Mercado Imobiliário 11/06/2013


Minha Casa, Minha Vida entregou 1,2 milhão de moradias até abril de 2013

Desde 2011, foram contratados R$ 178,7 bilhões para aquisição, reforma ou construção de novas moradia

 

Fonte: Exame.com, 10 jun. 2013

 

O financiamento habitacional corresponde a 32% dos R$ 557,4 bilhões em investimentos de infraestrutura logística, social e urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) até junho de 2013. Desde 2011, foram contratados R$ 178,7 bilhões para aquisição, reforma ou construção de novas moradias. Segundo o governo, que apresentou hoje (10) o sétimo balanço do PAC 2, o valor é 35% maior que o previsto para o período e beneficiou mais de 1 milhão de famílias.

 

Dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida foram entregues 1,2 milhão de moradias até abril de 2013, para 4,2 milhões de brasileiros. De acordo com o governo, mais de 1,5 milhão de unidades habitacionais foram contratadas e, até 2014, a previsão é que 2,4 milhões de moradias sejam contratadas em todo o país.

 

O PAC 2 contratou 470 projetos na área de urbanização de assentamentos precários, atendendo a 566 mil famílias de 374 municípios, com investimentos de R$ 8,9 bilhões. Desse total, 34% já estão em obras. Entre 2007 e 2009, foram contratadas 3.309 empreendimentos, ao custo de R$ 19,6 bilhões, com 61% de execução.

 

No Eixo Água e Luz para Todos, o PAC 2 resultou em 390 mil ligações de luz elétrica, atendendo a 1,56 milhão de pessoas que vivem no campo, em assentamentos da reforma agrária, aldeias indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas. De acordo com o governo, quase 40% dessas pessoas são beneficiárias do Programa Brasil Sem Miséria.

 

Nas áreas urbanas, o programa selecionou, desde 2011, 713 empreendimentos para execução de obras de abastecimento. De acordo com o balanço apresentado hoje, o valor total de investimentos chegará a R$ 9,7 bilhões e 41% dos projetos estão contratados. Ao todo, serão beneficiados 625 municípios de 26 estados e o Distrito Federal.

 

O PAC Prevenção contratou 85% dos R$ 2,7 bilhões em 188 empreendimentos voltados ao abastecimento de água nos dez estados afetados pelos efeitos da estiagem. As obras serão executadas em parceria com estados e municípios.

 

Dentro do Eixo Comunidade Cidadã, que prevê investimentos em áreas sociais, como saúde, educação, esporte, cultura e lazer destinados à população dos centro urbanos, foi contratada a construção ou ampliação de 7.557 unidades básicas de Saúde em 2.776 municípios de todos os estados, ao custo de R$ 1,1 bilhão. Cerca de 15% das obras já foram concluídas e 28% estão em andamento. Com R$ 469 milhões investidos, também foram contratadas 269 unidades de Pronto-Atendimento, que, segundo o governo, oferecerão serviços de saúde a 33 milhões de pessoas.

 

O PAC 2 contratou a construção de 3.123 creches e pré-escolas em 1.606 municípios de todos os estados, com investimentos de R$ 3,6 bilhões. Metade das obras está em andamento ou concluída. Com o término da construção de todas as creches, a estimativa é que meio milhão de crianças sejam atendidas. A previsão para a conclusão das obras é 30 meses para cada unidade e a maioria delas deve ficar pronta no próximo ano. O governo informou que trabalha para a redução desse prazo. A construção de creches e escolas é uma das principais bandeiras da presidenta Dilma Rousseff na área de educação.

 

A construção de quadras esportivas escolares conta com investimentos de R$ 1,7 bilhão em 4.574 obras localizadas em 1.731 municípios de 26 estados. As quadras devem beneficiar 3,6 milhões de alunos.

 

Financiamento para habitação puxa investimentos do PAC

 

Do total de R$ 557 bilhões investidos no governo Dilma, metade se refere a crédito habitacional e ao Minha Casa, Minha Vida

 

Fonte: Estadão, 11 jun. 2013

 

O governo anunciou ontem que o Programa de Aceleração de Crescimento 2 (PAC 2) recebeu, desde o início do mandato de Dilma Rousseff, R$ 557 bilhões em investimentos, o que significa 56,3% do total previsto até o final de 2014. A cifra inclui tanto investimentos públicos quanto das empresas privadas e estatais.

 

Desse total, a maior parte, R$ 225,1 bilhões, se refere à habitação, sendo R$ 178,8 bilhões em financiamentos habitacionais e R$ 46,3 bilhões do Minha Casa, Minha Vida. Em seguida vêm as estatais, com investimentos de R$ 152,2 bilhões, e o setor privado, com R$ 113,9 bilhões.

 

As obras efetivamente prontas desde o início do governo Dilma tiveram investimentos de R$ 388,7 bilhões. Segundo o Ministério do Planejamento, esse resultado é 18,4% superior em relação ao último balanço, em dezembro, cujo valor divulgado foi de R$ 328,2 bilhões. De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, a situação das ações monitoradas do PAC 2 mostra que a maioria das obras está em situação adequada.

 

Orçamento. Do início de janeiro até o dia 6 de junho, o governo havia empenhado apenas um terço das verbas do Orçamento reservadas para o PAC neste ano. O empenho corresponde à primeira etapa do gasto público, e ocorre quando o dinheiro é reservado para pagar determinado contrato. Elas somaram R$ 19,3 bilhões, para um total disponível de R$ 60,6 bilhões, segundo o balanço divulgado ontem.

 

As etapas de obras concluídas e pagas neste período somaram R$ 18,7 bilhões, dos quais apenas R$ 2,9 bilhões, ou 4,8%, correspondem a verbas do Orçamento deste ano. O restante são os chamados restos a pagar, ou seja, serviços contratados em anos anteriores que só foram concluídos e pagos agora.

 

“Esse um terço não me preocupa”, disse Miriam Belchior. Ela explicou que, pela dinâmica do gasto público, os volumes de empenhos crescem mais no segundo semestre. Além do mais, medidos em reais, o volume de recursos disponíveis e também os empenhados são maiores que nos anos anteriores. “Estamos recuperando o tempo perdido, mas não podemos ser cobrados para fazer em seis anos o que não fizeram em 30.”

 

Entre as obras monitoradas do PAC, o Trem de Alta Velocidade (TAV) teve seu leilão confirmado para 19 de setembro. Já o asfaltamento da BR-163, na Região Norte – tido como a grande esperança para desafogar os portos do Sul e Sudeste, por facilitar o transporte de carga para os portos da região -, só ficará pronto em dezembro de 2015, informa o balanço. Anteriormente, o prazo era o final deste ano.

 

“Esse deve ser o prazo de toda a obra, mas vamos entregar em etapas”, disse o ministro dos Transportes, César Borges. Ele explicou que, por se tratar da Região Amazônica, as obras são interrompidas no período chuvoso, que vai de setembro a junho. O presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Jorge Fraxe, disse ao Estado que visitará a obra daqui a dez dias. “Vou apertar as empreiteiras.”

 

Minha Casa, Minha Vida entregou moradias a 4,2 milhões de brasileiros até abril deste ano

 

Fonte: Agência Brasil, 10 jun. 2013

 

O financiamento habitacional corresponde a 32% dos R$ 557,4 bilhões em investimentos de infraestrutura logística, social e urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) até abril de 2013. Desde 2011, foram contratados R$ 178,7 bilhões para aquisição, reforma ou construção de novas moradias. Segundo o governo, que apresentou hoje (10) o sétimo balanço do PAC 2, o valor é 35% maior que o previsto para o período e beneficiou mais de 1 milhão de famílias.

Dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida foram entregues 1,2 milhão de moradias até abril de 2013, para 4,2 milhões de brasileiros. De acordo com o governo, mais de 1,5 milhão de unidades habitacionais foram contratadas e, até 2014, a previsão é que 2,4 milhões de moradias sejam contratadas em todo o país.

 

O PAC 2 contratou 470 projetos na área de urbanização de assentamentos precários, atendendo a 566 mil famílias de 374 municípios, com investimentos de R$ 8,9 bilhões. Desse total, 34% já estão em obras. Entre 2007 e 2009, foram contratadas 3.309 empreendimentos, ao custo de R$ 19,6 bilhões, com 61% de execução.

 

No Eixo Água e Luz para Todos, o PAC 2 resultou em 390 mil ligações de luz elétrica, atendendo a 1,56 milhão de pessoas que vivem no campo, em assentamentos da reforma agrária, aldeias indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas. De acordo com o governo, quase 40% dessas pessoas são beneficiárias do Programa Brasil Sem Miséria.

 

Nas áreas urbanas, o programa selecionou, desde 2011, 713 empreendimentos para execução de obras de abastecimento. De acordo com o balanço apresentado hoje, o valor total de investimentos chegará a R$ 9,7 bilhões e 41% dos projetos estão contratados. Ao todo, serão beneficiados 625 municípios de 26 estados e o Distrito Federal.

 

O PAC Prevenção contratou 85% dos R$ 2,7 bilhões em 188 empreendimentos voltados ao abastecimento de água nos dez estados afetados pelos efeitos da estiagem. As obras serão executadas em parceria com estados e municípios.

 

Dentro do Eixo Comunidade Cidadã, que prevê investimentos em áreas sociais, como saúde, educação, esporte, cultura e lazer destinados à população dos centro urbanos, foi contratada a construção ou ampliação de 7.557 unidades básicas de Saúde em 2.776 municípios de todos os estados, ao custo de R$ 1,1 bilhão. Cerca de 15% das obras já foram concluídas e 28% estão em andamento. Com R$ 469 milhões investidos, também foram contratadas 269 unidades de Pronto-Atendimento, que, segundo o governo, oferecerão serviços de saúde a 33 milhões de pessoas.

 

O PAC 2 contratou a construção de 3.123 creches e pré-escolas em 1.606 municípios de todos os estados, com investimentos de R$ 3,6 bilhões. Metade das obras está em andamento ou concluída. Com o término da construção de todas as creches, a estimativa é que meio milhão de crianças sejam atendidas. A previsão para a conclusão das obras é 30 meses para cada unidade e a maioria delas deve ficar pronta no próximo ano. O governo informou que trabalha para a redução desse prazo. A construção de creches e escolas é uma das principais bandeiras da presidenta Dilma Rousseff na área de educação.

