, afirma o presidente da Arisp, Flauzilino Araújo dos Santos.

 

A partir de agora, é possível fazer o registro eletrônico do imóvel (encaminhamento de títulos para registro), solicitar certidões e buscar e visualizar a matrícula de um imóvel sem se deslocar até um cartório. Os preços cobrados são maiores que os praticados pelas unidades físicas, mas segundo Flauzilino, a maior diferença chega a R$ 6. Também é possível pedir a entrega via Correios, com custo adicional de entrega. Algumas documentações, diz, podem ser emitidas em até 15 minutos.

 

Para acessar os serviços do portal, é preciso fazer um cadastro e comprar créditos, por meio boleto bancário ou transferências entre contas (somente do banco Bradesco). Os valores só estarão disponíveis após a compensação bancária. O encaminhamento de títulos eletrônicos para registro só podem ser realizados no horário de funcionamento dos cartórios no Estado de São Paulo, (9h às 16h). Os demais serviços são disponibilizados 24 horas.

 

O site cumpre uma exigência da lei 11.977, que criou o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, e determina que até 2014 todo o registro brasileiro de imóveis deve estar disponível pela internet.

 

Preços. Os preços de registro dos imóveis também serão levantados pela parceria Fipe e Arisp, embora o valor do metro quadrado nessa análise possa não refletir totalmente a realidade. Isso ocorre porque captar o valor de mercado dos imóveis é um dos maiores desafios desse setor.

 

Dois índices atuais, o FipeZap e o Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R), do Banco Central, têm uma amostra mais precisa da tendência de variação do metro quadrado do que nos preços de mercado propriamente dito. O primeiro pesquisa o valor anunciado do metro quadrado em 19 cidades e pode conter um viés de alta.

 

O segundo passa pela situação inversa. Como levanta o preço dos imóveis dados em garantia dos empréstimos em 11 cidades, pode indicar valores um pouco abaixo da média, uma vez que os bancos são os responsáveis pela avaliação.

 

“O ideal é analisar todas as fontes possíveis, os anúncios, as matrículas e as avaliações. Nenhuma fonte é perfeita, mas todas são válidas e têm a sua contribuição para uma leitura mais precisa do mercado”, diz Zylberstajn.

 

Assinatura 11e12