 

A construção de quadras esportivas escolares conta com investimentos de R$ 1,7 bilhão em 4.574 obras localizadas em 1.731 municípios de 26 estados. As quadras devem beneficiar 3,6 milhões de alunos.

 

Integritate Real Estate inicia novo ciclo de investimentos

Fonte: Valor, 11 jun. 2013

 

A Integritate Real Estate está dando início a novo ciclo de investimentos, com R$ 435 milhões direcionados para projetos de escritório comerciais, galpões e “power centers”. Esses investimentos já estão definidos, apesar do menor crescimento da economia brasileira, que leva a Integritate a ser mais rigorosa na seleção dos produtos e locais em que irá desenvolver produtos ou realizar obras de retrofit (reforma), segundo o principal acionista da empresa, Luís Fernando Davantel.

 

A Integritate Real Estate obtém receita por meio da locação dos ativos. Em função dos preços elevados de terrenos, a empresa tem buscado desenvolver projetos que possam “enobrecer” as áreas, segundo Davantel. Como resultado, alguns terrenos que seriam, inicialmente, destinados a galpões passaram a ser, na totalidade ou parcialmente, direcionados a “power centers” verticalizados, com edifícios-garagem.

 

O executivo conta que, geralmente, os “power centers” têm, no Brasil, formato horizontal, com lojas de 5 mil m2 a 10 mil m2, ocupadas por número reduzido de grandes varejistas. Para aproveitar melhor os terrenos, a Integritate Real Estate vai desenvolver empreendimentos verticais, que possibilitem a locação de área bruta locável (ABL) maior.

 

Em área da rodovia Raposo Tavares, nas proximidades da capital paulista, a empresa fará “power center” e galpões. Está previsto empreendimento que inclui escritórios e esse formato de projeto para varejo em Jandira (SP). Na Barra Funda, bairro da zona oeste de São Paulo, e em São José dos Campos, a Integritate também vai desenvolver “power centers”.

 

No segmento de prédios corporativos, a aposta da Integritate é nos mercados do Rio de Janeiro e de Santos, de olho na potencial ocupação dos escritórios por fornecedores de grandes empresas, como Petrobras. Os prazos máximos considerados pela empresa para o segmento são de seis meses para aprovação de projetos e dois anos de obra. A maior atuação é em retrofit de imóveis.

 

Do total de R$ 435 milhões de investimentos previstos, R$ 250 milhões serão direcionados para power centers e edifícios-garagem, R$ 75 milhões para galpões, R$ 70 milhões para compra de terrenos e R$ 40 milhões para retrofit. A maior parte das obras do novo ciclo de investimentos terá início no segundo semestre. Todas as entregas estão previstas para até o começo de 2015. “A partir daí, o nível de incerteza da economia é muito grande”, conta Davantel.

 

A Integritate Real Estate faz 20% dos desembolsos em cada investimento. O restante é obtido no mercado de capitais, por meio de fundos de investimento imobiliário (FIIs), fundos de investimento em participações (FIPs), certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e cédulas de crédito imobiliário (CCIs). O aporte feito pela própria Integritate corresponde, grosso modo, à compra dos terrenos.

 

Todas as obras são erguidas pela Carbone Construtora. A Integritate pode atuar no formato de “build to suit”, ou seja, de construção sob medida. A empresa não desenvolve projetos residenciais.

 

Outro braço da Integritate é a Integritate Participações, que cria negócios para posterior venda. Uma das empresas criadas pela Integritate Participações é a Pólo Saneamento Ambiental, com atuação em tratamento de efluentes, em São José dos Campos (SP). A Integritate Participações possui 100% da Pólo.

 

Há também uma empresa de gestão de estacionamentos e sinalização de vagas, da qual a Integritate Participações tem 51%.

 

A Integritate Participações possui ainda 100% da Global Lighting, empresa que importa lâmpadas por indução magnética da LVD China em parceria com a LVD Brasil. Está em avaliação a criação de uma nova empresa que pode substituir a LVD Brasil, da qual a Integritate teria 51% de participação.

Assinatura 11e12

 

Mercado Imobiliário 10/06/2013


Gafisa cai 10% após venda da Alphaville

Fonte: Valor, 10 jun. 2013

 

As ações da Gafisa aprofundaram as quedas perto do fim do pregão de sexta-feira e fecharam com desvalorização de 10,3%, cotadas a R$ 3,65, na esteira do anúncio de venda de 70% da Alphaville Urbanismo, por R$ 1,4 bilhão, para um bloco formado por Blackstone e Pátria Investimentos.

 

A ação entrou em leilão – quando os negócios são interrompidos após fortes oscilações, para cima ou para baixo – duas vezes no dia. A primeira foi no início do pregão, às 10 horas, por forte pressão compradora. A segunda, às 12h30, por forte pressão vendedora.

 

A cotação mínima registrada no dia foi de R$ 3,63, praticamente o mesmo preço de fechamento. O papel não atingia valor tão baixo desde outubro de 2012.

 

O otimismo quanto à venda da Alphaville não foi suficiente para ofuscar o mau humor do mercado. A visão dos bancos é que, apesar de ser muito bom para a saúde financeira da incorporadora no curto prazo, ainda há desafios grandes para a administração da empresa, o que diluiria o efeito da operação a longo prazo.

 

O Bank of America Merrill Lynch (BofA) fez relatório aos clientes no qual lembra que o grupo terá de rever seus lançamentos. Com a perda de 70% da Alphaville, o nível de projetos cai de R$ 2,7 bilhões para cerca de R$ 1,5 bilhão. “Isso pode levantar a preocupação sobre como ela vai usar o caixa recebido na venda”, afirmaram Guilherme Vilazante, Carlos Peyrelongue e Daniel Gasparete.

 

Segundo eles, os investidores querem uma resposta clara da Gafisa quanto a geração de caixa.

 

O J.P. Morgan concorda com a opinião do BofA, já que as previsões de desempenho operacional da empresa não são das melhores. Após a transação, o banco estima que, em alguns múltiplos, o preço da ação da construtora estaria no mesmo nível de suas principais concorrentes, PDG Realty e Rossi Residencial.

 

Para Marcello Milman e Gustavo Cambauva, do BTG Pactual, a “nova Gafisa” – que reúne o grupo principal, 30% da Alphaville e a Tenda – é mais atrativa, mas o problema é que sua força para gerar lucratividade é bem reduzida. “Tanto Gafisa como Tenda vêm apresentando prejuízo”, ressaltaram.

 

Além disso, o fato de a companhia ter mantido 30% do projeto pode preocupar. Isso significa que menos recursos vão entrar com a alienação, ou, como disse o BofA, “menos poder de convencimento aos acionistas”, e que a Gafisa não terá influência suficiente na Alphaville, já que perdeu o controle.

 

Em meio a pontos positivos e negativos, no geral, a visão dos bancos não mudou tanto. O BTG permaneceu com sua recomendação neutra e preço-alvo de R$ 4,40 em 12 meses, e o BofA, indicando compra com preço-alvo de R$ 9. Credit Suisse e J.P. Morgan também comentaram o negócio sem alterar estimativas.

 

Com venda de Alphaville, foco da Gafisa fica só na parte operacional

 

Fonte: Valor, 07 jun. 2013

 

O foco da Gafisa será concentrado no operacional daqui para frente e não mais dividido com a questão financeira, segundo o presidente da companhia, Duilio Calciolari.

 

A Gafisa vendeu 70% de Alphaville Urbanismo para as empresas de private equity Blackstone e Pátria Investimentos por R$ 1,409 bilhão. Os recursos da venda entrarão no caixa da companhia em 90 dias.

 

Em 60 dias, a Gafisa fará o pagamento de R$ 366,7 milhões correspondentes a 20% do capital social de Alphaville aos antigos donos da empresa de loteamentos.

 

De acordo com Calciolari, o impacto da venda no balanço da companhia ocorrerá no fim do terceiro trimestre ou início do quarto. A operação, nota, permitirá que a relação entre dívida líquida e patrimônio líquido da Gafisa caia para algo entre 50% e 60%. No primeiro trimestre, essa relação ficou em 94%.

 

Os recursos que entrarem no caixa da Gafisa serão destinados à distribuição de dividendos aos acionistas e pagamento de dívidas, além da compra de terrenos. “A alocação dependerá do ambiente, das oportunidades de investimento e do preço da ação”, observa o presidente da companhia.

 

Segundo ele, a Gafisa começará a traçar, agora, o plano estratégico para o período de 2014 a 2018.

 

Quem são os novos donos da Alphaville, a joia da Gafisa

Saiba mais sobre o fundo de investimento brasileiro Pátria e o gigante Blackstone – e entenda por que a empresa de loteamento foi parar nas mãos deles

Fonte: Exame.com

 

O tão aguardado desfecho do destino da Alphaville, considerada a joia da Gafisa por seu potencial de crescimento, foi anunciado hoje: a construtora comprou os 20% de participação remanescente na companhia com ajuda financeira do Pátria Investimentos e Blackstone. Por sua vez, os dois fundos de investimentos ficaram com 70% da empresa de loteamento.

 

Mas, afinal, quem são os novos donos da Alphaville e o que esperam da companhia?

 

Para começar, os fundos não são especializados no ramo de construção, nem trabalharão diretamente na Alphaville – a empresa de loteamentos segue gerida pela Gafisa, até segunda ordem. E isso não é nem de longe uma preocupação, já que o foco delas está num nicho um pouco mais amplo: a compra e venda de companhias que tenham tradição e potencial suficiente para multiplicar dinheiro.

 

Donos do dinheiro

A americana The Blackstone Group é um dos maiores fundos de private equity do mundo, responsável pela gestão de 218 bilhões de dólares em ativos. A companhia é capaz de fazer investimentos tão ambíguos como os 2,7 bilhões de dólares pagos, em 2009, pelos parques temáticos da cervejaria ABInBev, que incluem os três SeaWorld, e a quase compra da Dell por 24 bilhões de dólares, negociada em abril.

 

Fundada em 1985 por Stephen Schwarzman, presidente da empresa até 2008, o fundo tem sua sede cravada na região Park Avenue, em Manhattan, conhecida por reunir alguns dos maiores do setor no mundo. Conta com 1.800 funcionários em 24 escritórios em vários países, além das 730.000 pessoas empregadas pelas empresas que possui em seu portfólio.

 

A companhia lucrou 628,3 milhões de dólares, apenas no primeiro trimestre deste ano, 28% mais que o mesmo período do ano passado, resultado da venda de 6 bilhões de dólares em ativos nos primeiro de janeiro a março.

 

A gigante dos fundos está listada na New York Stock Exchange desde junho de 2007, três anos antes de comprar 40% do brasileiro Pátria, por 200 milhões de dólares. “A partir de agora, nossa vida muda, já que podemos fazer negócios bem maiores usando recursos dos fundos globais do Blackstone”, disse Alexandre Saigh, um dos fundadores do Pátria, em uma entrevista na época.

 

Poder de fogo

Evolução do Grupo Patrimônio que, com a entrada de novos sócios decidiu seguir pelo caminho de fundos de investimento, o brasileiro Pátria Investimentos fez um negócio e tanto ao se aliar ao Blackstone.

 

Se a companhia estava, antes disso, acostumada a assinar cheques de cerca de 150 milhões de dólares, compatíveis com os fundos de 1 bilhão de dólares até então capturados, com a parceria o poder de fogo do Pátria aumentou – e muito. Para se ter ideia de quanto, a estimativa é que o Blackstone negocie fundos na média de 17 bilhões de dólares.

 

A sociedade não mudou a independência de operação do Pátria, as duas empresas seguem operando sozinhas. Mesmo porque o sócio americano não conta ainda com uma equipe por aqui – quer dizer, não contava, porque a coisa já começou a mudar.

 

Há pouco mais de um ano, o Pátria reforçou sua atuação com o Blackstone com a contratação de alguém para buscar negócios conjuntos no Brasil, uma espécie de olheiro das empresas nacionais. Pedro Paulo de Campos, um dos sócios fundadores da empresa de reestruturação Angra Partners foi contratado para o cargo.

 

Sua missão consiste em fazer análises de companhias dos segmentos considerados chaves, como o de mineração, construção e petróleo, e levá-las para representantes da Blackstone e Pátria, com quem sua relação acaba sendo mais próxima no dia-a-dia.

 

O processo de venda da empresa de loteamentos Alphaville é um exemplo de como as empresas querem apostar cada vez mais juntas por aqui. A negociação, antecipada pela coluna Primeiro Lugar da revista Exame, envolveu a GP Investimentos em parceria com a Equity International, do investidor americano Sam Zell. Unidas, Blackstone e Pátria levaram a melhor.

 

Além da Alphaville, o Pátria já realizou investimentos em conjunto com a Blackstone nas empresas Capitale, da área de energia, e Tenco, que desenvolve e gerencia shoppings centers. Esse investimento na Alphaville é o terceiro projeto em que o Pátria co-investe com a Blackstone. Somando os três, já foram cerca de 2,4 bilhões de reais em investimentos conjuntos Pátria-Blackstone.

 

Vender Alphaville foi a melhor opção, diz diretor da Gafisa

Em entrevista a EXAME.com, André Bergstein explica por que a Gafisa decidiu vender o controle de sua empresa mais rentável

Fonte: Exame.com

 

A Gafisa anunciou a venda de 70% da Alphaville, braço de loteamentos de alta renda, para os fundos de private equity Blackstone e Pátria. A operação foi fechada por 1,4 bilhão de reais, mas há dúvidas no mercado se a companhia fez realmente um bom negócio, uma vez que a Alphaville era a única operação aparentemente saudável da construtora.

 

Segundo  André Bergstein, diretor financeiro da holding Gafisa, a operação vai permitir que a construtora retome os outros negócios do grupo, com mais flexibilidade financeira. “Estamos começando um novo ciclo com os nossos negócios, muito bem encaminhados”, afirmou o executivo,  a EXAME.com. Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista:

 

EXAME.com: Por que o grupo Gafisa optou por vender o controle da Alphaville?

 

André Bergstein: Estamos em uma fase de retomada dos nossos negócios. Desde o ano passado, anunciamos que tínhamos uma estratégia para os negócios da Alphaville e a venda do controle da companhia foi a escolha certa, pois vamos começar a trabalhar com uma alavancagem mais baixa e começar a reinvestir nas nossas outras duas companhias: a Gafisa e a Tenda.

 

EXAME.com: Por que decidiram ficar com 30% da operação da Alphaville?

 

Bergstein: Avaliamos preços e propostas e continuar como sócio, mesmo que minoritário da Alphaville foi uma alternativa que casou com os nossos interesses. Agora somos parceiros de dois fundos fortes. Foi uma solução adequada.

 

EXAME.com: Quais são os próximos passos com as marcas Gafisa e Tenda?

 

Bergstein: Acreditamos muito nessas duas bandeiras. São marcas fortes e com tradição no mercado. Agora com os recursos da venda de parte da Alphaville, vamos ter mais potencial de investimentos.

 

EXAME.com: A Tenda sempre se mostrou um problema para o grupo. Por que continuam acreditando no negócio?

 

Bergstein: Quando a Gafisa comprou a Tenda, em 2008, ela tinha um legado. Reestruturamos toda a operação, deixamos de anunciar lançamentos por quase 18 meses e agora, com uma estratégia de negócios totalmente nova, relançamos a marca, pois acreditamos que o mercado em que ela está inserido, o de baixa renda, tem ainda muito potencial de crescimento.

 

EXAME.com: O que será diferente com a operação da Tenda a partir de agora?

 

Bergstein: Temos o modelo de negócio certo para o segmento certo. Agora, por exemplo, só lançamos o empreendimento quando todo o projeto estiver contratado. A gente tem um projeto, ele está redondo e acreditamos no segmento econômico, mas estamos retomando os investimentos com cautela.

 

EXAME.com: Quais as regiões do Brasil a Gafisa pretende explorar com a Tenda?

 

Bergstein: São basicamente quatro regiões, São Paulo, Rio de Janeiro, Minhas Gerais e o Nordeste, mais especificamente na Bahia e Pernambuco.

 

EXAME.com: As marcas Gafisa e Tenda vão começar a operar no azul daqui para frente?

 

Bergstein: À medida que a fomos entregando os novos empreendimentos, será normal a retomada mais saudável da operação.  A Gafisa já está mostrando resultados e os números do primeiro trimestre já foram bem melhores que os anteriores.

 

EXAME.com: Se a operação tivesse sido fechada no 1º trimestre, pela simulação de vocês, o endividamento da Gafisa cairia para R$ 1,5 bilhão. Esse patamar é saudável?

 

Bergstein: Sim, para uma empresa do setor de construção é um número bem administrável.

 

EXAME.com: Dá para afirmar que a Gafisa vai sair do vermelho em 2013?

 

Bergstein: Não trabalhamos com perspectiva, mas o impacto da operação vai começar a ser sentida a partir do segundo trimestre do ano, quando teremos cumprido todas as obrigações para a conclusão da operação

 

EXAME.com: Pelo menos dá a afirmar que a companhia inicia a partir de agora um novo ciclo?

 

Bergstein: Sem dúvida, estamos entrando em uma fase muito positiva, com recursos, grau de endividamento menor, com um portfólio com foco operacional muito legal. Estamos começando um novo ciclo com os nossos negócios – muito bem encaminhados e flexibilidade financeira.

 

Nossa SP quer Plano Diretor menos desigual

 

Fonte: Estadão, 08 jun. 2013

 

A Rede Nossa São Paulo publicou ontem um manifesto pedindo que a revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) priorize a redução das desigualdades na capital. A partir de hoje, a população poderá participar de oficinas para a elaboração de propostas para a revisão do PDE.

 

“A desigualdade está na origem de todos os grandes problemas que a cidade enfrenta hoje”, afirmou o coordenador da secretaria executiva da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew. “Enfrentar a desigualdade é uma escolha que precisa ser feita.”

 

Segundo a Rede Nossa São Paulo, dos 96 distritos da capital, 45 não possuem biblioteca, 56 não têm equipamento de esportes e 38 não contam com parque. Além disso, 10 distritos concentram 37% dos empregos.

 

Soluções para esses problemas podem ser apresentadas a partir das 8h de hoje, em oficinas organizadas pela Prefeitura nas Subprefeituras Santana/Tucuruvi, Jaçanã/Tremembé e Vila Maria/Vila Guilherme.

 

Os interessados serão divididos em grupos para debater alguns pontos e formatar suas propostas para o PDE. “Fazemos essas oficinas para que esta etapa não seja apenas um balcão onde as pessoas depositam suas ideias”, disse a secretária adjunta de Desenvolvimento Urbano, Tereza Herling.

 

Mais informações: http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br.

 

Área para casa popular não foi aproveitada

Fonte: Estadão, 08 jun. 2013

 

Onze anos após a entrada em vigor do Plano Diretor Estratégico (PDE) na cidade de São Paulo, cerca de 60% do território destinado a habitações populares ainda não foi aproveitado. Parte dos outros 40% foi usada para outros fins. A avaliação foi feita ontem pelo relator do projeto de lei de 2002, o vereador Nabil Bonduki (PT), durante evento organizado pela Rede Nossa São Paulo.

 

O baixo aproveitamento foi identificado nas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) de tipo 2, aquelas que não são favelas e podem ser usadas para construir imóveis para famílias de baixa renda. Como alternativa para tentar reverter isso, Bonduki sugeriu que empreendimentos imobiliários sejam obrigados a produzir, no mesmo terreno, habitações de interesse social.

 

Ao exigir a construção desses imóveis em terrenos de bairros com mais infraestrutura de transporte e equipamentos públicos, o governo poderia combater os deslocamentos de trânsito desnecessários e aumentar o acesso a saúde e educação, segundo o vereador. “Vou defender que o Plano Diretor garanta a produção de HIS nas áreas mais bem urbanizadas da cidade. Vamos ter de estudar uma alternativa para isso”, disse Bonduki.

 

Assinatura 11e12

Mercado Imobiliário 07/06/2013


Gafisa vende Alphaville por R$ 1,4 bilhão

Fonte: Valor, 07 jun. 2013

A Gafisa fechou acordo de venda de Alphaville Urbanismo para o bloco formado por Pátria e Blackstone, segundo apurou o Valor. O negócio abrange fatia de 70% da maior empresa de urbanismo do país por R$ 1,4 bilhão, de acordo com fontes. Pátria e Blackstone terão, cada uma, 35% de Alphaville, enquanto a Gafisa ficará com os 30% restantes. Na prática, o valor atribuído a 100% de Alphaville ficou em R$ 2 bilhões.

Até o fechamento desta edição, o anúncio não tinha sido comunicado pelas partes à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Procurados pelo Valor, Gafisa e Pátria informaram, por meio de suas respectivas assessorias de imprensa, que não iriam se pronunciar sobre o assunto.

Ontem, as ações da Gafisa dispararam na última meia hora do pregão, como consequência, segundo operadores, de rumores de que a venda de Alphaville havia sido concluída. Os papéis fecharam em alta de 5,44%, cotados a R$ 4,07 na BM&FBovespa.

Na semana passada, o Valor antecipou que a decisão da Gafisa em relação a Alphaville seria tomada na primeira quinzena de junho. Conforme fontes, a Gafisa continuará à frente da gestão de Alphaville, mesmo após o negócio fechado com Pátria e Blackstone.

Em setembro do ano passado, a Gafisa divulgou o início da avaliação de opções estratégicas para a loteadora, que incluiam abertura do capital, venda de participação ou manutenção da situação atual.

Conforme fontes, o processo de decisão foi marcado por divergências no conselho de administração e na gestão da incorporadora em relação à melhor opção. Se por um lado, existia o entendimento de que os recursos decorrentes da venda de Alphaville poderiam entrar no caixa da Gafisa mais rapidamente, havia os defensores de que o lançamento inicial de ações (IPO) permitiria obter um valor maior.

Também participaram da disputa pela aquisição de Alphaville, segundo fontes, o bloco formado por Equity International (EI) – do investidor Sam Zell – e GP Investimentos; a Hemisfério Sul Investimentos (HSI) e a gestora de fundos de private equity VBI Real Estate. Conforme o Valor apurou, a VBI já havia retirado a oferta pela loteadora.

Considerada a joia da coroa da Gafisa, Alphaville é a divisão da empresa com as melhores margens de rentabilidade. No primeiro trimestre, sua margem bruta ficou em 50%, ante a margem consolidada da companhia de 24%.

Os recursos da venda de Alphaville vão contribuir para a redução do endividamento da Gafisa. No fim do primeiro trimestre, a relação entre sua dívida líquida e o patrimônio líquido era de 94%.

O negócio põe fim ao imbróglio entre a incorporadora e os antigos controladores da loteadora, Alphaville Participações (Alphapar) em relação ao pagamento dos 20% ainda não desembolsados. Não havia acordo sobre a quantidade de ações da Gafisa a ser paga à Alphapar por Alphaville. A divergência foi levada à Câmara de Comércio e Arbitragem Brasil-Canadá.

O acordo de venda da empresa para Pátria e Blackstone prevê que a Gafisa fará o pagamento dos 20% restantes à Alphapar e que a divergência será retirada da câmara de arbitragem, conforme fontes.

O pagamento dos R$ 1,4 bilhão será feito com recursos de fundos já geridos por Pátria e Blackstone. Segundo as fontes, o negócio mostra o apetite do Pátria por negócios de fusão e aquisição cada vez maiores.

Gafisa fecha acordo com sócios fundadores da Alphaville

Fonte: Estadão, 07 jun. 2013

A Gafisa entrou em acordo com os sócios fundadores de Alphaville para finalizar a aquisição da participação remanescente de 20% no capital de Alphaville, pelo valor de R$ 367 milhões. O acordo coloca um ponto final no processo de arbitragem entre os sócios. A empresa também assinou contrato para venda de 70% da Alphaville para as empresas de private equity Blackstone Real Estate Advisors L.P. (“Blackstone”) e Pátria Investimentos Ltda por R$ 1,4 bilhão.

Segundo a empresa, a Blackstone e o Pátria Investimentos manterão a atual equipe de gestão da Alphaville. Após a transação, Alphaville continuará como afiliada da Gafisa, sendo que a companhia continuará desempenhando papel relevante em Alphaville, mantendo representantes como membros do Conselho de Administração, ocupando dois de um total de seis assentos.

A empresa avalia que o modelo de negócios único e a marca amplamente reconhecida de Alphaville, aliados à capacidade de gestão da Gafisa, contribuíram para seu crescimento significativo. “Entre 2007, o primeiro ano sob controle e gestão da Gafisa, e 2012, os lançamentos aumentaram mais de quatro vezes, de R$ 237 milhões para R$ 1,3 bilhão, enquanto o retorno sobre o patrimônio (ROE) médio para o período foi de 45% ao ano”, informa.

A companhia lembra que iniciou uma análise estratégica para o negócio Alphaville em setembro de 2012. As opções incluíam um IPO da Alphaville, a venda de uma participação nesta empresa ou ainda a manutenção da situação atual. “Após cuidadosa análise, o conselho de administração da Gafisa juntamente com a alta administração da companhia, entendendo que a venda de uma participação majoritária para Blackstone e Pátria Investimentos geraria o maior valor possível para os acionistas da Gafisa, aprovou a transação”, afirma.

Alavancagem

“Esta é uma excelente oportunidade para destravarmos o valor significante que foi gerado em Alphaville sob a administração da Gafisa, desde a aquisição em 2006. Os recursos reforçarão o balanço da Gafisa por meio da redução da alavancagem e permitirão gerar valor ao acionista no longo prazo por meio da capitalização no potencial de crescimento das nossas marcas Gafisa e Tenda”, afirma a empresa.

A Gafisa destaca ainda que essas marcas operam em mercados em expansão e estão posicionadas para uma melhora na rentabilidade após profunda reestruturação no ano passado e a entrega da maior parte do legado de projetos ainda em 2013. “Além disso, a transação vai permitir que nossos acionistas, por meio da nossa participação de 30% em Alphaville, participem na criação de valor no longo prazo que acreditamos será produzida ao nos associarmos com duas empresas líderes em investimentos, com expertise tanto global como local no setor imobiliário”, afirma em nota Duilio Calciolari, CEO do Grupo Gafisa.

Jonathan Gray, Head Global de Real Estate da Blackstone, destaca que essa é a primeira transação no setor imobiliário brasileiro em sociedade com o Pátria. “Seguimos entusiasmados na busca de oportunidades da mesma relevância no mercado brasileiro, afirma em nota o sócio e co-fundador do Pátria, Olimpio Matarazzo.

Gafisa vende Alphaville para Pátria e Blackstone

Fonte: Valor, 07 jun. 2013

A Gafisa fechou o acordo de venda da Alphaville Urbanismo para o bloco formado por Pátria e Blackstone, segundo apurou o Valor. A incorporadora vendeu 70% da maior empresa de urbanismo do país por R$ 1,4 bilhão – ou seja, o valor atribuído a 100% de Alphaville ficou em R$ 2 bilhões. Os recursos da venda vão contribuir para a redução do endividamento da Gafisa.

Ontem, as ações da Gafisa subiram na última meia hora do pregão, como consequência dos rumores de que a negociação havia sido concluída.

A Gafisa optou pela venda de Alphaville em vez de uma oferta inicial de ações (IPO), que também era uma das opções. Havia divergências no conselho de administração e na direção da empresas em relação à decisão. Dessa forma, os recursos decorrentes da venda poderão entrar no caixa da Gafisa mais rapidamente do que com a abertura do capital. A oferta de ações, no entanto, permitiria obter mais recursos.

Também tinham interesse na aquisição de Alphaville o bloco formado por Equity International (EI), do investidor Sam Zell, e GP Investimentos, a Hemisfério Sul Investimentos (HSI) e a gestora de fundos de “private equity” VBI Real Estate.

Gafisa vende 70% de Alphaville para Blackstone e Pátria por R$ 1,4 bilhão

Fundos pagaram à vista pela empresa de loteamentos e exigiram fim de impasse com antigos donos de Alphaville em tribunal de arbitragem; segundo fontes, dinheiro será usado pela incorporadora para pagamento de dívidas e reestruturação

Fonte: Estadão, 07 jun. 2013

Depois de quatro meses de intensas negociações, a incorporadora Gafisa conseguiu concluir uma das etapas mais intrincadas de seu plano de reestruturação: vender a empresa de loteamentos Alphaville – o negócio mais rentável do grupo – para pagar dívidas e colocar a casa em ordem, após de uma temporada de prejuízos milionários. As gestoras de recursos Pátria e Blackstone compraram, juntas, 70% da empresa por R$ 1,4 bilhão, segundo fontes.

Chegar a um acordo não foi tarefa fácil. Além de haver outros interessados de peso, como a GP Investimentos e o megainvestidor americano Sam Zell (que já foi acionista da Gafisa no passado), a conclusão do negócio dependia de se encontrar uma solução para a saída do antigo dono de Alphaville, que ainda detinha 20% da empresa de loteamentos. Desde o ano passado, a Gafisa tinha direito de comprar a fatia do fundador, Renato Albuquerque, mas os dois lados não chegaram a um acordo sobre o valor da empresa e a discussão foi parar em um tribunal de arbitragem.

Sem dinheiro em caixa para bancar a aquisição, a Gafisa pretendia inicialmente comprar a participação do fundador por meio de uma troca de ações. A proposta do Pátria e do Blackstone mudou o jogo. Os dois fundos avaliaram a empresa em R$ 2 bilhões e exigiram o fim do imbróglio com Albuquerque para levar a proposta adiante.

Operação

Por fim, a operação ganhou o seguinte formato: primeiro, a Gafisa comprou os 20% dos donos de Alphaville por R$ 375 milhões (a participação dos antigos sócios foi avaliada em R$ 400 milhões, mas a diferença diz respeito a pendências que existiam entre eles). Depois, a Gafisa vendeu 70% de Alphaville para os dois fundos, que passaram a deter, cada um, 35% da empresa. Ambos pagaram à vista pela participação. No fim das contas, portanto, a Gafisa continua com 30% da empresa de loteamentos.

Os detalhes da operação foram antecipados ontem pela colunista Sonia Racy, em seu blog. Segundo ela, cerca de R$ 500 milhões serão usados pela Gafisa para o pagamento de dívidas. Até o fim da noite, o contrato ainda não havia sido assinado.

A Alphaville é de longe a empresa mais rentável do grupo. Embora represente 20% da receita da Gafisa (que foi de R$ 3,9 bilhões no ano passado), o negócio lucrou R$ 122,8 milhões, enquanto Tenda e a empresa-mãe somaram prejuízo de R$ 316 milhões. Isso explica as divergências que existiam até então entre os conselheiros da Gafisa em relação à venda de Alphaville. Cogitava-se até abrir o capital da empresa de loteamentos, em vez de se desfazer dela.

Segundo fontes próximas aos fundos, a aquisição de Alphaville está sendo considerada emblemática pelo Pátria e sinaliza uma presença mais forte do fundo em negócios de grande porte. Procurados, Pátria e Gafisa não comentaram a operação.

Prefeitura quer retomar terreno na zona oeste que seria destinado à Saúde

Fonte: Folha, 07 jun. 2013

A prefeitura de São Paulo quer retomar um terreno planejado inicialmente para abrigar uma unidade de saúde do município mas que foi entregue a um condomínio de alto padrão na Vila Leopoldina (zona oeste).

A área será usada para a construção de uma praça aberta ao público, o que, além de uma provável discussão jurídica, gerou um debate sobre o que os moradores querem e precisam.

A prefeitura considera o repasse do terreno irregular e trata como uma “invasão” as intervenções feitas pelo condomínio –que limpou o terreno, derrubando árvores e um barracão onde seria construída a unidade de saúde.

A área de 1.400 metros quadrados, próxima ao Parque Villa-Lobos, foi cedida por ato da subprefeitura da Lapa, em 2008, durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD).

Para a atual administração, o documento é ilegal.

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“Moradores invadiram o local, demoliram o prédio e retiram as árvores sem autorização”, diz nota da prefeitura, que pediu ao Ministério Público para que apure o caso.

O lugar foi batizado com o nome do condomínio: Praça Spazio Vernice. Quando estiver pronta, diz a administração, terá grades e será aberta ao público das 7h às 18h. À noite, será fechada.

“Por motivo de segurança. Senão mendigo toma conta”, diz o gerente, Cláudio Martins.

Segundo ele, a decisão de ocupar a área está embasada em documento assinado pela então subprefeita da Lapa Luiza Nagib Eluf, em 2008.

Para a prefeitura, o prejuízo é de R$ 600 mil, que foram repassados pelo governo federal, seriam aplicados na reforma do local para abrigar o posto e foram devolvidos.

De acordo com parecer da procuradoria do município, Eluf não tinha competência para dar tal autorização –apenas o prefeito.

Ela disse não ter tido conhecimento da existência do parecer e que tentou resolver a situação oferecendo outro terreno à Secretaria de Saúde.

Fez isso, diz, por acreditar não ser “perfil” da região um posto de saúde: “Não é um local que frequentado pela comunidade carente. O mais correto é abrir um posto desse onde tem o problema da saúde pública para cuidar.”

Documento enviado pela secretaria à época afirma que o terreno era ideal pela quantidade de opções de transporte, entre elas à estação ferroviária da Vila Leopoldina.

A presidente licenciada da associação Movimento Popular de Vila Leopoldina, Gláucia Prata, diz que os moradores preferem a praça.

Afirma que eles reuniram mais de 500 assinaturas em apoio à iniciativa e que ajudou a subprefeitura a encontrar outras áreas, recusadas.

“Eles bateram o pé. O porquê, eu não sei. Está no meio residencial (..), é longe de tudo. Não tem nenhum botequim para fazer um lanche. Só tem coisa cara”, disse.

Já a urbanista Maria Laura Fogaça, moradora da região, disse que o que não falta no bairro é área verde: “Nós temos um posto de saúde que vive lotado. Temos um pronto-socorro que não dá conta.”

O posto atende a doenças do trabalho e hoje está instalado em prédio alugado.

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Mercado Imobiliário 06/06/2013


Irmãos Rossi desfazem aliança no grupo de controle da Rossi

Edmundo Rossi deixou grupo que detinha maior parte das ações da companhia por conflito de interesse

Fonte: Exame.com

 

A Rossi anunciou que Edmundo Rossi, irmão de João Rossi, fundador da construtora e incorporadora, deixou  controle indireto da companhia em função de conflitos de interesse.

 

Edmundo detém 5,2% das ações e junto com o irmão, que tem 16,2%, mantinham um grupo com a maior parte dos papéis da empresa. A construtora, no entanto, não possui um controlador com mais de 50% de participação.

 

Por meio de carta enviada aos executivos da Rossi, Edmundo afirmou que está saindo do controle indireto da construtora “para evitar potenciais conflitos de interesses entre as atividades que a nova unidade Rossi Commercial Properties pretende desenvolver e suas atividades pessoais no mesmo segmento de negócio”.

 

Segundo comunicado da Rossi, a partir de agora Edmundo continua com suas ações, mas passa a ter objetivo estritamente de investidor da companhia. Já João Rossi vai dar andamento ao seu compromisso com a construtora e confiança nas perspectivas futuras do negócio. O empresário é também presidente do conselho da Rossi.

 

Preço de imóveis no País tem aumento de 4,9% no ano

Fonte: Estadão, 06 jun. 2013

 

O preço médio dos imóveis residenciais no País chegou a R$ 6,748 mil por metro quadrado em maio, um crescimento de 1% na comparação com o mês anterior. Com isso, a alta acumulada em 2013 já chega a 4,9%, segundo dados do Índice FipeZap Ampliado, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base nos classificados do site Zap Imóveis de 16 cidades. No acumulado em 12 meses, o aumento dos preços é de 14,1%.

 

A variação registrada em maio é ligeiramente inferior à observada em abril, quando os valores subiram 1,1%. A Fipe também destaca que, considerando a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, de 2,9%, o aumento real dos preços dos imóveis neste ano é de 2%.

 

Dentre as cidades monitoradas, em maio, Curitiba foi a cidade com maior aumento nos preços, com uma alta de 3,3%, seguida de Recife, com 2,9%. Belo Horizonte e Florianópolis registraram quedas (-0,1% e -0,2% respectivamente).

 

Em São Paulo, maior mercado imobiliário do País, os preços dos imóveis aumentaram 1%, para R$ 7,192 mil o metro quadrado. O Rio de Janeiro segue com o metro quadrado mais caro do Brasil – a cotação chegou a R$ 9,160 mil.

 

No conjunto das sete cidades onde a pesquisa é realizada há mais tempo (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador e Brasília) o aumento dos preços de venda de imóveis foi de 0,9% em maio em relação ao mês anterior.

 

No período de 12 meses, a alta nessas sete cidades é de 11,9%, mesma taxa observada em abril, mas quase a metade do que havia sido medido em maio de 2012, quando o aumento era de 19,9%.

 

Aluguel

Em relação aos aluguéis, o índice Fipe Zap mostra um aumento de 0,4% nos preços em maio na comparação com o mês anterior.

 

No ano, o aumento dos preços dos aluguéis chega a 3,2%, enquanto no acumulado em 12 meses o crescimento chega a 7,6%.

 

País terá novos índices sobre o mercado imobiliário

Parceria entre a Fipe e os cartórios de São Paulo vai utilizar informações digitalizadas de todos os imóveis registrados no Estado

 

Fonte: Estadão, 06 jun. 2013

 

O mercado brasileiro de imóveis vai ganhar novos índices. Uma parceria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), firmada na semana passada, vai usar a base de dados de todos os cartórios do Estado de São Paulo para levantar informações como a quantidade de transações realizadas e o preço de registro dos imóveis.Ainda há poucas estatísticas sobre o segmento de imóveis no Brasil e as opções que existem só apareceram recentemente. Nos Estados Unidos, por exemplo, o S&P/CaseShiller pesquisa o valor dos imóveis desde a década de 1980. A escassez de dados nacionais explica a cautela dos especialistas diante das especulações sobre a possibilidade de uma bolha imobiliária no País.

 

A promessa é que os índices forneçam dados mais precisos sobre a situação do mercado imobiliário. “Acho que o dado mais crítico e que temos pouca informação nesse momento é o relativo às transações do mercado imobiliário”, afirma Eduardo Zylberstajn, organizador do trabalho.

 

Informações sobre terras rurais e terrenos, explica Zylberstajn, também poderão ser divulgadas. Segundo ele, os dados ainda estão sendo levantados junto ao cartórios do Estado de São Paulo, mas a expectativa é divulgar os primeiros resultados ainda neste ano.

 

Registros online. A construção dos novos índices será possível com a digitalização dos registros imobiliários de todo o Estado de São Paulo, oficializada há duas semanas com o lançamento do portal Registradores (www.registradores.org.br). “Nós criamos uma central de serviços eletrônicos como um meio para a pessoa possa chegar a todos os cartórios do Estado de São Paulo”, afirma o presidente da Arisp, Flauzilino Araújo dos Santos.

 

A partir de agora, é possível fazer o registro eletrônico do imóvel (encaminhamento de títulos para registro), solicitar certidões e buscar e visualizar a matrícula de um imóvel sem se deslocar até um cartório. Os preços cobrados são maiores que os praticados pelas unidades físicas, mas segundo Flauzilino, a maior diferença chega a R$ 6. Também é possível pedir a entrega via Correios, com custo adicional de entrega. Algumas documentações, diz, podem ser emitidas em até 15 minutos.

 

Para acessar os serviços do portal, é preciso fazer um cadastro e comprar créditos, por meio boleto bancário ou transferências entre contas (somente do banco Bradesco). Os valores só estarão disponíveis após a compensação bancária. O encaminhamento de títulos eletrônicos para registro só podem ser realizados no horário de funcionamento dos cartórios no Estado de São Paulo, (9h às 16h). Os demais serviços são disponibilizados 24 horas.

 

O site cumpre uma exigência da lei 11.977, que criou o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, e determina que até 2014 todo o registro brasileiro de imóveis deve estar disponível pela internet.

 

Preços. Os preços de registro dos imóveis também serão levantados pela parceria Fipe e Arisp, embora o valor do metro quadrado nessa análise possa não refletir totalmente a realidade. Isso ocorre porque captar o valor de mercado dos imóveis é um dos maiores desafios desse setor.

 

Dois índices atuais, o FipeZap e o Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R), do Banco Central, têm uma amostra mais precisa da tendência de variação do metro quadrado do que nos preços de mercado propriamente dito. O primeiro pesquisa o valor anunciado do metro quadrado em 19 cidades e pode conter um viés de alta.

 

O segundo passa pela situação inversa. Como levanta o preço dos imóveis dados em garantia dos empréstimos em 11 cidades, pode indicar valores um pouco abaixo da média, uma vez que os bancos são os responsáveis pela avaliação.

 

“O ideal é analisar todas as fontes possíveis, os anúncios, as matrículas e as avaliações. Nenhuma fonte é perfeita, mas todas são válidas e têm a sua contribuição para uma leitura mais precisa do mercado”, diz Zylberstajn.

 

Assinatura 11e12

Mercado Imobiliário 05/06/2013


Desapropriação de imóveis para projeto habitacional no centro deve sair este mês

 

Fonte: Estadão, 04 jun. 2013

 

Cerca de 20 mil unidades devem ser criadas nos próximos anos por meio do programa Casa Paulista, uma parceria entre União, Estado, município e iniciativa privada

 

O governo do Estado pretende publicar, até o fim do mês, decretos de desapropriação de cerca de 500 imóveis na região central que serão destinados à criação de 20 mil unidades habitacionais para famíliias que ganham até 10 salários mínimos, como parte do programa Casa Paulista.

 

O projeto foi apresentado no início da tarde desta terça-feira, 4, como um dos exemplos de como grandes projetos podem mudar a vida nas cidades durante o New Cities Summit (Comitê das Novas Cidades), evento internacional que começou nesta terça no Parque do Ibirapuera.

 

O secretário estadual de Habitação, Sílvio Torres, afirmou que serão necessários investimentos de R$ 4,6 bilhões, divididos entre os governos federal, estadual e municipal, além da iniciativa privada. “A consulta pública do edital termina dia 9. Após fazer os ajustes, devemos publicar a licitação até o fim do mês.”

 

A previsão do governo é contratar a construção dos empreendimentos em outubro, para que as primeiras unidades sejam entregues a partir de dois anos. Os prédios do Casa Paulista devem ficar próximos a estações de trem e metrô e devem prever outros usos, além do residencial. Em troca da construção, as construtoras poderão explorar economicamente os edifícios entre 14 e 20 anos.

 

Haddad desiste de vender rua no Itaim Bibi

Fonte: Estadão, 05 jun. 2013

 

O prefeito Fernando Haddad (PT) comunicou hoje à Câmara Municipal ter desistido de colocar à venda uma rua sem saída de 589 metros quadrados no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo.

 

Acusado de tentar favorecer o mercado imobiliário por vereadores da oposição nas últimas sessões, Haddad retirou de pauta o projeto de lei que autorizava a venda, por R$ 5,83 milhões, da Rua Oswaldo Imperatrice, uma travessa da movimentada Rua Leopoldo Couto de Magalhães, área nobre da capital, onde o metro quadrado chega a custar R$ 20 mil.

 

A proposta foi apresentada em novembro do ano passado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e revelada pelo Estado. A gestão Haddad manteve a disposição de concretizar a venda após a transição do governo. O projeto foi colocado na pauta de votação nas duas sessões extraordinárias realizadas na semana passada. No plenário, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) acusou o governo de “golpe” para favorecer construtoras com a venda.

 

Segundo moradores e comerciantes da região do Itaim Bibi, a rua seria vendida para a Birmann Empreendimentos, que comprou os terrenos no entorno da via. Na verdade, a empresa gerencia o projeto imobiliário no local para um grupo de investidores, a Faria Lima Traine Properties.

 

Ontem o líder de governo, Arselino Tatto (PT), comunicou aos vereadores sobre a desistência da venda. “Queria comunicar a todos a retirada de pauta do projeto e seu envio para o arquivo da Casa.”

 

Logo após o Estado revelar no final de novembro que Kassab pretendia vender a Rua Oswaldo Imperatrice, a Sociedade Amigos do Itaim Bibi entrou com ação na Justiça pedindo liminar para impedir a votação do projeto. O próprio Haddad foi informado na semana passada de que moradores no entorno eram contrários ao negócio e tinham buscado o Judiciário.

 

O prefeito também teve conhecimento de que a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) apontou que a quantia pedida pela Prefeitura – R$ 5,8 milhões (R$ 9.900, o m²) – não corresponde ao valor de mercado da região. Segundo a entidade, o metro quadrado de um terreno na Avenida Brigadeiro Faria Lima custa o dobro, cerca de R$ 20 mil.

 

Preço de imóveis sobe quase 5% no acumulado de 2013, mostra FipeZap

Fonte: G1, 05 jun. 2013

 

O preço médio do metro quadrado dos apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros subiu para R$ 6.748 em maio, o que representa alta de 1% na comparação com abril, conforme indica o Índice FipeZap Ampliado, divulgado nesta quarta-feira (5). Com isso, o preço anunciado acumula alta de 4,9% nos cinco primeiros meses de 2013.

 

A variação do último mês é ligeiramente menor que a registrada em abril, quando a alta foi de 1,1%.

 

As maiores altas foram registradas em Curitiba (3,3%) e no Recife (2,9%). No Rio de Janeiro, que já tem o metro quadrado mais caro do país (R$ 9.160), a variação de preços chegou a 1,2% em maio. Em São Paulo, a alta foi de 1%.

 

Das 16 cidades cujos preços são monitorados, apenas duas registraram queda nos preços no período: Florianópolis (-0,2%) e Belo Horizonte (-0,1%).

 

As mais caras

 

Depois do Rio, Brasília desponta com o segundo metro quadrado mais caro do país, ao custo médio de R$ 8.346. São Paulo ocupa o terceiro lugar, com o metro quadrado anunciado valendo, em média, R$ 7.192. Entre as cidades pesquisadas, o preço mais barato foi encontrado em Vila Velha (R$ 3.542).

 

Segundo o levantamento, no bairro do Leblon, no Rio, o preço do metro quadrado no mês de maio chegou a R$ 21.767. Na mesma cidade, a Pavuna tem o metro quadrado mais barato (R$ 1.967). Em São Paulo, o preço mais caro segue sendo o do bairro Vila Nova Conceição (R$ 12.703 o m²), com Guaianazes na “lanterna” de custos (R$ 3.163 o m²).

 

Índice composto

 

O Índice FipeZap Composto – que acompanha a evolução média do preço nas sete cidades que originalmente faziam parte do indicador e que tem série histórica maior – subiu 0,9% em maio, ante abril.

 

Ao longo de 2013, o indicador composto tem alta acumulada de 4,7%. No período de 12 meses, o FipeZap Composto registrou aumento de 11,9%, mesma taxa observada em abril, mas quase a metade do que havia sido medido em maio de 2012, quando o aumento foi de 19,9%.

 

Segundo o estudo, os últimos dados do Índice FipeZap Composto “parecem apontar para uma interrupção, ao menos momentânea, na desaceleração da alta dos preços”.

 

O Índice FipeZap foi desenvolvido e é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o portal ZAP Imóveis. O indicador acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros com base em anúncios da internet. Os municípios abrangidos são: Rio de Janeiro, São Paulo, Niterói, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, São Caetano do Sul, Florianópolis, Porto Alegre, Santo André, Salvador, São Bernardo do Campo, Vitória, Curitiba e Vila Velha.

 

Assinatura 11e12

Mercado Imobiliário 04/06/2013


Bairros distantes do Centro foram os que mais valorizaram em São Paulo em 2012

Campeão em valorização foi o bairro de São Domingos, na região do Butantã

Fonte: Infomoney, maio 2013

Os bairros distantes da região central da capital paulista foram os que mais valorizaram na passagem de 2011 para 2012, segundo revelam dados divulgados pelo Agente Imóvel.

De acordo com o levantamento, no período, o campeão em valorização foi o bairro de São Domingos, na região do Butantã, cujo preço do metro quadrado passou de R$ 2.336,36, em 2011, para R$ 5.686,46, no ano passado, um aumento de 59%.

O bairro de Vila Jacui, na região de Itaquera, foi o segundo que mais valorizou, com alta de 36%. No geral, segundo a pesquisa, o metro quadrado em São Paulo ficou 10,91% mais caro no ano passado, saindo de R$ 5.978,43 para R$ 6.630,53. Abaixo, a lista dos dez bairros que mais valorizaram entre 2011 e 2012.

Valorizações 2012

Bairro

2011

2012

Variação

São Domingos

R$ 2.336,36

R$ 5.686,46

59%

Vila Jacui

R$ 3.264,43

R$ 5.087,49

36%

Cidade Líder

R$ 3.112,34

R$ 4.667,95

33%

Vila Prudente

R$ 4.269,68

R$ 6.392,52

33%

Santo Amaro

R$ 7.040,45

R$ 10.252,83

31%

São Mateus

R$ 2.848,02

R$ 4.051,07

30%

Pirituba

R$ 4.210,28

R$ 5.881,32

28%

Pari

R$ 4.072,52

R$ 5.565,42

27%

Liberdade

R$ 8.557,33

R$ 11.099,05

23%

Perdizes

R$ 8.439,79

R$ 10.996,72

23%

*Fonte: Agente Imóvel

Desvalorização

Na outra ponta, entre os bairros que perderam valor em 2012, estão Cangaiba (-18%), Bom Retiro (-13%) e Raposo Tavares (-11%).

Governo estuda desativar cadeião de Pinheiros para reurbanizar marginal

Fonte: Estadão, 04 jun. 2013

Plano desenvolvido desde abril em uma das áreas que mais crescem na cidade também prevê mudança da Ceagesp, criação de ciclovia e trilha de caminhada com 50 km entre a Represa Billings e a Barragem da Penha e uma rede de corredores verdes

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O Estado estuda desativar o Cadeião de Pinheiros e transferir para outro lugar a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) como forma de abrir espaço para um plano de revitalização das margens dos Rios Pinheiros e Tietê. Nas próximas semanas, o governo espera uma resposta do Banco Mundial para começar a detalhar os projetos.

Os terrenos, que somam cerca de 750 mil m² e estão em uma das áreas que mais crescem na cidade, dariam lugar a uma área verde com metade do tamanho do Parque do Ibirapuera, que seria interligada a uma rede de parques previstos no projeto. Uma das ideias é levar para o local a filial de algum museu internacional – como o Guggenheim -, além de criar espaço para apresentações de artistas independentes e a prática de esportes. O governo ainda não fala em prazos ou custos envolvidos na empreitada.

O plano está sendo desenvolvido desde abril pelo Comitê de Requalificação Urbana e Social das Marginais, ligado à Secretaria da Casa Civil, e tem o apoio da iniciativa privada por meio do Movimento Brasil Competitivo. O protocolo de intenções entre as partes foi assinado em 15 de abril no Palácio dos Bandeirantes.

A mudança da Ceagesp é pleiteada há alguns anos, mas enfrenta resistência de comerciantes e clientes. A área pertence ao governo federal e abriga a maior central de abastecimento da América Latina, por onde circulam cerca de 50 mil pessoas diariamente. A retirada do cadeião, por sua vez, depende da construção de quatro ou mais Centros de Detenção Provisória (CDPs) no Estado para abrigar os presos do local – atualmente, são 6.140.

Ciclovia. As diretrizes iniciais do comitê preveem a construção de uma ciclovia e uma trilha de caminhada de 50 quilômetros de extensão ligando a Represa Billings, na zona sul, à Barragem da Penha, na leste, acompanhando os Rios Pinheiros e Tietê. Ao longo das ciclovias, estão previstos pontos de empréstimo e estacionamento de bicicletas, além de “bicitáxis”.

Uma rede de corredores verdes integraria esse novo parque das margens dos rios com os Parques da Juventude, na zona norte, da Aclimação, na região central, e do Ibirapuera, na zona sul.

O primeiro passo para a requalificação é a construção de uma ciclopassarela ligando o Parque Villa-Lobos à Cidade Universitária e à ciclovia da Marginal do Pinheiros e a derrubada do muro do câmpus da Universidade de São Paulo na zona oeste. A ciclopassarela foi anunciada em dezembro, com previsão de entrega no primeiro semestre de 2014.

Outra diretriz prevista no Plano de Requalificação é a limpeza dos rios, o que pode permitir sua navegação. Para isso, as intervenções devem começar a ser feitas em cidades do leste da Grande São Paulo já neste ano. O grupo ainda estuda modelos econômicos capazes de viabilizar os custos do projeto.

Diretor de RI explica como a EzTec mantém a maior margem bruta do setor

Fonte: Infomoney, 03 jun. 2013

A TV InfoMoney traz entrevista exclusiva com o diretor de relações com investidores da construtora e incorporadora EzTec (EZTC3), Emílio Fugazza, que fala sobre o resultado do primeiro trimestre e como a empresa vem mantendo a maior margem bruta do setor, a venda de cerca de meio milhão da Torre A do empreendimento EZTowers, além de expectativas para os próximos meses. Confira:wp130613

Para ver o video, clique na imagem ou acesse o link abaixo :

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Mercado Imobiliário 03/06/2013


São Paulo tem construção entre as 18 mais sustentáveis do mundo

Megacomplexo sendo erguido no Brooklin, na zona sul, foi um dos dois escolhidos pela Fundação Clinton no Brasil; empreendimento de Santa Catarina também está na lista

Fonte: O Estado de S. Paulo, 31 maio 2013

A cidade de São Paulo possui um dos dois empreendimentos escolhidos como um dos 18 projetos mais sustentáveis do mundo pelo Climate Positive Development Program, iniciativa da Fundação Clinton e do U.S Green Building Council. O Parque da Cidade, megacomplexo com prédios residenciais, comerciais, shopping e hotel, em construção no Brooklin, zona sul, foi considerado referência internacional de desenvolvimento urbano e redução da emissão de CO2. O catarinense Pedra Branca Cidade Sustentável, da cidade de Palhoça, também faz parte da lista.

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Construído em uma área de 82 mil metros quadrados,

empreendimento tem usina de concreto própria

O Parque da Cidade,  da Odebrecht, tem custo estimado em R$ 4 bilhões e deve economizar R$ 500 mil na sua fase de obras por conta de iniciativas sustentáveis, segundo a construtora. Construído em uma área de 82 mil metros quadrados, ele terá cinco torres corporativas, uma torre de salas comerciais, duas torres residenciais, um shopping center e um hotel. O empreendimento terá 22 mil metros quadrados de área verde, aberta 24 horas para o público. O complexo deve ficar pronto em 2019 e terá a circulação de aproximadamente 65 mil pessoas por dia.

O “canteiro de obras sustentável” do Parque da Cidade inclui um sistema de captação de energia solar, uso de lâmpadas LED e ar condicionado com sistema para economia de energia elétrica. Além disso, é feita a captação de água da chuva, que passa por um tratamento brando e é utilizada nos banheiros. Os sanitários têm um sistema de esgoto a vácuo, que promove economia de água. Durante os seis anos de construção do empreendimento, devem ser poupados 27.600 m³ de água e 20% de energia elétrica.

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“O fato de dispormos de um grande terreno e bastante tempo de construção nos permitiu transformar o canteiro em um laboratório, experimentando conceitos sustentáveis a serem aplicados quando o empreendimento estiver pronto”, explica o diretor de engenharia e construção da Odebrecht Realizações Imobiliárias, Eduardo Frare, responsável pelo projeto.

Ele afirma que o “canteiro sustentável” também tem o papel de educar as pessoas em relação a práticas que visam a economia de água e energia, além da destinação adequada de resíduos. “Temos um sistema de coleta de resíduos disponibilizado para a comunidade do entorno, onde as pessoas podem trazer seu lixo para fazermos a destinação correta, seja de óleo de cozinha, baterias, computadores, lixo orgânico.” Em três meses, foram coletados 1,8 tonelada de resíduos.

No canteiro de obras, foi montada uma usina de concreto própria, com o objetivo de diminuir a circulação de caminhões pela cidade. A previsão é de que, durante os seis anos, sejam rodados 200 mil quilômetros a menos.

A iniciativa, no entanto, tem impacto na mão de obra. Com a adoção dessas medidas, o número de funcionários é reduzido de mais ou menos 4 mil para 2 mil. Para Frare, menos pessoas circulando no canteiros significa mais segurança. “Se obras já são incômodas para quem mora perto, imagine para quem está trabalhando lá, todo dia. Fora os transtornos causados por uma equipe grande em uma obra num espaço urbano – são 4 mil funcionários vindo de carro ou ônibus.”

Os trabalhadores têm disponível um totem informativo, com dados sobre o consumo de água, energia e emissão de CO2 da obra. O dashboard também tem conexão com sites de órgãos como CPTM e SPTrans e traz informações sobre linhas de ônibus, metrô, trem, voos, horários de trânsito etc.

Medidas devem ser avaliadas. A engenheira civil Cilene Garcia, do grupo Eesc Sustentável da Escola de Engenharia da USP de São Carlos,  focado em construções sustentáveis e áreas verdes, afirma que canteiros desse tipo são, de fato, uma tendência, mas nem todas as iniciativas de sustentabilidade são simples de serem adaptadas e requerem uma avaliação.

“O reuso de água, por exemplo, envolve questões normativas complicadas, porque aquela água captada pela chuva só pode ser usada para alguns fins, em que não haja o risco de uma pessoa consumi-la”, explica Cilene. Ela acrescenta que nem sempre essa medida é rentável porque implica no custo adicional de bombeamento da água, que gasta energia, e no uso de tubulações diferentes e separadas. “Se a obra não vai durar bastante tempo, não se justifica fazer isso, porque o gasto não vai ser diluído.”

Em relação à usina de concreto própria, a engenheira diz que essa é uma prática comum em obras grandes, em que há bastante espaço. “Até porque a empresa economiza gastos com gasolina e evita que os caminhões fiquem parados no trânsito.” Sobre os painéis de energia solar, Cilene afirma que a captação é muito baixa e supre apenas a iluminação, que não chega a 1% dos gastos do canteiro. “O interessante é captar energia suficiente para usar com os equipamentos, que demandam alta potência e proveriam uma economia maior, mas seriam necessários mais painéis e, logo, mais espaço.”

As iniciativas sustentáveis em um canteiro de obras podem ser, no entanto, variadas. Cilene conta, por exemplo, que nas obras do grupo da Escola de Engenharia, têm sido utilizadas telhas recicladas para o fechamento da construção, em vez de chapas compensadas (tapumes de madeira comumente usados para cercar obras). “Apesar da telha ser mais cara, ela dura mais tempo e pode ser usada outras vezes, enquanto a chapa é jogada fora e vira resíduo.”

Torre comercial em Nova York é vendida por US$ 1,3 bi

A empresa imobiliária Crown Acquisitions e a firma de investimentos Highgate fecharam um acordo para comprar um…

Fonte: O Estado de S. Paulo, 02 jun. 2013

A empresa imobiliária Crown Acquisitions e a firma de investimentos Highgate fecharam um acordo para comprar um prédio de escritório de 27 andares, próximo ao Central Park, em Manhattan, na cidade de Nova York, por US$ 1,3 bilhões, a maior quantia já paga por uma propriedade comercial em mais de um ano.

O prédio, localizado na Avenida Madison, foi vendido pela fundo de “private equity” Carlyle Group (CG). A Crown, fundada por Stanley Chera, investe em bens imobiliários principalmente na área de varejo em Nova York, Miami e outras regiões da América do Norte. A Highgate é uma empresa de investimentos que comprou mais de US$ 7 bilhões em ativos imobiliários.

O acordo é o mais recente sinal do forte apetite de investidores por propriedades comerciais em pontos privilegiados em Manhattan. A Carlyle vendeu a propriedade por mais de US$ 2,1 mil o metro quadrado. As informações são da Dow Jones.

JHSF distribui fundo de imóveis de ‘capital protegido’

Fonte: Valor, 03 jun. 2013

Mesmo num ambiente mais desafiador, marcado pela alta da taxa de juros, há fundos imobiliários com oferta na rua atrás do dinheiro dos investidores. Um deles é o JHSF Rio Bravo Boa Vista Capital Protegido, que pretende captar R$ 400 milhões com a emissão de 4 milhões de cotas no valor de R$ 100 cada. Os recursos serão aplicados no empreendimento residencial de alto luxo Fazenda Boa Vista, desenvolvido pela incorporadora JHSF em uma área de 11,6 milhões de metros quadrados, localizada a 102 quilômetros da capital paulista.

O período de reserva para os investidores em geral começou no dia 24 de maio e vai até o dia 24 deste mês. A aplicação mínima é de R$ 10 mil, o equivalente a 100 cotas. Com os recursos da oferta, o fundo vai constituir uma sociedade de propósito específico (SPE) que, por sua vez, será parceira de sociedades em conta de participação (SPC) formadas para construir os imóveis da Fazenda Boa Vista. Essas SPCs, que atuam em sociedade com a JHSF, vão repassar mensalmente ao fundo imobiliário recursos que garantam uma distribuição mensal de proventos.

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O rendimento dos cotistas virá, é claro, da venda dos empreendimentos. Já foram construídas na área cerca de 200 residências, 24 quilômetros de ruas e plantadas 20 mil árvores. Entre outros empreendimentos, o condomínio conta com quadras de tênis, campos de golfe e um Hotel Fasano, que oferece serviços aos moradores. O risco do investimento é não conseguir vender os imóveis pelo preço e na velocidade desejados. O retorno almejado é sedutor: variação do IPCA mais 9% ao ano. Trata-se, portanto, de um rendimento real (descontada a inflação) de 9% ao ano, um nível bastante elevado, já que ganhos reais hoje são raros.

Para tentar contornar o risco elevado e atrair os investidores, foi criada uma estrutura com contratos de opções (direito de compra e venda de um ativo por preço e em data predeterminados) para garantir uma rentabilidade mínima de 1% ao ano mais variação do IPCA. Após oito anos, quando se encerra a aplicação, o fundo tem uma opção que lhe permite vender os empreendimentos nos quais investiu à JHSF, recebendo em troca recursos para pagar aos cotistas pelo menos a rentabilidade mínima. Daí o acréscimo da expressão ‘capital protegido’ ao nome do fundo.

Além do ganho ao fim do período, o fundo se propõe a pagar rendimento mensal equivalente ao IPCA mais 1% ao ano. O investidor deve, contudo, se acautelar. O próprio prospecto da oferta do portfólio afirma que “é importante destacar que a rentabilidade mínima não representa e nem deverá ser considerada como uma promessa, garantia ou sugestão de rentabilidade aos cotistas”.

A oferta é tocada por nomes de peso. O coordenador líder da distribuição e futuro gestor do fundo é a Rio Bravo Investimentos, capitaneada pelo ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco. Os coordenadores contratados são o BB Investimentos e a Caixa, que também vai atuar como administrador do fundo. Segundo um analista do setor imobiliário que prefere não ser identificado, com a estrutura de distribuição do BB e da Caixa, é bem provável que o fundo consiga captar os R$ 400 milhões. “E o fato de ter o nome capital garantido deve ajudar na distribuição, embora o investidor talvez não entenda a estrutura por trás disso e os riscos dos empreendimentos”, afirma.

O quão descontadas estão 14 construtoras na bolsa

Análise do Bank of America Merrill Lynch revela que o mercado está “excessivamente pessimista”

Fonte: Exame

O mercado pegou pesado com as ações das construtoras na bolsa brasileira. E um dos melhores indicadores para perceber o quão descontadas essas empresas estão no mercado é comparar o valor de mercado dessas companhia com valor de liquidação. Foi o que fez o Bank of America Merrill Lynch em um relatório publicado nesta semana.

O valor de liquidação no caso das construtoras, explicam os analistas, é o valor nominal do fluxo de caixa dos projetos em andamento. Isto é, a partir dele, pode-se calcular o fluxo de caixa descontado dos projetos, o componente mais importante do valor de uma construtora. O relatório, assinado pelos analistas Guilherme Vilazante, Carlos Peyrelongue e Daniel Gasparete, revela mercado “excessivamente pessimista”.

Como referência, eles citam que o valor de mercado das nove empresas que são cobertas pelo banco atualmente é de apenas 60% do seu valor de liquidação, o que significa que o mercado não está nem precificando os ativos que as empresas já têm. Gafisa, Rossi e Brookfield, por exemplo, são negociadas a 0,35 vezes o preço/valor de liquidação, múltiplo usado na análise.

“Em nossa visão, o apetite de crescimento das construtoras em 2008 foi excessivo, ao apelar para uma rede de parceiros e joint ventures para cumprir as metas de crescimento ambiciosas”, explicam os analistas. Além disso, os níveis de terceirização foram exagerados e chegaram a mais de 50% do volume.

O aquecimento da indústria levou a atrasos nas obras, uma maior alavancagem e margens reduzidas. O resultado desta equação incômoda foi a forte queda das ações e da reputação da indústria. A saída encontrada pelo setor para sair dessa situação foi por o pé no freio: os lançamentos caíram mais de 40% desde 2010 e o foco está na recuperação da rentabilidade e em acelerar a geração de caixa.

Cyrela

Historicamente, a Cyrela (CYRE3) tem sido a líder no mercado das construtoras, estreando mais cedo do que seus pares no mercado e crescendo mais rápido e mais amplamente. Mas, mais importante que isso, os analistas ressaltam que a Cyrela pisou no freio durante o período de crescimento antes de seus pares, o que foi uma decisão acertada e a colocou na vanguarda da recuperação.

Recomendação: neutra

Preço-alvo: 22,50 reais

Potencial de valorização: 19%

Valor de liquidação: 8, 816 bilhões de reais

Valor de mercado: 7,95 bilhões de reais

P/LV: 0,90

Gafisa

 

Para a Gafisa (GFSA3), os analistas acreditam que ainda são necessários alguns trimestres de geração de caixa a serem considerados no valuation. “Após o final dos projetos problemáticos e atrasados, acreditamos que a empresa pode voltar a acelerar o crescimento”, explicam.

Recomendação: compra

Preço-alvo: 9 reais

Potencial de valorização: 137%

Valor de liquidação: 4,19 bilhões de reais

Valor de mercado: 1,65 bilhões

P/LV: 0,39

MRV

Em relação à MRV (MRVE3), os analistas afirmam que apesar da melhor execução e do atrativo potencial de valorização, há riscos para a rentabilidade que poderiam fazer com que as ações tenham desempenham inferior ao de seus pares.

Os recentes esforços para melhorar a rentabilidade (aumento de preços, em detrimento do volume) e os benefícios de um ambiente menos competitivo não serão completamente refletidos nos resultados antes de 2015.

Recomendação: desempenho abaixo da média do mercado

Preço-alvo: 13 reais

Potencial de valorização: 81%

Valor de liquidação: 6.24 bilhões de reais

Valor de mercado: 3.53 bilhões de reais

P/LV: 0,57

PDG Realty

 

“Nós temos alta convicção de que a PDG (PDGR3) deve virar o jogo em algum momento deste ano, o que poderia levar a uma quantidade significativa de caixa e possivelmente torná-la a ação do ano”, afirmam os analistas.

Recomendação: neutra

Preço-alvo: 4 reais

Potencial de valorização: 59%

Valor de liquidação: 7,84 bilhões de reais

Valor de mercado: 3,91 bilhões de reais

P/LV: 0,50

Rossi Residencial

 

Na opinião do banco, o ponto de inflexão da Rossi (RSID3) ainda está muito distante para a empresa estar no radar dos investidores.

A empresa está um passo atrás de seus pares na recuperação. Além disso, recentemente abriu mão do crescimento, tornando a recuperação de margens e geração de caixa uma meta ainda mais distante.

Recomendação: desempenho abaixo da média do mercado

Preço-alvo: 4 reais

Potencial de valorização: 11%

Valor de liquidação: 3.37 bilhões de reais

Valor de mercado: 1.53 bilhões de reais

P/LV: 0,46

Brookfield

 

A Brookfield (BISA3) desistiu de seus planos para transformar seu foco em execução e melhoria de rentabilidade. Segundo os analistas, esse movimento coloca a empresa nos últimos lugares do bloco de recuperação.

“Nós não esperamos que o dinheiro torne-se positivo até 2014 e que a recuperação da margem leve ainda mais tempo do que isso”, explicam.

Recomendação: desempenho abaixo da média do mercado

Preço-alvo: 3,50 reais

Potencial de valorização: 92%

Valor de liquidação: 4,24 bilhões de reais

Valor de mercado: 1,12 bilhões de reais

P/LV: 0,26

Even

 

“Na nossa visão, o mercado ainda não está precificando inteiramente a tese de investimento da Even”, afirmam os analistas do banco.

Eles explicam que embora a empresa ainda tenha desempenho inferior ao de seus pares no que se refere ao crescimento da receita, a Even (EVEN3) entrega resultados acima da média em termos de sustentabilidade de margens e melhoria gradual do retorno sobre o capital investido.

A expectativa é de que ação continue a superar seus pares baseada em resultados consistentes e aumento de rentabilidade.

Recomendação: compra

Preço-alvo: 15 reais

Potencial de valorização: 63%

Valor de liquidação: 2,73 bilhões de reais

Valor de mercado: 2,19 bilhões de reais

P/LV: 0,80

Tecnisa

Para a Tecnisa (TCSA3), a recuperação está próxima. Os analistas acreditam que a maior parte do ciclo de aperto será concluído esse ano, o que deve abrir espaço para a geração de caixa e recuperação das margens.

Recomendação: compra

Preço-alvo: 14 reais

Potencial de valorização: 39%

Valor de liquidação: 2,46 bilhões de reais

Valor de mercado: 1,92 bilhões de reais

P/LV: 0,78

Direcional

 

Embora os analistas esperem que a rentabilidade superior da Direcional (DIRR3) continue no curto prazo, impulsionada por uma dinâmica favorável de preços mais altos somado aos incentivos fiscais do governo, eles acreditam que haja pouco espaço para os papéis continuarem tendo um desempenho acima da média.

Recomendação: desempenho abaixo da média do mercado

Preço-alvo: 17 reais

Potencial de valorização: 7%

Valor de liquidação:1,94 bilhões de reais

Valor de mercado: 2,50 bilhões de reais

P/LV: 1,29

CR2

Valor de liquidação: 367 milhões de reais

Valor de mercado: 213 milhões de reais

P/LV: 0,58

Eztec

Valor de liquidação: 3,12 bilhões de reais

Valor de mercado: 4,54 bilhões de reais

P/LV: 1,45

Helbor

Valor de liquidação: 1,98 bilhões de reais

Valor de mercado: 2 bilhões de reais

P/LV: 1,01

Rodobens

Valor de liquidação: 963 milhões de reais

Valor de mercado: 746 milhões de reais

P/LV: 0,77

Trisul

Valor de liquidação: 685 milhões de reais

Valor de mercado: 359 milhões de reais

P/LV: 0,52

Assinatura 11e12